Caros amigos,

Carlos Eduardo Leal NeriHoje pela manhã, recebi uma mensagem, que todos os funcionários do BB receberam do Sr. Carlos Neri (foto ao lado), diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas. O teor da mensagem era informar sobre a disposição para o diálogo por parte do Banco do Brasil com as entidades sindicais e anunciou as propostas oferecidas pelo banco, na rodada de negociação em 13/09: redução da trava dos atendentes da CABB para 18 meses, extensão do benefício de ausências autorizadas a enteados e possibilidade de não abrir mão da comissão em caso de remoção automática. Na questão econômica o banco jogou tudo para a mesa da FENABAN. Ou seja, uma proposta insuficiente para evitar uma greve. Também na mensagem ressaltou que o banco respeita o direito de greve, mas também espera que o sindicato respeite o direito de quem quer trabalhar (um claro indicativo de interditos proibitórios a rodo nesta greve).

Quem não tem nada a dizer, que mantenha o silêncio. Sabemos claramente que o Banco do Brasil, com o lucro que obteve e o imenso crescimento que obteve com o BOMPRATODOS, pode muito bem melhorar a sua proposta para que atenda aos anseios e reivindicações de todos os trabalhadores. Sabemos muito bem que o lucrativo e desumano modelo de gestão do banco, inspirado nos bancos privados, flagela e condena clientes e funcionários, os primeiros por uma degradação da qualidade e da relação de respeito que foi arduamente construída por 200 anos e que está sendo demolida ferozmente em função de uma absurda gana por lucro, por parte de um banco público, e depois, por subestimar a inteligência e a força de trabalho de quem produz dividendos para o banco: seu competente, dedicado e altamente capacitado quadro funcional, o que deveria ser o mais importante patrimônio do banco, porém pelas atitudes de seus gestores, estes não devem dar a devida importância.

A greve não é um momento de “férias coletivas”, e sim de trabalho e muita luta. Temos que além de cruzar nossos braços, mobilizarmos. Temos que procurar se informar com fontes confiáveis e alinhadas à nossa causa: os sindicatos, movimentos e organizações sindicais. Temos que combater as opiniões falsas e sem conhecimento de causa com verdades. Temos que participar das manifestações e assembleias, ajudar a convencer outros colegas de todos os bancos a engajar nesta luta. Temos que mostrar aos banqueiros a nossa força e a nossa vontade de tornar mais justas e humanas nossas relações de trabalho.

Essa é a hora de tomar partido. Os omissos serão culpados.

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