A mãe, a amiga e a p*ta

Em uma sociedade machista e conservadora como a nossa, espera-se de uma esposa três comportamentos distintos: a mãe, a amiga e a prostituta. É triste ver que a mulher valha para o homem tão pouco. A mulher não deve ser a sombra do homem atendendo somente a suas necessidades afetivas, domésticas e sexuais. A mulher precisa também ter suas necessidades plenamente satisfeitas de modo que possam buscar sua satisfação de maneira livre e independente.

A cultura machista, sexista e patriarcal a qual estamos submetidos, coloca a mulher em um estágio bem abaixo do digno. Os salários são menores, sofrem com o desrespeito, subestimam sua capacidade intelectual e de habilidades e são constantemente vistas mais pelo aspecto sexual. Nunca vi de tamanha insensatez homens jovens referindo às mulheres pela genitália feminina, como se estas somente servissem para isso.

Ainda busca-se a famosa “Amélia”. Aquela que era mulher de verdade, que não tinha a menor vaidade… Esse conceito de mulher Amélia é o da mulher submissa e doméstica que somente cuidava dos afazeres domésticos e conjugais. A mulher Amélia não existe mais, mas insistem em achar que a mulher deve ficar em casa, rebaixando sua dignidade quando realiza atividades tipicamente masculinas como trabalhar ou dirigir. Todo homem tem necessidade de afeto materno. Este afeto é censurado pela cultura machista pois tornaria o filho efeminado. Quando o homem se casa, essa necessidade de afeto pode ser enfim, preenchida, mas não de forma idêntica à forma que havia na infância, pois quem estaria no comando agora seria o “filho”. E assim, este “filho” crescido buscaria na esposa os cuidados que recebia quando era criança pela mãe, mas sem as obrigações que a mãe impunha ao filho para educá-lo. Este saudosismo maternal pode ser observado em alguns relacionamentos através do comportamento infantil dos homens, e pelo desleixo que eles fazem em suas ações cotidianas como o uso de ambientes, utensílios e pela recusa e sensação de incapacidade frente a atividades domésticas.

É curioso que a amizade da esposa, ao modo machista de ver, nada mais é do que uma concordância cega e aceitação de opinião de forma incontestável. O homem é quem manda e a mulher deve apenas aceitar a opinião do marido, mesmo que não concorde. Duas mentes trabalham melhor e é da divergência é que surge o consenso e com isso, melhores alternativas para questões pontuais ou para planos futuros.

Em suma, homens e mulheres podem conviver em um mesmo espaço de forças em um relacionamento. Não é por questões culturais que um deve se sobressair ao outro. É necessário um diálogo e um entendimento entre as partes para que um relacionamento se torne algo benéfico para ambos em um par. E para isso deve deixar de existir que uma mulher somente serve para ser a mãe, a amiga e a prostituta.

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