Caros amigos,

Ontem foi o segundo dia do Congresso Nacional dos Funcionários do BB. E o dia de ontem foi de um duro embate. Certamente, para os observadores da causa sindical, por apenas ver os resultados das negociações, é difícil imaginar a dimensão dos debates inerentes a nossa causa.

De última hora, consegui trocar de grupo. Saí do grupo de Saúde e Previdência e entrei no grupo de Remuneração e Condições de trabalho, onde se situam a maioria das causas pleiteadas pelas CABB’s. E nesta causa não estava sozinho. Estavam comigo dirigentes sindicais das localidades onde estão as CABB’s: Getúlio e João Fukunaga de São Paulo, Vovô, de Curitiba e Ubiratã de Salvador, além de delegados e outros dirigentes sindicais destes locais. Houve um grande consenso frente a estas causas e todas as nossas reivindicações entraram na pauta. Antes porém, ainda pela manhã, procurei conversar, juntamente com outros colegas do Sindicato de São Paulo e das CABB’s, com todos os colegas dirigentes e delegados representantes para reunirmos e traçarmos planos frente aos desdobramentos ocorridos da última paralisação. Infelizmente, por problemas de comunicação sobre o local da reunião, alguns colegas não estiveram presentes. Considero uma pena, visto que, com a participação de diferentes correntes, o debate em torno do tema seria mais rico. Nesta reunião, avaliamos os atos coordenados, e alinhamos a nossa reação a possíveis retaliações vindas do Banco do Brasil. No fim, houve um bom trabalho nesta reunião.

A reunião do grupo de Remuneração e Condições de Trabalho teve diversos pontos polêmicos. Houve uma forte articulação das outras centrais sindicais contra as propostas da Articulação Bancária, impondo a esta, diversas derrotas nas votações que se seguiram.

O plano de cargos e remuneração foi um grande exemplo de rivalidade no debate. Haviam três propostas em disputa e as oposições, numa clara atitude estratégica, criou consenso em diversos pontos da proposta de PCR da ArtBan, como a gratificação por mérito e outros aspectos. No entanto, manteve dois parâmetros do antigo PCS de 1996: interstício de 12% e 16% a cada 3 anos e incorporação de 10% da comissão ao salário a cada 10 anos. Estas alterações foram aprovadas pois as demais correntes votaram em bloco, tal como as outras propostas apresentadas, como o fim das metas. Outa questão muito polêmica foi a questão de valorização dos dirigentes sindicais, inclusive com recebimento der salários e gratificações do banco. É um assunto muito delicado que requer ainda mais discussão e maturidade por parte de todos os envolvidos.

A reunião começou 15hs30min e foi até 22hs. Realmente pelo teor dos debates, a plenária foi cansativa.  Mas consegui incluir a proposta de retirada de anotação na GDP em caso de ter sido feita em ato coletivo ou sindical. Muito interessante que uma das propostas dadas à CABB, que é o VCP por 12 meses após a saída ou descomissionamento, teve oposição de uma das delegadas do grupo. Argumentamos sobre a questão da CABB e também do fato de que muitos funcis entram no banco por lá. A nossa proposta foi aprovada por quase a totalidade dos votantes.

Após a reunião houve o jantar e depois uma reunião dos delegados da Articulação para tratar estratégias de debate na plenária final.

O dia foi tão movimentado que não consegui dormir. Eu e outros colegas ficamos na porta do hotel conversando sobre diversos assuntos referentes ao nosso trabalho. Essas conversas informais conseguem ser até mais produtivas do que os os debates nos grupos, pois há um corporativismo ideológico que somente favorece o confronto em vez do consenso.

Percebi que é uma grande mentira achar que trabalhar no sindicalismo é fácil. Mas foi um grande aprendizado que tive.

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