Há muitas verdades sobre as disputas políticas sobre o padrão de TV digital a ser adotado no Brasil, que não vem sendo divulgadas pela grande imprensa. Grande imprensa, pois outros fatos correm soltos pela internet e por isso nerecem destaque neste humilde blog.Foi levandada a suspeita de que a disputa do padrão de TV se dá em virtude do controle pelo espectro eletromagnético. O padrão japonês, o ISDB, mantém a situação da maneira que está. Todas as emissoras manteriam o mesmo espaço no espectro eletromagnético que tinham, de 6 MHz, e poderiam segmentar seu sinal em 3 padrões (HDTV para as TV´s de alta definição, standard para os TV’s comuns que utilizarem os boxes de decodificação e móvel, para automóveis e celulares e televisores portáteis), e continuariam com suas antenas. O padrão europeu, o DVB, mudaria essa estrutura. Todos os canais seriam transmitidos de uma mesma antena, controlada pelo operador da rede, o que faria com que as emissoras tivessem suas programações submetidas aos operadores de rede. Esse sistema, de acordo com as fontes aos quais o blog consultou, seria mais democrático, pois permitiria, por exemplo, a entrada das emissoras de TV educativas e comunitárias. Os argumentos defendidos pelas emissoras, que afirmam que não será possível transmitir a programação em HDTV ou para dispositivos móveis como celulares e carros, não tem fundamento. O primeiro pois é possível transmitir em HDTV pelo sistema europeu e o segundo pelo fato de estar em desenvolvimento o DVB-H, que é uma ramificação do padrão DVB para os dispositivos móveis. Como a Globo está a frente das emissoras em defender o sistema japonês já está sendo acusada de defender seu próprios interesses comerciais nesta empreitada. Primeiro pois a Organizações Globo já foram donas da NEC Brasil, por alguns anos, o que pode ser visto como uma sociedade da matriz japonesa e a Globo. E segundo pois a Sony tem a Globo como grande cliente, ao qual já desenvolveu na década de 80, um gravador portátil de alta qualidade, de forma exclusiva para a emissora. Sem contar que Hélio Costa, atual ministro das Comunicações, foi repórter da Rede Globo nas décadas de 70 e 80, antes de entrar para a carreira política.Mas vejo que chega até a ser exagerada a acusação, por já considerar que a Globo é sempre tida como vilã no mundo da televisão no Brasil.Agora, a questão do espectro é muito séria e pede uma ampla divulgação pela imprensa, pois pode impedir uma televisão mais democrática.Para entender melhor tudo isso, acessem os links abaixo:

O impasse ainda persiste e é preciso ter cautela, pra não nos isolarmos como aconteceu com o Pal-M em 1972.

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