O final de ano da CABB está sendo marcado por dias intoleráveis. O fluxo de ligações realmente aumenta nesta época do ano, porém o atendimento “BomPraTodos” está gerando uma carga extra de ligações, porém não direcionadas à demanda esperada para este tipo de atendimento. Em vez de ligar clientes e não clientes para obter informações sobre o novo posicionamento do Banco do Brasil, diversas demandas não relacionadas chegam aos nossos atendentes como o desbloqueio de cartão, problemas com cartão de crédito, transações bancárias e reclamações. Isto pode dar ao banco resultados, porém fictícios, pois cerca de 80% das ligações recebidas por este atendimento, não tem relação nenhuma com a demanda a qual estamos esperando.
Outra questão que nos aflige é quanto ao acordo firmado após a greve. Os benefícios não foram plenamente implantados, e muitos colegas estão sendo prejudicados. A redução da trava não foi ainda implementada no sistema, fazendo com que as travas sejam quebradas por meio da GEPES. Considero esta prática temerária, pois gera ao funcionário envolvido uma relação de subserviência a seu novo superior já no processo seletivo, além de permitir critérios de seleção subjetivos e fora dos normativos do banco. Já ouvi casos de colegas que ao se apresentar a outras agências ou dependências, tiveram a resposta negativa, pois somente utilizariam o sistema como critério de seleção, porém admitiram outros funcionários pedindo a quebra da trava, colocando os funcis da CABB em uma desvantagem competitiva gritante e de causar indignação. Ainda não houve a equiparação dos cargos de atendentes e o acerto retroativo aos meses anteriores (pois a equiparação deveria retroagir a setembro) foi creditado como adiantamento, mas sem nenhuma explicação da formulação do valor e da base de cálculo. Resultado: alguns atendentes receberam cerca de R$ 1.100,00 (atendentes B), outros R$ 270,00 (atendentes A, com até 3 anos) e o restante NADA (atendentes A com mais de 3 anos). E essa falta de informação além da expectativa frustrada do valor para muitos atendentes gerou uma enorme confusão. Estamos no aguardo de um pronunciamento do Banco e do sindicato para maiores esclarecimentos.
Nos dias 24/12 e 31/12 temos jornada normal de trabalho. Realmente é estranha a atitude do banco, pois as agências tem horário reduzido no dia 24 e não tem expediente no dia 31. As informações que tivemos é que a ordem veio de cima, ou seja, da direção do banco, que alegou que a CABB precisaria “se alinhar com o mercado de teleatendimento bancário”. Eles tem todo o direito de fazer isso, mas notificar com apenas 7 dias de antecedência é um ato desrespeitoso e mostra a imperícia administrativa da atual diretoria do banco, em seu trato com seus funcionários. O quadro, segundo o comitê de administração da CABB-SP, é reduzido com a flexibilização de concessão de abonos, além da jornada, que é de 4 horas para os atendentes, com contingente mínimo no último horário. A grande questão é quanto ao fluxo de ligações que é baixo nestes dias, além de não ser possível realizar transações para o dia, como pagamento de títulos e transferências para outros bancos para o dia 31, e no dia 24, o horário limite foi antecipado para o período da tarde, o que não justifica a disponibilização de um quadro próprio até às 22:00.
Há muitas pessoas que veem isso como uma retaliação ou endurecimento de postura para a CABB, e inclusive ouvi de algumas pessoas que é dispensável haver quadro próprio na CABB, posição da qual descordo categoricamente. Diante de tudo isso, vejo um grau de insatisfação muito grande na CABB, e também a possibilidade de mais paralisações manifestações dos trabalhadores. Os atos efetuados pelo Banco contra os atendentes é criminoso e visa desarticular um movimento forte, colocando atendentes uns contra os outros e contra o sindicato.
Vi também um ponto de vista para esse recrudescimento de tratamento de acordo com alguns gestores e gerentes de grupos alinhados ao comitê administrativo. Segundo estes, houve um erro do sindicato ao afirmar que as horas serão compensadas, e que a CABB-SP está em mals lençóis com a cúpula do banco pois só compensou 20% das horas de greve que deveriam compensar. Mas muitos dos atendentes tem outras tarefas, ou moram longe e não tem condições de compensar essas horas. Por isso, esse ponto de vista é injustificável e não se alinha com uma relação de trabalho sadia e justa, mas opressora.
Caros amigos, o momento é crítico e requer estratégia. Dias intoleráveis como estes não devem se repetir.

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