Na parada: política, cultura e economia

Nesta parte, a última, vou por em discussão os aspectos políticos, econômicos e culturais no meio GLBTT.

Hoje o movimento GLBTT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transgêneros) está em evidência. Seja na música, teatro, teledramaturgia, cinema, televisão e política, a temática da homossexualidade deixou de ser um tabu e tornou-se um assunto em frequente discussão no Brasil. O assunto é polêmico e gera opiniões contra e a favor da homossexualidade, sendo que os grupos mais conservadores rejeitam, e os mais liberais defendem. Porém estamos diante de um debate mais franco e de uma abertura maior baseada na ética a qual a comunidade GLBTT deve se organizar de modo a não perder essa oportunidade de tornar o Brasil um país mais liberal e respeitador da diversidade sexual.

Aqui cabe uma auto-critica ao movimento GLBTT. Observa-se muito o caráter da festa da parada e dos seus dividendos econômicos, porém não procuram verter a parada em dividendos sociais, éticos e sobretudo políticos. É sabido de todos que pelo fato de um homossexual ter um grau de rejeição familiar alto, a maioria deles se tornam independentes economicamente de forma precoce. Por consequência, e também pelo fato de não constituírem famílias com dependentes incapazes, a probabilidade de um homossexual ter um poder aquisitivo maior é muito maior do que um heterossexual de mesma idade. Geralmente possuem uma escolaridade melhor e ganham mais, o que se reflete no público da parada ter uma média de gastos até 30% maior do que turistas heterossexuais, segundo a Associação Comercial de São Paulo. É tido como um nicho de mercado importante  e rentável e que não pode ser ignorado. Com efeito, essa independência e individualidade precoce se tornam empecilhos para que o movimento GLBTT se fortaleça e se organize para que pleiteie seus direitos de forma mais incisiva.

Vemos figuras homossexuais de destaque em todos os meios, porém alguns não se identificam e rejeitam a sua orientação sexual publicamente por acreditarem equivocadamente que orientação sexual e masculinidade são intimamente relacionados, ou ainda, que a orientação sexual seria um empecilho para que alguém realize uma atividade qualquer, como praticar esportes, realizar esforços físicos ou trabalhar de forma pesada.  Não há nenhum estudo que comprove que um homossexual esteja inapto a realizar qualquer atividade, assim como não exista nenhum estudo que inabilite uma mulher a realizar qualquer atividade. Ou seja, qualquer pessoa, não importando sua orientação sexual, tem o direito viver normalmente, e desempenhar qualquer atividade, pois a orientação sexual não desqualifica nenhum indivíduo a faze-la. Uma outra questão é que se alguém defende a causa gay é tida como homossexual, o que é uma falácia mesquinha, justamente para isolar a defesa dos direitos GLBTT aos homossexuais, enfraquecendo o movimento. Não é porque está defendendo uma causa que uma pessoa está diretamente envolvida nela. Há muitas razões para que relacionamentos homoafetivos possam ser aceitos e defendidos por muitas pessoas, homossexuais ou não. O controle da natalidade, o fim da intolerância, a melhoria das políticas de saúde sexual, a redução de batalhas jurídicas por espólio de homossexuais falecidos, o combate a homofobia, a promoção de novas células familiares, a aceitação do indivíduo junto a sociedade e o respeito a sua individualidade, a promoção da inclusão social e do respeito ao próximo seriam alguns dos valores que serão disseminados em nossa sociedade tornando-a mais pacífica, liberal e plural, com a adoção de direitos isonômicos aos homossexuais. O que é preciso é eliminar alguns vícios de nossa comunidade GLBTT como o estereótipo sexualizado que foi pinchado em muitos de nós. Precisamos combater também a auto-homofobia. É preciso que as pessoas possam se assumir sem medo de represálias, pois mais importante do que a aparência social é a auto-estima, e reprimir ou ocultar sua orientação sexual é danoso a sua própria personalidade e saúde mental.

Nossa sociedade também precisa execrar os estereótipos. As pessoas precisam entender que não existem profissões ou atividades gays ou héteros, que existem é pessoas, gays ou héteros, e que a atividade que exercem não tem nenhuma relação com a sua orientação sexual.

A mídia precisa parar com o terrorismo homofóbico na teledramaturgia e jornalismo. Infelizmente a maior emissora de televisão do país insiste em bombardear as mentes das pessoas com um discurso que coloca o homossexual como chacota. Há um seriado chamado “Macho Men” em que um homossexual se torna hétero após uma pancada na cabeça, e também uma cena da novela “Morde e Assopra” em que o personagem gay tem uma noite de sexo com uma mulher. Ninguém muda de orientação sexual de uma hora para outra, num passe de mágica. É possível que uma pessoa gay tenha uma experiência sexual com uma pessoa do sexo oposto, da mesma forma que uma pessoa heterossexual tenha uma experiência homossexual, como ocorre na adolescência de muitos jovens. Mas a insinuação da Rede Globo é sórdida. Induz o telespectador a crer que a orientação sexual é algo exclusivamente racional e voluntário de um indivíduo, mas é muito mais do que isso na realidade, gerando uma distorção dos fatos. Quando isso não ocorre, o personagem gay é estereotipado, efeminado bem distante da maioria dos homossexuais. E as lésbicas são tratadas como fetiche ainda, ou com deboche, com as personagens “Marias Sapatão”, em que são extremamente masculinizadas. Houve mudanças em alguns personagens atualmente, mostrando um lado gay mais próximo da realidade em alguns trabalhos e isto indica uma mudança de postura, mas ainda é exceção, não regra. Ainda há muito moralismo cercando a teledramaturgia da Rede Globo, sendo que cogitou-se muitas vezes cenas de beijos gay que foram até mesmo gravadas, mas cortadas pouco antes da exibição das novelas.

A política é um dos pontos mais cruciais deste processo. A eleição do deputado Jean Wyllys, o primeiro assumidamente gay a assumir uma cadeira na câmara dos deputados é um marco, porém os evangélicos já se organizaram politicamente há muito tempo e formam uma bancada que se opõe a conquista de direitos GLBTT. A organização de um braço político supra-partidário pela causa LGBTT é o primeiro passo para o estabelecimento de diretrizes impactantes que defendam essa causa. A organização deve partir da conscientização do gay, da lésbica, bissexual, travesti ou transgênero da importância em votar em representantes que atendam a suas reinvindicações. O fortalecimento das entidades de defesa GLBTT é também crucial, com uma participação mais ativa dentro do poder público para apurar e denunciar a homofobia em todos os aspectos de nossa sociedade. Somente um estado livre se forma, quando todos os cidadãos atuam de forma ostensiva em todos os movimentos sociais. Também é importante que a sociedade GLBTT fortaleça estas entidades participando ativamente de suas atividades.

A Drag Queen Tchaka disse na marcha anti-homofobia, ocorrida em São Paulo em abril que  “o gay é o sal, que tempera e dá aquele gostinho bom ao mundo” e é com orgulho que vamos levantar a bandeira do arco-íris, não apenas para mostrar as suas cores, mas para temperar a Terra com amor, respeito e humanidade.

Uma imprensa esportiva marrom

Ontem, dia 23 de junho, o jornal esportivo Marca estampou a conquista da Taça Libertadores da América pelo time do Santos, mas na manchete tratou de ofender a torcida corinthiana com a mensagem “Chupa Corinthians” e no crédito da foto da comemoração de Neymar, insinua que o Corinthians precisa aprender com o Santos a jogar a Libertadores. Isto ocorre pois o Corinthians é o único grande clube de São Paulo que nunca ganhou este certame.

O fracasso corinthiano em Libertadores não aumenta ou diminui o valor das conquistas dos rivais. Pelo contrário, são provocações irresponsáveis de jornais de péssimo nível editorial que acabam incitando a violência no futebol. Claro que uma conquista de um título provoque alguma provocação, mas esta não deve ser ofensiva como insinua o jornal.

Talvez a ideia do editor seja de fazer vender a edição pela rivalidade existente entre o Corinthians e outros grandes clubes, e até torcedores corinthianos comprassem a edição para que os rivais não o comprassem, mas este capitalismo selvagem e sensacionalista que tomou conta de parte da imprensa deste país, tornou o escárnio alheio um espetáculo. Um exemplo real de desrespeito a grupos humanos.

O torcedor corinthiano deve rejeitar essas provocações. Pois estas apenas atestam que o Corinthians é uma referência para vencedores e vencidos.

Na parada: o sexo

Continuemos nossa série de artigos sobre a parada gay, levando a debate o que caracteriza o homossexual: sua orientação sexual.

É tolice afirmar que a sexualidade apenas trata da orientação sexual do indivíduo. O comportamento e as preferências específicas de uma pessoa para ou durante o ato sexual também constituem sua sexualidade. Não se pode afirmar que exista um padrão sexual, pois cada indivíduo somente tem sua personalidade sexual mediante a experimentação e descoberta de sua sexualidade. É algo que é impossível aprender na teoria ou através de testemunhos alheios. Assim, qualquer classificação ou rótulo à sexualidade se torna um processo trabalhoso e às vezes inútil, pois cada indivíduo possui uma identidade sexual própria. E mesmo que exista uma classificação, esta pode ser distorcida e às vezes equivocada.

Entre os maiores equívocos em relação à sexualidade está o que aponta que todo homossexual é promíscuo e viciado em sexo. Não existe nenhum estudo que comprove este fato. Há entretanto uma cultura que acredita que este fato é verdadeiro, e muitas pessoas, incluindo alguns gays, lésbicas e bissexuais, acreditam que este fato é verídico. A promiscuidade não tem relação nenhuma com a orentação sexual, e sim com o comportamento do indivíduo, pois tanto existem homossexuais e bissexuais promíscuos como hererossexuais promíscuos, sendo que estes últimos são aceitos e os dois primeiros, não. Por termos uma cultura machista, a figura do homem viril, sexualmente ativo e promíscuo é aceita e até mesmo incentivada na puberdade pelos pais, inclusive.

Também acusam o homossexual de ser pedófilo. Há muitos casos de pedofilia envolvendo homossexuais, mas a maioria deles são de pessoas de idade e com a sua orientação sexual reprimida. Esses agressores também foram vítimas de uma sociedade que reprimiu sua sexualidade (não apenas no sentido de orientação sexual, mas também de comportamento sexual) e para ser aceitos, teve que bloquear seus desejos sexuais, mas provocando em si um efeito patológico de impulso sexual agressivo contra crianças. Claro que as origens da pedofilia se dão em um disturbios psicológicos, muitas vezes relacionados a possíveis abusos sofridos na infância. Mas este não tem origem na sexualidade do indivíduo, pois a maioria dos abusos comentidos contra crianças, as vítimas são meninas e os agressores, homens. Novamente o machismo entra nesta tônica por considerar um agravante o agressor e a vítima serem do mesmo sexo, enquanto praticamente banalizam quando são de sexo diferentes, até mesmo acusando a vítima de se “oferecer” ao agressor.

Outra questão a ser discutida é quanto a relação existente entre orientação sexual e identidade de gênero, que na prática, não existe. Apenas uma parte dos homossexuais não se identifica com seu gênero de nascimento (masculino ou feminino). Ainda existe uma crença de que todo homossexual masculino é efeminado e toda a lésbica é masculinizada o que é falso. Ainda existem pessoas com questões de identidade de gênero, mas que não se iniciaram sexualmente, o que comprova que inexiste relação entre identidade de gênero e sexualidade. Este é um dos tabus a respeito da homossexualidade que precisam ser quebrados.

O comportamento sexual aparentemente mais ativo entre a comunidade LGBT ocorre muito em virtude de uma cultura mais aberta e menos ligada a moralismos do que os grupos heterossexuais. Observa-se claramente uma maior dificuldade de grupos heterossexuais em conquistar pessoas para o sexo, frente a grupos homossexuais. No entanto, os relacionamentos estáveis tendem a ser mais duradouros e menos sujeitos a crises do que os relacionamentos heterossexuais, pois há um grau de conhecimento e cumplicidade maior entre as partes.

Em suma, somente observa-se os aspectos negativos da sexualidade para caracterizar o homossexual, porém observa-se que patologias sexuais não são exclusivas de uma orientação sexual, em maior ou menor grau. O que vemos é que relaciona-se o gay e a lésbica apenas ao comportamento sexual de forma deturpada e ofensiva, sem entender claramente que a pessoa homossexual é um ser humano igual às outras, com mesmos sentimentos e necessidades afetivas como qualquer outra. E por isso, não devemos rotular ou qualificar a sexualidade de uma pessoa apenas considerando sua orientação sexual.

PS: Importante salientar que relaciona-se a homossexualidade com as DST’s. O fato é que vemos aqui no Brasil uma queda entre homossexuais de incidência de DST’s, com destaque para a AIDS. Por outro lado, houve um aumento na incidência de DST’s entre heterossexuais. Ou seja, esta relação existente entre homossexualidade e DST’s é uma grande falácia.

Na parada: A igreja

Hoje iniciaremos uma série de artigos sobre a parada gay de São Paulo que ocorrerá no dia 26 de junho. E o primeiro artigo convida o leitor a debater sobre homossexualidade e religião.

Os grupos religiosos mais conservadores contestam a PLC 122 que criminaliza a homofobia no país. Segundo estes, a lei seria contra a liberdade de expressão religiosa, já que a doutrina religiosa prega a homossexualidade como um pecado e o homossexual um herege. De fato, há passagens da bíblia que atestam esta afirmação e que condenam o homossexual a ser tido como persona non-grata da sociedade cristã ideal. Entretanto, a própria Bíblia se for contextualizada e adaptada para os dias de hoje, nos mostra que a visão homofóbica de muitas entidades religiosas é distorcida e facilmente contestável.

O homossexual, o viciado, o mendigo e todos os marginalizados são hoje o que eram naquela época o leproso, o cego, a adúltera que também eram marginalizados e perseguidos pela sociedade. Agindo assim, os líderes religiosos que pregam a homofobia estão contradizendo os próprios princípios cristãos que defendem. Pois Jesus Cristo mostrou que todas as pessoas, sem distinção, podem ser cristãs aceitas e são dignas de compaixão e misericórdia.

Assim sendo, os conceitos cristãos elementares são a síntese dos conceitos humanos universais e ideais. Mas a distorção desses conceitos é o que faz com que muitas igrejas tenham esse papel segregatório. Observa-se uma leitura literal e não contextualizada das escrituras, e isto somado a termos líderes religiosos sem formação litúrgica adequada, os chamados obreiros e “Pastores de fundo de quintal”, que pregam a palavra de Deus sem conhecê-la plenamente. Também não há em muitos cursos litúrgicos um conhecimento apurado das escrituras e uma contextualização que promova um caráter inclusivo à religião. Sem dúvida, parte da distorção que equivocadamente relaciona homofobia e religião tem esse fato como uma das causas.

A história do cristianismo também ajuda a explicar a origem da homofobia em seu contexto filosófico. Quando o cristianismo surgiu, os cristãos pioneiros eram oprimidos pelos romanos que possuíam uma vida de orgias e o comportamento casto dos cristãos procurava se opor aos dos romanos. Além disso, havia uma necessidade de combater a superioridade numérica de outros povos por meio da procriação, que é a constituição de uma unidade familiar com numerosos descendentes. Esta política procriatória fez com que a população cristã crescesse em progressão geométrica e se tornasse a mais populosa do mundo antigo. Assim sendo, todo ato que não colaborasse com essa doutrina (a homossexualidade) era tido como transgressor e patológico. Hoje não existe a necessidade de procriação para o estabelecimento de uma doutrina religiosa, então por que a homossexualidade ainda é banida das igrejas? Por questão de controle. As igrejas mais homofóbicas são as que mais detém o controle e alienação sobre seus fieis. Um grupo se torna mais unido e disciplinado quando encontram um denominador comum, e a motivação é maior quando este denominador provém de uma possível ameaça. Isso alimenta o ódio como uma forma de auto-defesa e assim, os homossexuais passaram a ser tidos como inimigos da doutrina cristã, como método disciplinar de controle. Outra justificativa plenamente observável é de que a comunidade LGBT por ser marginalizada se torna vulnerável e frágil, e seria tecnicamente uma demonstração de força aniquilá-la.

Contudo, nota-se claramente um paradoxal comportamento que é cego e alienado. O comportamento nazi-facista destas organizações religiosas, as quais ferem até mesmo seus próprios princípios fundamentais em nome de poder e influência, disfarçados de moralismo, devem ser reprimidos com sabedoria e conhecimento. Se há em outras passagens das escrituras outros tipos de restrições que foram abandonadas pela comunidade cristã por não ser compatíveis com nosso modo atual de viver, por que então abandonar a homofobia e considerar a todos como filhos de Deus?

Sem Titulo 6/6/2011-0:27

01 de junho de 2011: Dia de greve

A região da Grande São Paulo acordou em clima grevista: Sabesp, motoristas de ônibus intermunicipais, funcionários da CPTM, além de outras categorias já paralisadas como a dos funcionários do Centro Paula Souza, mostram o grau de insatisfação dos trabalhadores frente a intransigência de seus patrões. O direito de greve é legitimo, pois é o recurso extremo da classe trabalhadora quando seus direitos são ameaçados e até mesmo usurpados de seus gestores.

Por ser um recurso extremo, a greve deve ser encarada com responsabilidade e importância, de modo que uma postura séria por parte dos grevistas legitima sua posição de insatisfação e torna o movimento simpático a todos os trabalhadores e a população em geral.

Infelizmente há ainda uma guerra de informações, de forma deturpada por termos uma mídia elitista que costuma ouvir mais as vozes patronais do que as vozes sindicais nestes momentos. E assim, somente acreditam que os trabalhadores clamam por melhorias financeiras nas negociações, o que é uma grande inverdade, pois desconhecemos suas rotinas de trabalho, e a pressão a qual são subjugados.

Ainda existe um preconceito quanto ao direito de greve pois acreditava-se que se fazia uso político da manifestação grevista, por conta de a maioria dos dirigentes sindicais ter orientações socialistas, marxistas ou comunistas. Trata-se de um tolo preconceito achar que uma greve não passa de um episódio de batalha de uma luta de classes, quando na verdade trata-se de um recurso para pressionar administradores e gestores a ter uma postura mais empática às reivindicações de seus trabalhadores. Claro que existem alguns dirigentes sindicais radicais que ainda sustentam a tese das lutas de classes para embasar suas manifestações, mas a prioridade deve ser sempre de atender aos anseios da classe trabalhadora.

Em nosso país, infelizmente, ainda existem dirigentes de empresas que almejam o lucro a qualquer custo, mesmo se este custo seja pago com péssimas condições de trabalho e desvalorização da mão de obra. É importante salientar que o quadro funcional é o melhor e mais importante ativo de uma organização, e que não pode ser tratado como se fosse um objeto ou uma peça de maquinário. O funcionário é o ator do processo produtivo, e é por ele e graças a ele que uma organização tem resultados. E nada mais justo do que valorizar seu trabalho atendendo às suas expectativas de recompensa pelo esforço dispensado em prol da organização.

Oferecer ao trabalhador condições de trabalho justas e humanas, remuneração digna para suprir suas necessidades e oferecer condições para que este tenha satisfação no trabalho é dever de todas as organizações que almejam ser bem-sucedidas e respeitam a sociedade em que se encontram. Isto é Responsabilidade Socioambiental de fato.