Caros amigos,

Chegamos à decisão. Hoje, às 18 horas na quadra do sindicato da rua Tabatinguera, será analisada a proposta dos banqueiros, e o indicativo do comando nacional e do sindicato é que esta proposta seja aceita.

Nesses 9 dias de greve, observei como é dura a vida de quem faz a greve. Vi como as pessoas ainda temem perder mais do que crer em ganhar. Vi muitas vendas de ilusões de gente que não anseia o melhor para seus companheiros de luta, e sim disputar o poder.

Hoje verei na assembleia os mesmos lacaios e comparsas da diretoria do BB, para acabar com a greve. Porém estes deveriam saber que, seus rendimentos, bonificações e PLR não advém de seu mérito, e sim do esforço nosso. Somos mais fortes que eles, pois não possuem a postura de liderança a qual o cargo exige, apenas transmitem ordens. E muitos destes não estão lá por competência e sim por subserviência aos superiores ou a lógica opressora de administração do banco. Esse é um obsoleto modelo de gestão escravocrata que deveria ter sido extinto com a abolição da escravatura, e que infelizmente continua vivo nas nossas relações de trabalho.

Também devemos fazer um mea-culpa. Pois greve é feita na rua, é feita com mobilização de todo o tipo. O que se viu aqui, nesta greve, foi um pouco de acomodação. Podemos arrancar muito mais dos banqueiros quando estamos engajados e unidos.

Considero as propostas econômicas razoáveis, ainda que poderiam ser melhores. Os 7,5% de aumento, com 8,5% de aumento no piso e vales são um alento pois suprem parcialmente as perdas históricas da categoria, com um aumento real e por isso temos que continuar lutando, como categoria unida.

Quero parabenizar ao esforço e empenho das CABB’s, não apenas na greve, com quase a totalidade de adesão por parte dos atendentes, mas este ano inteiro. Nossa luta está valendo a pena com uma das melhores propostas para a CABB nos últimos anos: fim da distinção de atendente A e B com valor de referência de R$ 2.554,20, que é maior que o valor de um atendente A, mas abaixo dos 55%. E o fim da trava para um ano, sem contar que você não precisa mais sair da comissão se quiser pedir remoção automática. Foi um ano de batalhas e um ano para a CABB, ao meu ver, produtivo, com algumas vitórias.

Nossa luta está abrindo precedentes no BB e o banco teme que os 55% para os atendentes da CABB represente uma avalanche de ações pela jornada de 6 horas. Temos que espalhar essa bandeira para todo o BB, para que todo o funcionalismo engaje nesta luta, pois é o calcanhar de Aquiles do BB, no tocante à jornada de trabalho.

A greve certamente acaba hoje, mas não a luta. Há ainda muito a se conquistar para que o BB seja de fato um lugar melhor para se trabalhar, não apenas na CABB, mas em todas as agências e dependências.

Peço a todos, encarecidamente que compareçam a assembleia, votando contra ou a favor a proposta, não deixem que outras pessoas decidam por você.

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