Caros amigos,
Vocês sabiam que na CABB normas trabalhistas e acordos firmados com a categoria bancária são descumpridos?
De acordo com o acordo coletivo de trabalho, todos os trabalhadores com comissão devem receber 55% acima do salário base, e isto não acontece na CABB. Também é estabelecida no Acordo Coletivo a proibição de qualquer tipo de ranqueamento, e vemos claramente a prática de ranquear, ora de forma velada, ora com o escancaramento do desempenho de todos os atendentes a todos os seus colegas, numa tática absurda de constrangimento e assédio moral. De acordo com a NR-17 – anexo II, claramente estipula que o atendente pode se ausentar de seu posto, sem onerar seu trabalho, em razão de necessidades fisiológicas. O que vemos na prática é a cobrança quase infantil de gerentes de grupo quanto às pausas toalete dos funcionários. A cobrança de aderência e conformidade aos funcionários, mesmo que de forma velada, é um crime contra o trabalhador, pois este não é máquina. Também é proibida pela NR – 17 qualquer avaliação por desempenho com caráter punitivo. Vemos claramente que a métrica de monitoria que pune o atendente pela não oferta de produtos e serviços é abusiva e deve ser fortemente combatida pelos atendentes. Segundo normas trabalhistas e ACT, somente o superior direto, ou seja, o gerente de grupo deve avaliar o desempenho profissional de um subordinado. Ou seja, as avaliações de monitoria não podem ser consideradas válidas, para efeito de desempenho profissional. Além disso, trabalhamos 20 minutos de graça para o Banco, pois a pausa de 20 minutos não é incluída em nossa jornada de trabalho.
Por conta de tudo isso, temos motivos de sobra para arregaçar as mangas e ir à luta por nossos direitos! Em maio, foram mais de R$ 21 milhões operações de CDC contratadas pela CABB, e ainda estipulam no Acordo de trabalho da dependência, que apenas 20% das ligações sejam atendidas por pessoas, sendo que nem 20% da base de clientes do banco, tem acesso à CABB. Percebeu a incoerência?
Trabalhamos muito, inclusive revertendo situações negativas por meio dos atendimentos de transações bancárias, SAC e cartões. Somos constantemente cobrados por nosso trabalho, até para cumprir metas intangíveis e invisíveis a nossos olhos. E não temos o direito a ter o esforço recompensado com melhor remuneração e melhores condições de trabalho, com máquinas e sistemas obsoletos, disciplina rígida, salários ruins, e presos a uma trava de dois anos. Isto é o não é um assédio moral institucionalizado?
BASTA! Não podemos ficar quietos e fingirmos que está tudo bem! Dia 12/06, São Paulo, São José dos Pinhais e Salvador (além da ouvidoria externa de Brasília) vão mostrar para o BB que somos feitos de carne e osso, e não temos sangue de barata! Às 10 da manhã e às 4 da tarde vamos parar para mostrar ao BB que nós, atendentes, estamos unidos e exigimos o cumprimento de nossos direitos.
DESLOGUE E LUTE!

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