Juventude Sem Rumo

Imagine a seguinte situação: você ouve uma música pois acha legal o ritmo e suas batidas, sendo o som dançante e contagiante. Para memorizar a música, começa a cantá-la. E não se dá conta de que está engolindo uma mensagem torpe, vulgar e criminosa. É esse o ciclo do funk.

Infelizmente em nossa juventude, a embalagem tornou-se mais importante que o conteúdo. O recente caso das pulserinhas coloridas denota a superficialidade das ações de nossos jovens. Muitas pessoas, meninos e meninas, utilizavam as pulseiras sem saber o seu significado.

A juventude brasileira de hoje está vaga de ideologia. Seus ideais, manipulados pela mídia, são consumistas, egoístas e inconsequentes. A loucura, a insanidade e a ausência de causas coletivas coerentes a serem defendidas, tornaram o discurso do jovem inóquo. Nossa sociedade precisa do apoio da juventude, mas esta se abdica de seu poder, fantasiando em um universo fútil e paralelo, talvez temendo os fantasmas vividos por gerações passadas.

Historicamente vivemos na repetição incessante de fórmulas gastas, os quais tolamente insistimos em usá-las. O humor de bordão, o hábito de “julgar o livro pela capa”, ou de abdicar da opinião própria por aceitação social, tudo isso são sintomas de uma juventude sem rumo e sem orientação. O fato é que nunca existiu e nem existe uma figura ao qual possam se espelhar e tomar como exemplo e isto faz com que se identifiquem com qualquer voz que tumultue o status quo estabelecido, que por sua vez, absorve esta voz através do modismo.
É importante que se tome uma atitude frente a isto. Mas esta ação deve ser coordenada por todos os elementos significativos de nosso corpo social: governo, mídia, imprensa, sociedades de classe, iniciativa privada, instituições religiosas, culturais e de ensino, além da própria sociedade civil, para que num esforço coordenado e coletivo, possam reverter esse quadro.

Sem Titulo 17/5/2010-15:25

“Saiu o primeiro grito de guerra da torcida brasileira para a copa 2010: “Burro, burro, burro…””

Autor: Kazzttor

Quando: 11/06/2010

Pelo Twitter, ao comentar a lista de convocados por Dunga para a Copa 2010.

O Que Esperar Do Brasil Nesta Copa?

Em 11 de maio de 2010, a exato um mês para o início da copa do mundo de futebol, o técnico Dunga apresentou a lista dos 23 jogadores convocados para o escrete canarinho neste certame. A revelação dos nomes, por não haver surpresas, nem sequer nomes aclamados pela crônica esportiva e pelo clamor popular, gerou polêmica e debate que rendeu vários dias. A grande questão, que acabou se tornando o termo de praxe pelas declarações do treinador brasileiro, e dos debates em torno do tema, é a coerência. Será que Dunga foi coerente ou teimoso ao escolher seus convocados, se muitos deles não atravessam em boa fase, se recuperam de contusões, ou ainda amargam a reserva em seus clubes? O resultado de tudo isso é uma incógnita. Se Dunga tinha a intenção de ser confuso com termos exatos, assim como diria o Chacrinha – “Eu vim para confundir, não para explicar”, conseguiu. Mesmo com três anos e meio de testes e escolhendo os jogadores os quais considera ideais, as condições destes mais o panorama do futebol brasileiro, levam o futuro de nosso escrete na copa ao buraco negro da dúvida e da incerteza. O grupo em que o time brasileiro se encontra é equilibrado, e pode ser um bom teste inicial a seber se este time, que vem de um bom retrospecto de fato vingará neste certame. O que é possível afirmar é que Dunga terá de superar a tudo e a todos para se firmar como um grande treinador, e este é um momento propício. Das duas uma: conseguirá levar o Brasil ao hexa e se consagrará, ou amargará uma campanha sofrida e vexatória, com saídsa precoce, e amargará o ostracismo.

Sem Titulo 17/5/2010-14:26

O (re)advento Da Televisão

Hoje eu li uma matéria na revista Infosobre televisão e cinema em 3D, e achei extremamente interessante a corrida dos fabricantes, produtores e emissoras de TV nesta nova tecnologia, sem contar o grande interesse e fascínio do público. O mais curioso é acreditar que foi dito que a internet e as tecnologias digitais matariam a televisão, mas o que se viu, foi que esta se reinventou. E graças à tecnologia.

A televisão é um advento que acompanhou desde sempre as tendências tecnológicas. Começou analógica na década de 20, se coloriu na década de 40 (no Brasil, a cor chegou oficialmente em 1972), e nas últimas décadas, com a tecnologia digital, virou HD e agora 3D. Experiências não faltaram, e o Brasil viveu muitas delas. A extinta TV Excelsior, foi pioneira em transmitir programas em cor no início da década de 60, em NTSC. A Rede Globo experimentou sua primeira transmissão digital na copa de 1998, como também fez sua primeira experiência de transmissão em 3D ao vivo, no desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, este ano.

A web e o vídeo digital trouxeram à TV qualidade e possibilidade real de interação, considerada esta última uma grande deficiência deste meio de comunicação. Com a chegada do middleware Ginga aos receptores, a TV quebra este paradoxo de entreter sem interagir com o público. Isto proporcionaria à mídia uma riqueza de detalhes, como também permitiria às emissoras e criadores de conteúdo, um contato mais íntimo entre mídia e espectador. O fato de ser uma mídia já estabelecida e possívelmente barata, permitiria também prover produtos e serviços ao espectador com a comodidade de não sair de casa. O cinema e a TV 3D permitiriam uma forma inusitada de entretenimento com um grau ainda maior de imersão do espectador, algo que proporcionaria uma experiência ainda mais realista do conteúdo. Evidente que existem algunsempecilhoscomo por exemplo, o fato de uma transmissão em 3D requerer o dobro de largura de banda de dados, no mínimo, em relação ao vídeo em alta definição, mas podemos afirmar de fato que trata-se de um novoadventoque devemos acompanhar, com atenção, fascínio e curiosidade.

Temer E Vencer: O Paradoxo Do Fatalismo

Muitos de nós aguardamos o momento de dar uma guinada em nossas vidas. Seja na profissão, na família, ou em outras ocasiões, sempre procuramos aguardar que uma força exterior propicie um momento favorável. Quando esta força não vem, surge o descontentamento e a sensação de ser desprovido de sorte, uma vez que são poucos os escolhidos a receber uma certa “dádiva”. Por outro lado, quando uma ocasião nos ameaça de alguma forma, temos sensações e atitudes semelhantes, pois de certa forma, esperamos que uma conjunção de evidências negativas não se configurem em um fracasso.

Nossa sociedade está envolta a um exagerado fatalismo, o qual entendemos por não termos nenhuma parcela de responsabilidade pelas ações em que somos alvo, e sim a circunstâncias externas e alheias a nosso inuito. Este pensamento é ufanista e preguiçoso, pois impõe a nós uma atitude passiva ou reativa a uma determinada situação, quando deveria ser uma atitude ativa, de assumir o controle da situação.

Parte desta cultura fatalista se deve a nossas origens lusitanas, regidas firmemente pela doutrina católica, que prega a vinda de um messias, disposto a responder por nossos anseios e salvarnos de todos os males. Trata-se de uma forma de poder e dominação pois mantem uma massa, geralmente de pouca instrução racional e cultural, sob controle por meio de uma cultura de alienação, o que faz que um indivíduo temer uma possível “punição”, por agir em causa própria. Com isso, também surgiu um sentimento de dependência permanente, que é um desejo frustrado, pela ausência de elementos que quebrem essa cadeia, já que dependem de uma liderança que é punida por uma cultura que não admite líderes. Por fim, tem se o conformismo, que é a o elemento que sela esta cultura fatalista, já que mesmo com a sitação indesejada, tem-se a precepção de esta ser imutável.

O fatalismo e o conformismo são elementos em nossa sociedade que precisam ser extirpados, por representarem a causa de muitos dos males sociais. Uma atitude ativa inverte as polaridades do poder, fazendo com que dominados se tornem dominantes, e assim, transformem nosso país, naquilo que almejamos.

Sem Titulo 8/5/2010-22:25

The Day After: Feelings

Esta é a hora de tormar partido… Hora que não se admite neutro, hora que põe pai contra filho, filho contra pai, irmão contra irmão. Os omissos serão culpados. Arranca o mofo de seu coração! Abra os olhos, consulte os fatos. Se escarneceram de sua crença, se pisaram no seu sonho, se te impuseram silêncio, se foste humilhado, se tens gritos sufocados; acorda, anda, desperta! Esta é a hora de tomar partido! Acorda, anda, desperta, e tome partido! Pelo pão da tua mesa. Por teu Deus, se tu o tens. Pela casa onde vives. Pelos filhos que virão. Por tuas palavras mortas. Por teus desejos frustrados. Pelo sangue derramado. Por afetos negados. Por lágrimas mal-enxutas. Faz cólera de seus anseios de liberdade, desperta e tome partido! Cada neutro é um oportunista, cada oportunista é um canalha. Não se serve a dois senhores, não se sorri para o inimigo…

(extraído do texto da peça Jesus-Homem, de Plínio Marcos – Adaptado)

Verdade Seja Dita

Sempre fui um apaixonado torcedor. Com a alma ferida hoje, pela dor de ver findar precocemente um sonho de uma nação agora escarnecida pelo ódio estúpido de outras torcidas. O que eles chamam de arrogância, chamamos orgulho. O que eles chamam de amor cego, chamamos de paixão. O que chamam de burrice, chamamos de lealdade. O que eles chamam miséria, chamamos humildade. O que eles chamam de ilusão, chamamos fé. O sentimento que sinto como corinthiano é o que gostaria de sentir como brasileiro, que mesmo nos momentos mais difícieis, ainda reune forças para seguir adiante. É doloroso ver a agonia e o fim. Mas da morte uma nova vida, vem vindo. É sábio ver a vida dessa forma, com entusiasmo e com coragem de enfrentar o escárnio de peito aberto, com a esperança que todos os herois possuem quando são vencidos. De que um dia, a vitória derradeira chegará.