Somos todos miseráveis

Desde domingo assumimos nossa condição de miseráveis.

Nossa miséria é política. Nossa miséria é ideológica. Somos miseráveis em valores. Somos miseráveis em verdades.

Nossa miséria é egoísta. É paranóica. É mentirosa, desonesta. Nossa miséria atua em interesse próprio. Nossa miséria é hipócrita. Nossa miséria é a mais miserável das misérias.

Todos os dias a vemos. Reclamamos dela, mas dela somos cúmplices. Como um amor escondido, onde a maldizemos em público, mas nos encontramos com ela secretamente.

Acusamos a miséria alheia e não admitimos a nossa. Vivemos nosso jogo tolo de acusações para mostrar ao mundo que o outro é o retrato da miséria. Mas a miséria somos todos nós.

A miséria difama. A miséria agride. A miséria bate. A miséria silencia. A miséria sentencia. A miséria proíbe. A miséria assedia. A miséria humilha. A miséria ordena. A miséria mata. E nos torna cada vez mais miseráveis.

Hoje temos edificado o espelho de nossa miséria. O ódio é a miséria. A tirania é a miséria. O charlatanismo é a miséria. E logo veremos a pobreza, a morte, a perseguição e o arbitrário revelarem a face mais sombria de nossa miséria.

Devemos admitir que somos miseráveis. A humildade em assumir as falhas é o prenúncio de nossa redenção.

Só deixaremos de ser miseráveis quando combater a nossa miséria e não crer que ela está no outro.

Generalizar: inoportuno mal

Recebi comunicados do Facebook e da Microsoft os quais diziam que os bancos brasileiros não estão mais permitindo transações em reais, pois estas empresas são sediadas no exterior. O que se viu foram reclamações de clientes de cartões de crédito, quanto a transações em reais, com cobrança de impostos de transações feitas no exterior. É parte da cultura do Brasil generalizar para resolver as coisas, porém sabemos que este tipo de “solução” mais atrapalha do que ajuda, e pior, além de escancarar um tolo preconceito, tais atos e opiniões expõe tamanha mediocridade que precisa ser extirpada de nossa cultura comportamental.

Ontem, ao ler os comentários sobre a continuidade da greve dos bancários, li muitas mensagens do tipo “bando de vagabundos”, “se não está satisfeito, procura outro emprego”, “estão reclamando de barriga cheia”, etc. Este é um outro exemplo de generalização tola, e demonstra um total desrespeito e desconhecimento a uma categoria profissional. Estes comentários geralmente vem de pessoas que somente conhecem o banco pelo lado de fora, não entendendo, portanto, o motivo pelo qual os trabalhadores cruzaram os braços. Às vezes soa como inveja comentários assim, lembrando assim a fábula da raposa e as uvas, onde fala-se mal daquilo que almeja sem sucesso.

Vejo generalizações em quase tudo: todo político e juiz de futebol é desonesto, todo líder religioso é pessoa de bem, todo negro é malandro, todo pobre é bandido, toda mulher é frágil, assim como toda mulher que se veste de forma ousada é vulgar ou vadia, todo homem gay é efeminado e não é capaz de desempenhar qualquer atividade tipicamente masculina, a mulher lésbica é masculinizada e também incapaz de desempenhar atividades masculinas (acredite, muitos homens pensam assim), que todo petista é mensaleiro, que todo sindicalista é vendido, e por aí vai. Se você considera, assim como eu, todas essas afirmações que citei como absurdas (mas absurdas mesmo, em qualquer ocasião e individualmente), meus parabéns! É um bom começo de ter um certo discernimento das coisas, e uma postura mais crítica e inteligente sobre os fatos e as pessoas.
Generalizar é pensar e agir de forma preguiçosa e tola. É muito diferente de igualdade a generalização, pois a primeira entende as particularidades de forma inclusiva e a segunda não, colocando todas as situações como regras, sem exceções. Com base no preconceito e na generalização, é simples o julgamento, e quase certo o veredicto errado. Somente com o conhecimento e a abolição dos preconceitos que nos rodeiam, que poderemos dar o tratamento correto aos fatos, e diante desse tratamento, tomar as atitudes corretas e justas a cada caso.

No caso dos cartões, o cliente poderá ter um enorme prejuízo com as transações devido à variação cambial, já que essas transações serão faturadas em reais. Seria mais prudente, em vez disso, criar mecanismos que permitam ao cliente ser notificado que a transação em questão, mesmo cobrada em reais, seria internacional, mas preferiram generalizar.

Reitero a tolice que existe em generalizar, sempre quem sofre é o objeto de tal generalização.

Tatcher: a controversia da dama de ferro

Caros amigos,

Com a morte de Margareth Tatcher ontem, pude ver pelos comentários nas redes sociais uma grande polêmica. Os formadores de opinião de direita a chamam de grande estadista, onde conseguiu em 11 anos à frente do governo britânico vencer a inflação e com medidas de austeridade colocar a economia de lá nos eixos. Para os de esquerda, porém, Tatcher foi autoritária, usou de medidas impopulares, cerceou a manifestação sindical, foi privatista, usou de artifícios, como a Guerra das Malvinas para reverter sua impopularidade.

De fato, é polêmico falar sobre a então única mulher primeira-ministra da Inglaterra. Mas ao deixar o poder, em 1990, manifestou claramente sua oposição à criação da União Europeia. E hoje, com a crise econômica que assusta o velho continente, irão surgir pessoas que questionariam se ela não estaria com a razão ao se opor ao bloco.

Talvez nem ela nem os defensores da UE estariam certos realmente. Talvez fosse importante criar um bloco, mas com bases sólidas, tanto no aspecto político quanto econômico, o que não pudemos ver realmente ao vermos as disparidades políticas e econômicas de seus países-membros e o trato que o bloco tem dado à crise. O caso do confisco do Chipre é um notável exemplo de desigualdades políticas nas medidas econômicas adotadas pelo bloco, onde Grécia, Espanha, Portugal e Itália vem sendo tratadas em suas crises de forma branda e complacente, e mesmo assim, tem uma grande oposição as medidas por parte da população que tendo brandas ou amargas ações, é quem está pagando um preço caro por uma política regional mal formulada.

Ainda há espaço para muitas discussões e a oposição que Margareth fez lembrar vai ressussitar as discussões a favor da dissolução do bloco europeu, um problema e tanto.

O anti-clímax

A economia mundial está à beira de um ataque de nervos. A crise grega abre precedente para uma nova grande depressão mundial. O primeiro-ministro grego chegou a anunciar um referendo para que os gregos escolham se querem ou não continuar na zona do euro, mas… refugou. O medo de sair da eurozona com uma mão na frente, outra atrás, pesou. E esse anti-clímax se dá hoje pois a Europa criou um mercado, criou uma moeda, mas não criou padrões de ajustes fiscais mais claros, detalhados e rígidos a seus países-membros. Isso permitiu o descontrole do gasto público, elevado endividamento e risco de quebradeira e calote, exemplo que vemos na Grécia.

O mal maior dessa crise, em que vemos os mercados em franca turbulência, existe devido a questões estatutárias e culturais de cada país. Enquanto o alemão se aposenta aos 75 anos, o grego se aposenta aos sessenta, fazendo que o alemão também pague a aposentadoria do grego. Há também um funcionalismo público muito grande na Grécia, tornando o estado muito caro. Essa gastança exige dinheiro, que os gregos pediram emprestado e agora não podem mais pagar. A crise grega é fruto da tentativa frustrada de unificar economias nacionais, mas sem observar as particularidades econômicas de cada nação europeia. Para que uma economia seja plenamente conduzida é preciso padrões de conformidade comuns entre todos os locais influenciados por essa condução. E esse padrão gera uma relação paradoxal, pois é fundamental a sua existência, mas prejudica a todos que defendem privilégios, pois coloca todos em um mesmo patamar de direitos e deveres.O desafio agora é corrigir as falhas e estabelecer esses padrões mesmo a contra-gosto de muitos países.

Privilégio é um termo próprio do capitalismo. Quando é necessário um movimento de unificar entidades, podem ocorrer três possibilidades: mescla, imposição ou ruptura/ conflito. Ao criar a União europeia, certamente o intuito foi de mescla, mas a falta de imposição de uma unidade, está provocando esses conflitos. O mercado comum é uma forma de salvar o capitalismo com a conjunção de forças, mas vemos que este movimento evidencia a falência deste sistema, pois o acúmulo de capital fortalece um pequeno grupo de privilegiados sob o preço de prejudicar um grande grupo de pessoas.

Assim conclui-se: é preciso mudar os rumos da humanidade.

De bolsa a pochete

Os últimos dias de tensão no mercado financeiro nos mostram que a economia mundial está cada vez mais integrada, porém frágil, pois a cada abalo na economia de um país, os demais mercados sofrem seus reflexos, gerando um clima de pânico e nervosismo.

Uma série de fatores fez com que a crise econômica se tornasse uma pandemia nos mercados nos últimos meses, a saber:

  • A batalha política no congresso americano, com a possibilidade não confirmada de calote e consequente rebaixamento dos títulos americanos.
  • O agravamento da crise das dívidas soberanas de países europeus: Grécia, Irlanda, Espanha, Portugal e Itália.
  • O aumento da inflação na China, com a adoção de medidas por parte do governo chinês para conter o consumo.
  • A inflação de alimentos em todo o mundo, por conta dos desastres ambientais e climáiticos que reduziram a capacidade produtiva.
  • A tensão no oriente médio com revoltas populares.
  • O terremoto e tsunamis no Japão, em março, que paralisaram a indústria.

No Brasil, esses fatores influenciaram bastante o mercado nacional, já que o Brasil é um importante exportador de commodities agrícolas e minérios. Aliado a isso, alguns fatores internos causaram vulnerabilidades na economia brasiliera, tais como:

  • A letargia governamental por conta do esfacelamento do aparelho público para abrigar os partidos da base aliada.
  • Recentes escândalos de corrupção em ministérios importantes do governo Dilma: Casa Civil, Transportes, Agricultura e Turismo.
  • Postura pouco firme e agressiva frente a inflação crescente.
  • Intervenção estatal em importantes empresas como Vale, Petrobras e Pão de Açúcar.
  • Congresso pouco interessado em tocar grandes reformas como as tributária, política e trabalhista.
  • Fisiologispo político.
  • Descrédito da opinião pública e falta de mobilização popular frente a causas que atravancam o desenvolvimento nacional como a infra-estrutura e o aparelho público da saúde, educação e segurança.
  • Altas taxas de juros.
  • Mercado aquecido, provocando pressões inflacionárias.
  • Possível bolha de crédito.
  • Vinculação de salários à inflação, causando indexação econômica.

Diante de tudo isso, o mercado financeiro no Brasil se viu em um cenário pessimista. Ontem houve uma queda brusca de mais de 8% no iBovespa, quase prococando um circuit breaker, que é uma interrupção das operações da bolsa, caso a mesma atinja uma baixa superior a 10%.

O período é de incerteza, mas não de desespero. Quem tem projetos de curto prazo, o conveniente é retirar os papeis da bolsa. Quem tem intenção de manter o dinheiro aplicado por um longo período e não precisa de resgatar agora, pode deixar como está, pois a queda brusca se deu por pânico, e não por uma crise aguda. Agora quem quer especular o momento de comprar pode ser agora, visto que os papeis estão baratos.

A bolsa de São Paulo tinha 73.000 pontos antes da crise de 2008 e chegou a 29.000 no auge da crise da quebradeira mundial iniciada com a falência do Lemon Brothers. Ano passado, o índice da bolsa havia voltado ao patamar pré-crise, mas desde o início do ano, veio caindo o preço dos papeis. A queda é preocupante e requer atenção, pois não há consenso dos analistas de mercado sobre as perspectivas futuras da bolsa de valores de São Paulo. Há analistas que projetam uma retomada das ações da bolsa, e outros que indicam que continuaria a tender queda. Estes últimos neste momento, parecem ter a razão.

A bolsa de São Paulo, assim, se reduziu a uma pochete.

Em tempo: a bolsa recuperou parte das perdas hoje, com uma alta de mais de 5%, ainda assim, a bolsa brasileira foi uma das que mais tiveram perdas no mundo.

Na parada: política, cultura e economia

Nesta parte, a última, vou por em discussão os aspectos políticos, econômicos e culturais no meio GLBTT.

Hoje o movimento GLBTT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transgêneros) está em evidência. Seja na música, teatro, teledramaturgia, cinema, televisão e política, a temática da homossexualidade deixou de ser um tabu e tornou-se um assunto em frequente discussão no Brasil. O assunto é polêmico e gera opiniões contra e a favor da homossexualidade, sendo que os grupos mais conservadores rejeitam, e os mais liberais defendem. Porém estamos diante de um debate mais franco e de uma abertura maior baseada na ética a qual a comunidade GLBTT deve se organizar de modo a não perder essa oportunidade de tornar o Brasil um país mais liberal e respeitador da diversidade sexual.

Aqui cabe uma auto-critica ao movimento GLBTT. Observa-se muito o caráter da festa da parada e dos seus dividendos econômicos, porém não procuram verter a parada em dividendos sociais, éticos e sobretudo políticos. É sabido de todos que pelo fato de um homossexual ter um grau de rejeição familiar alto, a maioria deles se tornam independentes economicamente de forma precoce. Por consequência, e também pelo fato de não constituírem famílias com dependentes incapazes, a probabilidade de um homossexual ter um poder aquisitivo maior é muito maior do que um heterossexual de mesma idade. Geralmente possuem uma escolaridade melhor e ganham mais, o que se reflete no público da parada ter uma média de gastos até 30% maior do que turistas heterossexuais, segundo a Associação Comercial de São Paulo. É tido como um nicho de mercado importante  e rentável e que não pode ser ignorado. Com efeito, essa independência e individualidade precoce se tornam empecilhos para que o movimento GLBTT se fortaleça e se organize para que pleiteie seus direitos de forma mais incisiva.

Vemos figuras homossexuais de destaque em todos os meios, porém alguns não se identificam e rejeitam a sua orientação sexual publicamente por acreditarem equivocadamente que orientação sexual e masculinidade são intimamente relacionados, ou ainda, que a orientação sexual seria um empecilho para que alguém realize uma atividade qualquer, como praticar esportes, realizar esforços físicos ou trabalhar de forma pesada.  Não há nenhum estudo que comprove que um homossexual esteja inapto a realizar qualquer atividade, assim como não exista nenhum estudo que inabilite uma mulher a realizar qualquer atividade. Ou seja, qualquer pessoa, não importando sua orientação sexual, tem o direito viver normalmente, e desempenhar qualquer atividade, pois a orientação sexual não desqualifica nenhum indivíduo a faze-la. Uma outra questão é que se alguém defende a causa gay é tida como homossexual, o que é uma falácia mesquinha, justamente para isolar a defesa dos direitos GLBTT aos homossexuais, enfraquecendo o movimento. Não é porque está defendendo uma causa que uma pessoa está diretamente envolvida nela. Há muitas razões para que relacionamentos homoafetivos possam ser aceitos e defendidos por muitas pessoas, homossexuais ou não. O controle da natalidade, o fim da intolerância, a melhoria das políticas de saúde sexual, a redução de batalhas jurídicas por espólio de homossexuais falecidos, o combate a homofobia, a promoção de novas células familiares, a aceitação do indivíduo junto a sociedade e o respeito a sua individualidade, a promoção da inclusão social e do respeito ao próximo seriam alguns dos valores que serão disseminados em nossa sociedade tornando-a mais pacífica, liberal e plural, com a adoção de direitos isonômicos aos homossexuais. O que é preciso é eliminar alguns vícios de nossa comunidade GLBTT como o estereótipo sexualizado que foi pinchado em muitos de nós. Precisamos combater também a auto-homofobia. É preciso que as pessoas possam se assumir sem medo de represálias, pois mais importante do que a aparência social é a auto-estima, e reprimir ou ocultar sua orientação sexual é danoso a sua própria personalidade e saúde mental.

Nossa sociedade também precisa execrar os estereótipos. As pessoas precisam entender que não existem profissões ou atividades gays ou héteros, que existem é pessoas, gays ou héteros, e que a atividade que exercem não tem nenhuma relação com a sua orientação sexual.

A mídia precisa parar com o terrorismo homofóbico na teledramaturgia e jornalismo. Infelizmente a maior emissora de televisão do país insiste em bombardear as mentes das pessoas com um discurso que coloca o homossexual como chacota. Há um seriado chamado “Macho Men” em que um homossexual se torna hétero após uma pancada na cabeça, e também uma cena da novela “Morde e Assopra” em que o personagem gay tem uma noite de sexo com uma mulher. Ninguém muda de orientação sexual de uma hora para outra, num passe de mágica. É possível que uma pessoa gay tenha uma experiência sexual com uma pessoa do sexo oposto, da mesma forma que uma pessoa heterossexual tenha uma experiência homossexual, como ocorre na adolescência de muitos jovens. Mas a insinuação da Rede Globo é sórdida. Induz o telespectador a crer que a orientação sexual é algo exclusivamente racional e voluntário de um indivíduo, mas é muito mais do que isso na realidade, gerando uma distorção dos fatos. Quando isso não ocorre, o personagem gay é estereotipado, efeminado bem distante da maioria dos homossexuais. E as lésbicas são tratadas como fetiche ainda, ou com deboche, com as personagens “Marias Sapatão”, em que são extremamente masculinizadas. Houve mudanças em alguns personagens atualmente, mostrando um lado gay mais próximo da realidade em alguns trabalhos e isto indica uma mudança de postura, mas ainda é exceção, não regra. Ainda há muito moralismo cercando a teledramaturgia da Rede Globo, sendo que cogitou-se muitas vezes cenas de beijos gay que foram até mesmo gravadas, mas cortadas pouco antes da exibição das novelas.

A política é um dos pontos mais cruciais deste processo. A eleição do deputado Jean Wyllys, o primeiro assumidamente gay a assumir uma cadeira na câmara dos deputados é um marco, porém os evangélicos já se organizaram politicamente há muito tempo e formam uma bancada que se opõe a conquista de direitos GLBTT. A organização de um braço político supra-partidário pela causa LGBTT é o primeiro passo para o estabelecimento de diretrizes impactantes que defendam essa causa. A organização deve partir da conscientização do gay, da lésbica, bissexual, travesti ou transgênero da importância em votar em representantes que atendam a suas reinvindicações. O fortalecimento das entidades de defesa GLBTT é também crucial, com uma participação mais ativa dentro do poder público para apurar e denunciar a homofobia em todos os aspectos de nossa sociedade. Somente um estado livre se forma, quando todos os cidadãos atuam de forma ostensiva em todos os movimentos sociais. Também é importante que a sociedade GLBTT fortaleça estas entidades participando ativamente de suas atividades.

A Drag Queen Tchaka disse na marcha anti-homofobia, ocorrida em São Paulo em abril que  “o gay é o sal, que tempera e dá aquele gostinho bom ao mundo” e é com orgulho que vamos levantar a bandeira do arco-íris, não apenas para mostrar as suas cores, mas para temperar a Terra com amor, respeito e humanidade.