Uma tragédia inexplicável

O Brasil acompanha com perplexidade a tragédia ocorrida na última quinta-feira, 07/04. Um homem chamado Wellington de Oliveira, invade armado a escola municipal Tasso de Oliveira, no bairro do Realengo no Rio de Janeiro e atira nos alunos, a maioria meninas e depois se suicida, levando consigo mais 13 vidas inocentes. Este trágico episódio, nos mostra o grau de insanidade a que estamos vivendo. A começar pelas condições em que este ato triste ocorreu, pelo perfil do assassino e das vítimas, e pelas ligações com religião, é difícil esclarecer as suas causas, sem antes buscar mais provas e evidências da sua personalidade.

As informações, são desencontradas, mais pela tentativa do assassino em esconder evidências e pelo caráter ávido da imprensa em buscar informações sobre o ocorrido. Assim surgem inúmeras hipóteses que informam sobre as causas do ocorrido. Bullying, sexualidade, religião e loucura entram no repertório de razões pelas quais levaram Wellington a cometer tal atrocidade.

Mas é preciso entender que é preciso detectar e buscar tratamento para pessoas com comportamento anti-social, como foi o caso de Wellington. Estava claro que indivíduos com esse tipo de comportamento precisam de ajuda para que não se tornem elementos nocivos à sociedade.

Mais do que a ajuda que é necessária, é preciso estabelecer que ajuda deve ser feita e quem está ajudando, pois uma ação indevida no intuito de ajudar pode agravar a situação em vez de melhorar.

Vi que algumas igrejas ajudam pessoas neste caso, mas em alguns casos utilizam de praticas de forte disciplina e alienação. Esta prática pode se tornar uma bomba de efeito retardado, pois esta alienação poderá confundir ainda mais essas pessoas e fazer com que estas se tornem fundamentalistas e agressivas a ponto de justificar conceitos religiosos para realizar atos de insanidade e inconsequência.

#prayforjapan

11 de março de 2011 foi um dia negro para o Japão. Um tremor de forte intensidade, seguido de um tsunami, devastaram diversas cidades a nordeste do país, deixando um rastro de destruição e morte.

Mas o pior estaria por vir. A usina nuclear de Fukushima I foi duramente atingida pelos tremores e tsunami, entrando em colapso, com sistemas de refrigeração dos reatores comprometidos. Se seguiram explosões nos prédios dos reatores 1, 2 e 3 e incêndios no reator 4. O drama japonês e o clima de medo de um acidente nuclear de grandes proporções, tornaram-se riscos reais de desastre.

Um esforço desesperado dos técnicos e engenheiros japoneses para evitar um desastre radioativo ainda maior beira o heroísmo. Níveis de radiação acima do normal foram detectados até em Tóquio, mas sem causar risco as pessoas.
O notável é a atitude do povo japonês. Um comportamento sereno e exemplar observa-se no povo, que mesmo assustado, procura manter uma vida normal, juntando forças para reerguer o país. Entretanto, falta comida, combustível e eletricidade.

O que impressiona é a quantidade de notícias ruins da tragédia, num interminável pesadelo. Nunca poderia imaginar que, 66 anos após a hecatombe nuclear de Hiroshima e Nagasaki, a radiatividade assolasse novamente o solo japonês.