Qual a padronização para o one-seg?

Muito me intriga uma observável ausência de padrões no formato de transmissão móvel one-seg. Tanto na questão do formato, quanto na do conteúdo, vemos claramente um ausência de padrão por parte de fabricantes de receptores móveis e emissoras de TV.
Os fabricantes de telefones celulares utilizam tela no formato wide e permitem modos de exibição de tela que distorcem a imagem. Diversos aparelhos de GPS e receptores de TV portáteis utilizam o formato standard, o mesmo das tevês convencionais. Essa discordância ocorre também na transmissão. Muitas emissoras utilizam o formato standard, com tamanho de imagem QVGA (320×240 pixels), enquanto outras utilizam o formato Widescreen, com tamanho WQVGA (320×180 pixels). O formato wide pode exibir mais informações, por ser a cópia reduzida do sinal HDTV, porém possui menos qualidade de imagem, por exibir informações em tamanho menor, tornando ilegíveis os caracteres impressos na tela. O sinal QVGA, oriundo da transmissão SDTV, exibe uma imagem menor, por perder as laterais do sinal HDTV, mas tem as informações mais legíveis, e melhor qualidade de imagem.
Assim, a escolha de um padrão de imagem deve recair sobre o formato QVGA para a transmissão one-seg, pois a qualidade da imagem deve estar garantida para o sinal robusto transmitido.
Por fim, os fabricantes podem se adequar a essa padronização pois os controles de renderização são fornecidos por software, bastando para solucionar a questão uma atualização de firmware.
A interatividade, com a implementação enxuta do Ginga, a programação, que pode ter conteúdo diferenciado para os intervalos comerciais, são outros diferenciais a ser explorados no sinal digital móvel, além do acesso à transmissão a locais onde o sinal não chega como o metrô, através de repetidores de sinal. Ainda são questões que ainda não foram plenamente resolvidas, pois ainda não chegaram à um nível de relevância no debate da TV Digital, porém é importante ressaltar o grau de assessibilidade que este modo de transmissão tem em potencial e com isso, uma padronização se fará necessária.

Gostollllso… Gostolllso…

Agora, com a TV Digital aberta, ficou mais gostoso e muito agradável ver televisão. Este artigo vai comentar algumas das coisas bacanas que a TV Digital está trazendo pra gente.

  • HDTV – A riqueza de detalhes das imagens com som vibrante, ao vivo! Perfeito! Nem com um estoque de bombril na antena das TV’s de antigamente seria possível algo igual. A qualidade de imagem é quase o dobro de um DVD na resolução HD e quase o triplo na Full-HD.
  • Tudo Limpo – Em boas condições de recepção, não há como ter interferências. Nem uma orquestra sinfônica de liquidificadores ou uma ventania fantasmagórica seriam capazes de produzir chuviscos e chiados na imagem da TV. Como o sinal é digital, mesmo que parte da informação se perca é possível reconstruí-la. Isso garante que nada além da informação conste na imagem ou no som.
  • O teleguia dos “pogramas da teveluizão” tá lá dentro – Este recurso o pessoal já viu na TV a Cabo. Saber qual programa está passando e qual a próxima atração, não apenas do seu mas de todos os canais. O velho guia de TV  impresso num livrinho cedeu lugar ao EPG (Electronic Programming Guide ou Guia Eletrônico de Programação). Por ser eletrônico, ninguém tem a dor de cabeça ao saber que a Sessão das Dez do SBT só começaria meia-noite, pois a atualização é imediata. Além disso, tem a descrição do programa no guia para saber do que se trata. Há problemas com o horário de verão, e algumas emissoras não preenchem as informações do EPG corretamente, não é, Globo?
  • Vai onde você for – Quer ver o jogo do seu time ou o último capítulo da novela? Tá na mão! Com a tecnologia one-seg, um telefone celular com receptor de TV Digital móvel pode receber um sinal robusto, mas com qualidade de som e imagem para assistir TV a qualquer hora. E até mesmo no estádio de futebol os torcedores levam seus televisores de bolso para rever os lances e sentir-se como comentaristas esportivos, analisando o replay dos lances ou secando o time adversário.
  • Tem pra todo mundo – Todas as TV’s podem receber o sinal digital. As pequeninas (menores que 12″) usam one-seg, as maiores, mais antigas, recebem o sinal SD, e as modernas vão de HDTV. Não importa o aparelho de TV que você tem, o sinal digital é extremamente versátil, pois o sinal digital é dividido em 13 segmentos. Um para o sinal móvel (one-seg) e outros 12 que podem ser alocados de acordo com o programa: um programa em resolução SD precisa de 4 segmentos, um em HD precisa de 8 e um full-HD, dos 12.
  • Mais de um programa num mesmo canal – A multiprogramação é um recurso para transmitir mais de um programa em um mesmo canal. No entanto, pelas normas da Anatel, somente emissoras de TV públicas podem fazer uso deste recurso. Mas vale a pena. Pra quem curte a TV Cultura, não percam os canais Multicultura e UNIVESP que são bem bacanas. As emissoras comerciais só podem transmitir um programa, em formatos diferentes.
  • Agora é interativa – Com a tecnologia Ginga, que está chegando aos novos aparelhos, você vai poder “conversar” com a TV. Imagine saber o resultado das outras partidas em tempo real durante o jogo que você está assistindo ou ainda, saber a previsão do tempo, a sinopse da novela ou do filme, votar em enquetes, enviar mensagens, ou ainda, comprar ou acessar sua conta bancária. Tudo a um contrôle-remoto de distância. Era tudo que o Hommer Simpson queria.