O Banco do Brasil mantém um Blog sobre a negociação com os sindicatos. Em seu último artigo, publicado dia 20, foi falado sobre a última reunião, porém de uma forma muito vaga e sem objetividade de ações que o banco fará, frente às reinvindicações propostas.

Segue o texto do artigo abaixo:

Sexta, 20 July 2012

BB se reúne com dirigentes sindicais da Contraf/CUT

Colegas,

Devido a problemas técnicos no Blog, reproduzimos hoje, 20/07, matéria veiculada em 11/07 no Site da Negociação Coletiva, noticiando a reunião de negociação ocorrida com a Contraf/CUT no dia 10/07.

O Banco do Brasil se reuniu no dia 10/07 com os dirigentes da Contraf/CUT. O encontro deu seqüência ao modelo de negociação permanente com as entidades sindicais, conforme estabelecido no Acordo Coletivo 2010/2011.

Na ocasião o Diretor de Relações com os Funcionários e Entidades Patrocinadas, Carlos Eduardo Leal Neri, abriu a negociação e apresentou a nova negociadora do Banco, a gerente executiva de Negociação Coletiva e Conciliação Trabalhista, Áurea Farias Martins.

Os representantes sindicais apresentaram temas para a discussão como Sinergia, PSO, VCPI, Remoções Automáticas, CABB, Incorporados, GDP, Descomissionamentos e Cassi.

Para alguns temas destacados pela Contraf/CUT, a negociadora do Banco, Áurea Farias Martins, pediu que fossem pontuadas as dificuldades, algumas apresentadas em mesa, e outras que deverão ser encaminhadas, a fim de que o Banco apure as informações.

Ficaram pré-agendadas novas reuniões, já como parte da Campanha Salarial, para a primeira quinzena de agosto.

Diante de uma informação tão pouco objetiva, comentei o artigo criticando a postura do Banco nas mesas de negociação coletiva e sua atitude de empurrar com a barriga nossa pauta de reinvindicações:

Todos estão muitos insatisfeitos com a negociação coletiva pois apenas informam as reuniões, sem detalhamento das pautas, e muito menos com a entrega de soluções para as nossas questões (só encaminham e falam das dificuldades de cumprimento das reivindicações). Sempre acreditei que o mais valioso patrimônio de qualquer organização é seu quadro funcional, o que ocorre aqui é um escandaloso descaso. A impressão que se tem é que os gestores desse banco são descendentes dos antigos escravocratas que geriram esse banco há 200 anos atrás. São muitas exigências e pouco reconhecimento de nosso esforço. Um banco público (sociedade de economia mista) que briga pau a pau com os privados pela liderança bancária no Brasil, não deve ter um modelo de gestão tão nefasto quanto esse. Pois a realidade do nosso trabalho estão nas agências e concentrações, com pressão incessante. O que estes tentam falar de negociação coletiva, código de ética e qualidade no trabalho não passam de propaganda, um teatro para inglês ver.

Parece que pela dureza das palavras, este comentário não será publicado.

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