Uma nova ordem

O mundo vive uma nova ordem política e ideológica. O que ocorre no Oriente Médio é um reflexo do efeito nefasto da concentração de poder. Governos absolutistas vem caindo um a um graças à mobilização popular e o uso de redes sociais e internet. Uma nova ordem se consolida e uma revolução silenciosa ensaia surgir no mundo.

Mesmo com os desejos e anseios individuais, ainda se sobrepõe a vontade coletiva. As redes sociais possibilitaram que pessoas com interesses comuns pudessem se reunir e se organizar, não importa onde estejam. E quando uma coletividade se organiza, esta cresce e se consolida, tornando forte e atuante na defesa de seus interesses.

Exemplos não faltam aqui e no Exterior. Mas o papel que as redes sociais exercem sobre movimentos coletivos os amplificam e os abolem de limites.

Uma revolução no Futebol Brasileiro

Enquanto o C13 fecha com a RedeTV e os dissidentes fecham com a Globo, vemos um marasmo e e uma realidade cruel que nos desestimula a acompanhar o futebol brasileiro, de tamanha escória que se formou nesta organização. Frente a isto, fiz o seguinte comentário em um blog:

Pobre o país que se vê dependente de um cidadão Kane.

O poder da bola corroeram suas mentes, amigos. Nunca vi tamanhas bobagens escrotas nos comentários. Para começar, é muita estupidez achar quem clube vive apenas de direitos de transmissão televisiva e se o clube que você torce pensa assim, ou mude de time ou proteste contra a direção deste clube.

Os clubes europeus possuem estratégias de marketing mais voltadas ao torcedor. Para se ter uma ideia, Barcelona e Real Madrid, por exemplo, possuem milhares de SÓCIOS, com direito a voto e tudo, não essa palhaçada de SÓCIO-TORCEDOR que inventaram aqui, que é um torcedor que não tem voz e nem vez nas decisões do clube. Assim esses canalhas chamados cartolas mandam e desmandam e fazem mesquinharias que põem seus clubes à falência e seus torcedores à vergonha.

Não existe monumento maior à essa estupidez gerencial que contamina o futebol do que C13, Globo, CBF e essa disputa imbecil. Não poderia fazer como a FIA? Criava uma agência de Televisão, que criaria toda a estrutura televisiva padronizada e licenciava a TODAS AS EMISSORAS que tivessem interesse em transmitir? Uma FOM do futebol brasileiro, que tal?

Ou ainda, POR QUE NÃO SINCRONIZAR O CALENDÁRIO DO FUTEBOL BRASILEIRO COM O DO FUTEBOL EUROPEU, PARA ESTANCAR A SANGRIA DE CRAQUES NO MEIO DO BRASILEIRÃO? Já repararam que nossos principais jogadores vão embora do principal certame do país no meio do campeonato, prejudicando clubes e o torcedor, esvaziando a disputa e tornando um campeonato de quem segura mais os jogadores, vence?

Por que não organizar essa zona de futebol brasileiro criando uma estrutura hierárquica de torneios? Que palhaçada de Séries C, D, E, F… Poderia criar uma estrutura em que torneios estaduais e regionais valessem vagas para as copas do Brasil e no máximo Série C. E quem disputassem os torneios nacionais não disputariam os torneios regionais/ estaduais, permitindo assim que houvesse brasileirão o ano inteiro, com jogos apenas nos finais de semana (Série C na Sexta, Série B no sábado, e Série A no domingo), podendo colocar a Copa do Brasil somente às quartas-feiras, e às 21:30 da noite no máximo (QUE SE DANE A NOVELA).

Já pensaram em protestar, amigos? Em vez de gastar as suas energias insultando uns aos outros com seu orgulho infantil de torcedor burro, por que não fazem algo inteligente? Comprem o ingresso, e em vez de entrar no estádio, fiquem na porta, protestando contra a má-gestão de seus clubes.

Essa coisa imbecil de violência no futebol é uma estratégia dos próprios clubes que financiam e apoiam as torcidas organizadas, para criar uma política de ódio, desviando a atenção de suas torcidas para que não se voltem contra suas falcatruas, roubalheiras e desmandos. ABRAM OS OLHOS, CONSULTEM OS FATOS!

O QUE ESPERAM PARA UMA REVOLUÇÃO NO FUTEBOL BRASILEIRO? CONTINUAR NO CONTROLE REMOTO? OU ASSUMIR O CONTROLE?

Como imaginei, o autor do blog não publicou o comentário. Entretanto, o registro está aqui.