Os novos reclames

Quando o saudoso Chacrinha dizia “Roda e avisa“, chamando o intervalo comercial, não poderia imaginar que hoje, a propaganda brasileira saltou em produção para um nível internacional. E para a alegria dos amantes dos ditos reclames, a propaganda brasileira também está chegando, mesmo que timidamente à TV Digital. Para quem ainda não chegou à era da TV Digital, nada mudou, mas para quem está vendo seus programas de TV em HDTV percebeu que algumas propagandas passaram a encher a tela, ou seja, passaram a também ser produzidas em HDTV.

Antes apenas veiculadas em horário nobre, agora os comerciais em alta definição podem aparecer a qualquer hora, em qualquer canal, mesmo que o programa onde está inserido não esteja em HD.
Em São Paulo também ocorreu a primeira propaganda eleitoral em alta definição da TV brasileira, quando Gabriel Chalita fez sua explanação pelo PMDB. Imagine se a moda pega…

As novelas estão mudando

Este ano, vemos na Rede Globo um aperfeiçoamento técnico em sua teledramaturgia de novelas. Atualmente as três novelas em exibição na emissora são transmitidos em HDTV. A diferença é que agora estão usando a tecnologia cinematográfica para a produção. Usando de recursos de fotografia e os mesmos modelos de câmeras usadas no cinema, a Rede Globo deu a suas novelas, que é uma das paixões televisivas do brasileiro, um padrão de exportação a suas produções.

Se observar atentamente para as cenas de Amor, eterno amor, Cheias de charme e Avenida Brasil vemos alterações na iluminação das cenas, alguns traços característicos e uma maior riqueza de detalhes, além, é claro, do aspecto de telecine imposto pelo aparelho cinematográfico utilizado no registo das cenas. Interessante observar que este recurso melhora significativamente a qualidade da produção, dando a ele uma aparência mais plástica, mais artística.

O uso de recursos cinematográficos em produções televisivas deixou de ser custoso, graças a própria tecnologia digital. Antes, nas décadas de 1960 e 1970, utilizava-se o filme em tudo, até mesmo nas produções jornalísticas, onde as reportagens usavam filmes de cinema. Com a utilização do videoteipe na TV brasileira, a situação mudou. O custo de produção teve uma significativa queda, permitindo ao diretor da produção um ganho de desempenho em função do tempo e dos trabalhos de pós-produção. Foi aí que a novela brasileira explodiu.

Muito se questionou a respeito da diferença qualitativa de imagem das produções brasileiras e as similares europeias e estadunidenses. Mas a razão pela escolha do videoteipe nas produções brasileiras de teledramaturgia pode ser resumido em duas palavras: custo e escala. Pela quantidade de produções simultâneas (três novelas diárias, seriados, minisséries, programas humorísticos semanais, etc.), uma tecnologia que tenha uma boa relação de custo-benefício, seria vital para a sobrevivência da teledramaturgia no país.

Mas com a chegada da TV Digital no país, em 2007, foi exigida uma mudança nos padrões de produção empregados. As imagens em alta definição exigiram um aperfeiçoamento técnico tanto da parte de cenografia quanto da parte de maquiagem, figurino e até mesmo a caracterização dos atores teve que ser revista.

Desde o ano passado, todas as novelas da emissora são filmadas em HDTV. Mas desde 2010, com a novela Araguaia, que as novelas são filmadas com tecnologia cinematográfica.

A própria tecnologia do cinema contribuiu para que este modo de filmar fosse utilizado na TV. Hoje, as filmagens não utilizam mais os filmes para registrar as cenas, e sim sensores digitais (a Kodak não teria ido à falência por isso?). Assim, as cenas são gravadas no formato digital, mas mantidas as características de filmagem do cinema convencional (com o filme). Isto reduziu sensivelmente o custo de produção do cinema, e permitiu que a televisão usasse esse recurso.

Não apenas nas novelas, como nas minisseries e seriados a tecnologia do cinema está sendo usada.
Que tal assistirmos a novela, esta noite?

A FATEC precisa de nós

Nesta última segunda, 09/04, nós, alunos da FATEC, juntamente com funcionários, alunos da ETEC São Paulo e professores, organizamos o abraço simbólico no edifício Paula Sousa. Este prédio seria doado à FIA, uma instituição privada, para a instalação de um museu, quando o próprio Campus da FATEC está com défice de instalações para os alunos estudarem. Esta medida é mais um duro golpe do governo do estado de São Paulo contra a educação pública de qualidade.
Já vimos o sucateamento e o aparelhamento político das FATEC’s em todo o estado. São 52 unidades da FATEC, que apresentam variações bruscas de qualidade de ensino. A canetada que permitiu isso foi o desvínculo da FATEC com a UNESP. A “maior autonomia” que o Centro Paula Souza tanto comemorou, é na prática o fim da imposição de normas acadêmicas, que garantiriam um ensino técnico e tecnológico de qualidade, da escolha dos professores, à instalação das unidades. O uso político da implantação de FATEC’s fica ainda mais evidente quando vemos a nomeação de apadrinhados políticos de partidos leais ao governo paulista, e quando vemos a instalação de unidades sem nenhum tipo de estrutura física, acadêmica e pedagógica mínimas para operar.
E para piorar, querem reduzir a distância de qualidade dos cursos da FATEC de São Paulo com as demais, cortando disciplinas, quando a ação deveria ser oposta: reduzindo essa distância, com melhorias nos cursos, para que os alunos de todas as unidades tenham um padrão de qualidade superior.
Dia 23/04 será mais um dia de protestos na FATEC de São Paulo (metrô Tiradentes) e a participação de toda a comunidade fatecana em todo estado é fundamental para lutarmos pela qualidade de ensino nos cursos técnicos e tecnológicos. Ainda serão deliberados os atos que ocorrerão e em breve saberão quais são estes. Mas a manutenção do edifício Paula Souza é um primeiro recado ao governo do estado de que com educação não se brinca, nem se mexe.

Batalhas de fé

Vejo, por muitas vezes, no facebook, episódios de uma interminável e efusiva discussão entre ateus exaltados e evangélicos fanáticos a respeito da religião. Sou católico, porém crítico de uma fé alienada e estúpida que vejo em muitos locais e também da generalização igualmente estúpida que muitos ateus assim o fazem.

Sempre acreditei que o Homem, enquanto espécie, é capaz de elucidar questões a respeito de suas origens, de suas capacidades, de suas naturezas e de sua convivência em sociedade. A pluralidade da espécie humana é o elemento fundamental e decisivo para a sua evolução diante de outras espécies, pois torna o seu ambiente muito mais dinâmico e disputado, de modo a sempre haver, usando de princípios racionais e naturais de sua espécie, a adaptação a este ambiente. As religiões surgiram como forma de justificar um padrão moral e social, de modo que este padrão se tornasse crível e aceito por seus integrantes. Este padrão é dotado de regras definidas em consonância com normas morais já estabelecidas, convencionadas por grupos econômica e politicamente dominantes, porém atribuídos a divindades, como forma de isentá-los de possíveis responsabilidades.

Fica claro, que quem tem o contrôle sobre a cultura religiosa, tem poder. Fica evidente também que persuadir as pessoas a agir de acordo com uma doutrina de recompensa, mediante cega lealdade, é amplamente vantajoso para quem tem esse contrôle. Pois é parte da fisiologia humana se sacrificar em troca de algo que o recompense. E esta natureza da troca é bastante explorada por alguns grupos religiosos, que mantém uma legião de fiéis, cuja lealdade é tão fanática e cega, que deixam de viver suas vidas para viver uma alienação.

Viver uma religião de maneira crítica e racional é perfeitamente possível, mas tiraria dos líderes religiosos o poder e a influência sobre seus fiéis. Por isso, corrompem doutrinas, criam preconceitos, implantam moralismos, inventam inimigos fictícios, para que se crie uma “zona de perigo” em torno deles, das quais os fiéis não podem escapar, estando eles subjugados a seus interesses e vontades.

E neste cenário surge a figura do fanático. Este, desprovido de senso crítico, característica esta inibida por uma doutrinação cultural contínua de destruição deste senso, ou ainda por uma capacidade intelectual reduzida, torna-se um personagem importante para a barbarização da fé, tornando-o também uma espécie de soldado que defende, ataca e contradiz os próprios princípios religiosos que alega defender. Importante salientar que apenas uma pequena parcela dos que possuem uma crença religiosa são, de fato, fanáticos. Mas a influência em uma comunidade religiosa quando este fanático é o líder, pode ser desastrosa. O caso da seita de Jin Jones poderia ser citado como exemplo de um líder fanático que levou sua seita a um ritual de suicídio coletivo, em 1978.

Mas geralmente, o líder religioso não é fanático, mas sorrateiramente passa essa impressão a seus seguidores, pois esta crença deve aparecer crível para aqueles que o seguem. Isto pode ser notado nas explanações carregadas de hesitação e emoções melancólicas, de forma teatral, como se a afirmação da fé fosse um show, um espetáculo dramático. E o fanático, não apenas endossa esse discurso, como também o reproduz em palavras e ações que o justifiquem.

Em suma, o que parecia ser um remédio para civilizar sociedades antigas, passou a ser um veneno para uma sociedade de paz, hoje. A religião teve seu papel histórico de grande influência, permitindo o surgimento e a expansão de grandes sociedades humanas que hoje coabitam o planeta, e possuem o domínio político, cultural e econômico. Entretanto, ainda se insiste em existir a ideia da cultura dominante e de sobrevivência, para promover uma princípio de igualdade imposta, sem nenhuma preocupação com as individualidades das pessoas. Esta característica é excludente e agressiva, não alinhada a princípios humanos pacíficos.

Surgiram movimentos laicos e ateus que estão se contrapondo aos movimentos religiosos fundamentalistas. Porém estes movimentos repetem os mesmos erros dos fundamentalistas, procurando de forma agressiva e até mesmo ofensiva, promover o ateísmo e demonizar a religião. Costumam relacionar personagens torpes de nossa história, como Adolf Hitler, ao cristianismo e querem mostrar o lado negro da religião sobre os mais diversos aspectos, de forma generalizada. As falhas do passado e o uso da religião como ferramenta de obtenção de poder contribuem para que os fatos apresentados sejam tido como verídicos, mas é preciso estabelecer uma conduta mais aberta ao apoio do que a rejeição. A reação dos fanáticos é um forte indício de que as ações dos ateus e laicos está produzindo repercussão, mas não é pertinente o rebaixamento a um mesmo nível de intolerância.

Uma grande falha da humanidade é entender que, por todos os seres humanos serem semelhantes sob o ponto de vista físico e fisiológico, deve-se promover uma imposição total e incondicional de igualdade de atitudes e filosofias, para que se estabeleça uma relação de igualdade. O ser humano é o único ser vivo que distingue e rejeita seus semelhantes por condições alheias a suas capacidades e características físicas e fisiológicas. Quando o Homem aprender a tratar como igual, seu semelhante, sem observar qual sua orientação política, social, sexual, cultural ou acadêmica, estaremos estabelecendo uma nova sociedade onde todos terão oportunidades e onde todos terão a plena consciência de uma cultura pacífica e de unidade. Uma sociedade de fato e de direito.

Questão de escolha

Escolher o modelo certo de televisão é vital. Pois não se pode transformar a TV num elefante branco ou num caixote na sua sala ou no seu quarto. O tamanho do ambiente, a quantidade de pessoas que costumam assistir TV alí, e o tipo de ambiente vão te ajudar a escolher a TV certa.

Os modelos mais populares de TV prontas para a TV Digital são os de LCD e LED, com tamanhos de 26, 32 e 42 polegadas. Para os leigos, a medida da TV é feita da distancia diagonal da tela. Quanto maior a tela, maior deve ser o ambiente e maior será o conforto visual proporcionado, já que não precisamos ficar tão próximos da tela para ver sua imagem, e por conseguinte, a luminosidade da tela não incomoda nossa retina. Quando só você for assistir no seu quarto pequeno, o ideal é adquirir uma TV de 26 polegadas, para quartos maiores ou salas pequenas, uma TV de 32 polegadas é uma boa opção. Para salas médias, uma TV de 40 ou 42 polegadas torna agradável a visão da imagem e torna o ambiente com um aspecto de cine-clube. Já para salas grandes, salas de aula, e locais de reuniões, melhor comprar uma TV de 47 ou mais polegadas, para que as pessoas, a qualquer distância, possam ver a imagem.

A posição do aparelho no ambiente também tem que ajudar. Para não forçar o pescoço, o ideal é que o aparelho esteja a altura dos olhos. Em locais públicos, pode-se colocar o aparelho em local mais alto, mas inclinado levemente para baixo, e que, pelo menos a parte inferior esteja a mesma altura dos olhos de uma pessoa em pé para não forçar o pescoço, ao ver a imagem.

Outro fator que nos dá uma sensação de conforto visual são as telas widescreen com proporção 16:9. Imagine você dividir a tela em 16 colunas e 9 linhas, assim teríamos quadrados. Uma televisão antiga tem proporção de 4:3, ou seja, dividindo a tela em 4 colunas e 3 linhas, teríamos o mesmo efeito. Telas widescreen ativam nossa visão periférica, dando a imagem um aspecto mais agradável. Chamamos isso de imagem panorâmica. Nos anos 50 também houve uma disputa de padrões: telas retangulares contra telas redondas (isso mesmo, redondas, como nas maquinas de lavar). Agora que quase todos os televisores que estão vendendo nas lojas são widescreen, não vamos nos ater a isso. A não ser que…

A não ser que o padrão do programa transmitido seja diferente. Há três padrões de formato de imagem sendo usados no vídeo. São eles:

  • SD (Standard Definition): É a definição padrão compatível com os televisores antigos. Também conhecido como VGA ou 480p, esta formatação possui 640 colunas por 480 linhas de resolução e proporção 4:3.
  • HD (High Definition): É a definição de alta qualidade, com quase o dobro da área de resolução da definição padrão. É conhecido como 720p ou 720i ou como HD720 e já tem proporção 16:9 com resolução de 1080 colunas por 720 linhas de resolução.
  • Full-HD (Full High Definition): esta é a definição máxima de imagem. Também conhecida como 1080i ou 1080p ou HD1080 possui proporção 16:9 com 1920 colunas por 1080 linhas de resolução.

Assim como os programas, as Tevês também tem padrões de definição de imagem. Os modelos HDTV-ready, geralmente trabalham com a resolução de 720p. Os modelos full-HD já operam na resolução máxima disponível 1080p. Aparelhos pequenos e médios são geralmente HDTV-Ready, pois o tamanho da tela não compensa uma resolução maior. Mesmo assim, a maioria dos aparelhos são capazes de reproduzir em HD ou full-HD, mesmo que a resolução da tela seja menor. De qualquer forma, sempre é bastante conveniente verificar as especificações técnicas (ou auxílio técnico) antes de comprar.

Quanto aos programas, a emissora pode também transmitir programas em proporções diferentes. Como a maioria dos programas mais antigos foi produzida para os antigos padrões de televisão, todas as reprises estarão na proporção 4:3. Para os televisores antigos, continua a mesma coisa. O problema está nos novos. Programas antigos não preenchem todo o espaço da tela de televisores widescreen gerando duas colunas negras nas laterais da imagem. Tem gente que amplia a imagem e tem gente que prefere estender a imagem na tela. Complicou? Então é preciso explicar a diferença entre ampliar e estender a tela.

  • Ampliar a tela faz com que não se altere a imagem, mas expande esta até preencher a tela, cortando as regiões superior e inferior da imagem.
  • Estender a tela faz com que as dimensões da imagem se adaptem e preencham toda a tela, deformando a imagem, dando a ela uma aparência achatada.

Pessoalmente prefiro as barras verticais a cortar ou deformar a imagem original. As tevês de hoje não foram feitas para as imagens do passado, e sim para as imagens do futuro. Mesmo havendo perda de área útil, a preservação da imagem é fundamental.

Voltando à vaca fria, a tecnologia da tela do televisor também é importante. As principais tecnologias das telas são as seguintes:

  • Plasma: utiliza uma tecnologia que aquece os elementos químicos contidos em cada ponto da imagem até atingir o estado físico de plasma (esqueça o que aprendeu na escola se acha que os estados físicos da matéria são três), pois neste estado, a matéria passa a emitir luz. Esse processo é controlado para que seja exibido, em cada ponto, a cor correta. Vantagens: imagens de altíssima qualidade e definição de cor e luz. Desvantagens: preço elevado e tempo de vida-útil inferior.
  • LCD: Também chamado de visor de cristal líquido, é uma tela em que cada ponto da imagem possui um cristal que por um processo eletro-químico dá o padrão de cor aquele ponto. Como aquele ponto somente dá o padrão de cor, a iluminação é feita por lâmpadas fluorescentes que iluminam esta parte da tela, que é translúcida. Vantagens: custo menor, melhor tempo de vida-útil. Desvantagens: variações de luminosidade da tela, dependendo do método construtivo empregado, super-aquecimento da tela, impossibilitando a sua utilização por tempos prolongados.
  • LED: A tela de LED é idêntica a LCD, porém a grande diferença está na iluminação dos pontos de cor gerados pelo cristal. Essa iluminação, antes feita por uma lâmpada fluorescente passou a ser feita por LED’s (Diodos emissores de luz) que dependendo do método construtivo, são do tamanho exato do ponto de imagem gerado. Isto fazer com que, primeiro haja uma iluminação uniforme do ponto da imagem, depois tenha uma combinação de LED e LCD para aumentar a variância de cores, e em espaço reduzido. Vantagens: Baixo consumo de energia, dimensões reduzidas, altíssimas taxas de contraste e precisão de cores. Desvantagens: preço extremamente elevado.

E então, pronto para comprar uma TV nova e curtir a TV Digital?

Geração perdida

Hoje, ao ir para a faculdade, pude perceber o sentido da famigerada alcunha de geração perdida a que somos chamados. Fiz uma prova de programação lógico-aritmética e foi um desastre, assim como todas as provas que fiz da área da matemática. Ao sair da prova, porém, percebi algo totalmente lógico que culminou neste desastre: a falta de conteúdo básico aliado ao desinteresse. Vejamos bem, como uma pessoa inteligente e capaz como cada um de nós somos, pode em sua sã consciência querer saber fazer sem ter um aprendizado básico adequado? Isto desestimula e compromete nosso desempenho de aprendizado. É como se faltasse algo, se tivesse pulado do ensino fundamental direto para a faculdade. Um vácuo que prejudicou milhares de jovens desde a reformulação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em 1998, para agradar a interesses de instituições de ensino privado e a governos estaduais, como o de São Paulo, que desejavam flexibilizar a lei para implantar um perverso sistema educacional formador de analfabetos funcionais. Todas as métricas de desempenho da educação nacional, nas quais as suas estratégias se baseiam, não traduzem adequadamente a realidade educacional brasileira. Pois esta está embasada em uma filosofia que privilegia a quantidade em vez da qualidade, já que objetiva apenas a formação de mão-de-obra em vez de cidadãos.
A formação intelectual possibilita a uma sociedade desenvolver seu senso crítico e criativo, tornando-o um agente ativo de transformação. Quando esta formação é deficiente, o cidadão não dispõe de recursos para se contrapor ao que o prejudica, ou apoiar o que o beneficia, ou ter julgamento diante de qualquer questão. Sem conhecimento, uma sociedade se torna presa fácil de manipuladores, tanto políticos, religiosos ou ideológicos, e no Brasil, são estes manipuladores são os que estão no poder. Para manter seu status quo, eles atacam impiedosamente a educação, única arma que o povo teria para se defender.
Estamos diante de mais um movimento do governo do estado de São Paulo para sucatear nossa educação. A FATEC de São Paulo sofrerá uma reformulação de diversos cursos com cortes de disciplinas da área da matemática. O objetivo principal seria nivelar os cursos da FATEC de São Paulo com as demais FATEC’s do estado. Fica evidente que isto significa nivelar por baixo e nota-se que este também é um reflexo do sucateamento da educação como um todo, pois a maioria dos alunos tem algum tipo de dificuldade em sala de aula. Fica claro o problema de encaixe: o aluno não recebeu a preparação devida para cursar uma faculdade, onde o professor não dispõe de tempo, nem alçada para corrigir esse problema de encaixe.
Observo que a cada ano, o nível de conhecimento do jovem brasileiro vem caindo a patamares preocupantes, e lutar contra esse movimento de tornar nosso povo ignorante, é uma causa que, capitaneada pela sociedade acadêmica e estudantil, pode ser abraçada por toda a sociedade brasileira.