A maldição do canal 9

Hoje vemos a agonia que enfrenta a Rede TV! com audiência em queda, perda de programas, salários atrasados, e aluguel de programas para igrejas evangélicas. Esta história parece reprise e de fato é. Há cerca de 15 anos a Rede Manchete atravessava o mesmo drama. A coincidência? Ambos podem ser sintonizados pelo canal 9 em São Paulo.

Em 1999, a Rede TV! foi inaugurada no lugar da TV Manchete, que havia sido comprada após uma crise financeira que a emissora enfrentava com atrasos salariais, baixa audiência e sucateamento.

A TV Manchete foi inaugurada em 1983, após a venda das concessões das TV’s Tupi e Excelsior, pelo grupo Bloch, de propriedade de Adolpho Bloch, e além de possuir rádios, era responsável pela revista Manchete, um importante semanal.

O canal 9 em São Paulo ficou por 13 anos fora do ar, antes da TV Manchete. Nela havia a TV Excelsior, que entre 1960 e 1970, era lider de audiência, até sofrer dificuldades, em virtude de se opor ao regime militar (algo similar ocorreu na Venezuela recentemente). Os donos da emissora tiveram seu principal empreendimento, a companhia aérea Panair, impedida de operar e imposta à falência, desmoronando a emissora.

Uma outra coincidência entre as três emissoras, além da crise financeira, é a inovação. A Excelsior invovou tecnologicamente por introduzir no país em 1962 a transmissão de TV em cores no padrão NTSC, sem contar que foi a primeira a intrroduzir a programação vertical (programas semanais em um mesmo horário) e horizontal (programas diários), com pontualidade nos horários. A TV Manchete buscou inicialmente uma programação de primeira classe, e foi a primeira a transmitir o desfile das escolas de samba do Rio de janeiro na Marquês de Sapucaí, além de produzir novelas com temática fora do eixo Rio-São Paulo-Nordeste, com Pantanal, o que garantiu a emissora uma grande audiência. Já a Rede TV! foi inovadora ao ter a transmissão 100% em digital HDTV, inclusive via satélite, e a ser a primeira TV do mundo a transmitir conteúdo em 3D em toda a programação.

Com essa nova crise, a Rede TV! poderá acabar como as outras que transmitiram no canal 9 de São Paulo? Seria o canal 9, a cova da TV brasileira? Aguardamos o desenrolar dos acontecimentos.

Onde estou?

Meu primeiro grande amor nem sei onde está, se escafedeu, se foi, sumiu, nunca mais vi. Foi meu primeiro beijo, minha primeira transa, estava aprendendo a amar, mesmo que de forma estranha e inconstante, com idas e vindas, tapas e beijos.

Depois vivi um amor adolescente, com beijos agudos e mão boba. Mas era relação de intesesse, pois queria minhas posses em vez de meu carinho. Foi-se mentiras, provocações e uma sentença: acaba aqui. Cada um pro seu canto, cada um pra sua vida.

Outro amor veio, mas repentinamente se foi, arrumou um novo amor, viaja pelo mundo, vive feliz em festas e mais viagens, passou rápido como o tempo, e foi marcante como uma boa lembrança.

Novo amor surgiu, me impressionou por sua avidez, e por me amar demais. Me senti sufocado, porém retribuía aquele amor. Mas o cansaço de rotinas de final de semana veio a corroer aquele amor com xingamentos de parte a parte e feridas abertas, até que este amor se foi, nem deu notícias, se findou.

Uma tarde apenas foi o suficiente para um amor que parecia se corresponder, se despedaçar em mil pedaços ao longo do tempo. Gosto da sua amizade, não do seu amor, foi a declaração mais dura que ouvi de alguém que ama em segredo. Todas as minhas investidas foram inúteis. Todas aquelas declarações de que eu iria mudar só para ter esse amor foram em vão. Hoje é uma outra pessoa, mudou demais, até de vida. E eu fiquei parado, esperando, em vão.

O coração voltara a pulsar. Um novo amor de repente, algo explosivo e intenso, mas que acabou como fogo de palha. De ligações ao telefone horas a fio, foi-se um tempo depois sumiu, nem deu notícias, deve ter desistido de alguém tão distante como eu fui. Eu devo ser muito tonto de plantar um amor e não regar, não cultivar com afeto. O amor é uma flor tão frágil, que logo morre ao primeiro sinal de abandono.

Hoje namoro a distância. Bits e bytes de palavras doces viajam no espaço cibernético, e desejo ardentemente que floresça, que algo aconteça para que meu coração de ternura se aqueça em uma viagem alucinante chamada amor. O medo de ficar só me apavora e eu me desespero… Uma voz feminina canta uma canção e fico pensando se estou amando mais uma vez, em vão.

Não sei o que sinto, não sei o que faço. Estou sozinho, em meu quarto, em um incompreensível e contido lamento. Estou zonzo, me pergunto: “Onde estou?”

TV Digital no PC usando o Windows Media Center (parte 1)

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Hoje vamos falar de TV Digital no PC. Ao usar o computador você tem a vantagem de gravar, exportar para outros dispositivos (celulares, tablets, gadgets e compartilhar em rede para outros computadores), gravar em DVD, ou até (não recomendado, devido a problemas de Copyright) enviar o vídeo para a web.

Esta primeira parte vai ensinar a instalar um dispositivo de recepção Digital e usá-lo no Windows Media Center.

Primeiramente a escolha do dispositivo é importante: tem dispositivos internos para PC (PCI ou PCIe) ou externos que podem ser usados tanto em PC quanto em notebook (USB 2.0).

IMPORTANTE: o Windows Media Center somente funciona com receptores USB Full-seg, ou seja, somente receptores que recebem canais em HDTV. Receptores de sinal móvel somente (one-seg) não são suportados pelo Windows Media Center (e nem vale a pena, diga-se de passagem usar um sinal de baixa resolução para gravar ou assistir em tela cheia).

Geralmente os dispositivos de recepção digital acompanham de um software para reprodução e gravação, mas apresentam alguns inconvenientes, tais como:

  • São proprietários e pouco padronizados, com problemas de desempenho e compatibilidade com o Windows.
  • Gravam em formatos proprietários ou não compatíveis com outros reprodutores de mídia, de modo a não permitir exportar para outros dispositivos.
  • Podem ocupar muito espaço em disco e iniciar junto com o Windows, reduzindo o desempenho de todo o sistema.

O Windows Media Center é nativo do Windows e integrado ao sistema, além de permitir a gravação de conteúdo que pode ser lido pelo Windows Media Player ou exportado para outros formatos pelo Windows Live Movie Maker.

Ou seja, usando somente de aplicativos do Windows (nativos ou baixados) é possível gravar e editar programas de TV.

Além disso, o Windows Media Center permite a exibição em tela cheia, inclusive em um monitor ou televisão ligada ao PC, por meio de um cabo HDMI ou VGA, fazendo com que você possa usar o computador e assistir televisão ao mesmo tempo. Também você pode transformar, usando o Xbox 360, seu computador em uma espécie de operadora de TV, pois através da rede, você pode conectar o sinal digital remotamente usando o console.

Pela quantidade de recursos, o Windows Media Center é vantajoso em ambiente Windows para a TV digital.

No próximo artigo, vou falar sobre como configurar o Windows Media Center para a TV Digital. Até lá.

Vídeo de Brasil e África do Sul: Gravado do Windows Media Center e Editado no Windows Live Movie Maker (publicado no Facebook)