Semeadores de ódio

Ontem ocorreram diversos eventos que marcaram a semana. Entre o futebol e a morte de Osama Bin Laden, fico com a intersecção dos temas falando sobre o ódio. Sempre digo que o ódio é um sentimento de auto-defesa contra algo que acreditamos ser uma ameaça, e que na maioria dos casos, esse ódio é injustificável, pois se utilizam de argumentos falsos ou procuram não conhecer aquilo que odeiam, para que possam entender o seu sentimento e até mesmo mudar sua percepção.

Neste cenário temos os semeadores de ódio, sua figura mais nefasta. Sua função é disseminar o ódio contra algo mesmo com argumentos falsos ou insipientes. E a internet se tornou uma das ferramentas de disseminação de ódio mais utilizadas. Ontem tivemos dois exemplos disso. Um perfil falso no Twitter publicou mensagens de cunho racista e homofóbico contra a torcida do Flamengo durante e após o jogo em que se sagrou campeão carioca ao bater o Vasco nos pênaltis. Os jogadores do Palmeiras, sobretudo Kleber, insultaram os torcedores do Corinthians após a derrota nos pênaltis.

Esse tipo de comportamento é intolerável e é mais grave quando o ódio provém de formadores de opinião e ídolos. Quem possui fã deve ser responsável por seus atos e palavras, pois estes tem o poder de ser formadores de opinião. E estes atos se tornam sementes de ódio e hostilidades que precisam ser contidos para que não motivem atos de violência.

O caso do perfil falso no Twitter hostilizando flamenguistas, é de um comportamento insano e covarde. Nota-se que se usa do expediente do anonimato para espalhar mensagens de ódio com o intuito claro de transgredir normas de respeito mútuo e de convivência social, num ato claro de covardia. Os atores de atos como esses, similares aos praticados por vândalos e pichadores dá ao transgressor a pseudo-sensação de poder pelo feito que obteve, mas trata-se de pessoas doentes e emocionalmente desequilibradas pela sensação permanente de fracasso pessoal e necessidade permanentemente frustrada de auto-afirmação.

O caso de Osama Bin Laden é similar a de outras figuras históricas que procuraram manipular pessoas para atender seus interesses ideológicos. Ao deturpar as palavras do alcorão para instituir uma intifada islâmica, e citando fatos historicamente superados como as cruzadas e a expulsão dos árabes da península ibérica, via-se claramente um processo de alienação ideológica com propósitos de disseminar o ódio contra o ocidente. A cultura islâmica deturpada pelo regime teocrático e ditatorial e a imensa desigualdade social nestes países contribuíram para agravar esse quadro. Assim, jovens árabes são seduzidos a aderir à causa terrorista de modo a ter sua família recompensada por seu “ato heroico”.

O ódio é um sentimento que se enfraqueceria se não houvessem os semeadores de ódio. Devemos ter a plena consciência de que alimentando estes sentimentos, podemos causar mal a nós mesmos. E para que estes sentimentos não surjam é preciso sabedoria para entender e serenidade para compreender os fatos, agindo de forma racional e coesa.

PLC 122/2006: Lei intolerável?

As linhas do post anterior são do Projeto de Lei da Câmara 122 de 2006 que criminaliza atos de discriminação contra pessoas por sua raça, deficiência física, orientação sexual e identidade de gênero, além de criminalizar atos de discriminação contra idosos. Criminalizar atos de discriminação contra pessoas por sua sexualidade ou identidade de gênero é o ponto mais polêmico. Como um texto tão curto pode causar tanta discórdia?

Os maiores opositores a emenda, alguns grupos evangélicos e donos de igrejas fortemente ligadas à mídia, alegam que esta lei retira-lhes deles a liberdade de expressão, visto que suas teologias, segundo eles, expressam claramente que uma relação homoafetiva é intolerável.

Após ler e reler a PLC 122/2006, vi que não há nenhum impedimento em alguém se opor a homossexualidade, e sim em incitar o preconceito, já  que existe uma linha tênue entre opinião e incitação, que os líderes religiosos não entendem. O fato de estes ser formadores de opinião e ter em suas opiniões esse caráter segregatório, não os caracterizam como líderes e sim como sectários fascistas, manipulando fatos e instituindo mandamentos como forma de poder. O que ocorre em algumas igrejas é um Estado dentro do Estado, similar ao que ocorria nas favelas cariocas dominadas por traficantes. Após estudar trechos da bíblia que estes grupos tanto exaltam como sendo regras que dizem que Deus odeia homossexuais, vi que há uma distorção dos fatos. Primeiro porque a maioria dos textos relatados são do antigo testamento que tinha um caráter mais conservador que o novo testamento, e que em nenhum deles fala claramente que a homossexualidade é criminosa e mortal, apenas informando que um homem deve se relacionar com uma mulher e vice-versa. Isto sem contar os evangelhos apócrifos que condenavam esse caráter totalitário do cristianismo e foram banidos da Igreja Católica, quando esta estava em crise. Tudo isto mostra que a segregação e o controle extremo são ferramentas de centralização de poder. Para se exercer um poder sobre alguém basta que esta pessoa seja persuadida a combater um inimigo comum. Historicamente, os Cristãos tinham como inimigos, os gregos, os romanos e os egípcios, que tinham uma sexualidade mais liberal. Além disso, a população cristã tinha que aumentar signicativamente para se estabelecer e isto somente se daria por meio da procriação, daí o ódio às relações homoafetivas. O mal que há nisso, é que os tempos mudaram e os seres humanos aprenderam a conviver em harmonia, e estas normas religiosas, apesar de conter conceitos muito importantes como a crença, o amor ao próximo e o respeito à vida, não foram se adaptando ou se aprimorando com o tempo. A insistência na manutenção da tradição culminou com a mutilação da crença e seu corrompimento. Alguns líderes cristãos veem que só na alienação de seus seguidores da realidade que os cercam podem-los isolar e manter-se controlados em uma esfera de poder a qual estes lideres tem amplo domínio, e tudo o que se opõe a estes conceitos é considerado criminoso. Assim, as normas se põem acima de qualquer característica humana e tudo o que não se enquadra a estas deve ser descartado. Em tempos em que os direitos humanos não tinham importância, como na época em que a bíblia foi escrita, este pensamento era perfeitamente plausível, hoje não mais. As diferenças entre as pessoas devem ser respeitadas e por isso, não se deve tolerar qualquer incitação a qualquer tipo de segregação. O domínio da Igreja sobre a sociedade fez com que homossexuais optassem por ocultar ou reprimir sua sexualidade ou assumi-la e ser marginalizados ou considerados loucos ou doentes.

Sempre considerei que o ódio é um sentimento de auto-defesa contra aquilo que acreditamos ser uma ameaça. Qual a ameaça que o Movimento LGBT oferece contra os cristãos fundamentalistas? Se observarmos sob o ponto de vista do movimento LGBT, a resposta é nenhuma, simplesmente são preconceituosos. Se vermos sob o ponto de vista desses cristãos, eles veem o gay como uma ameaça aos princípios cristãos da família, da procriação e dos anseios divinos. Mas se tivermos uma visão fria e crua dessa ameaça, a luta que os fundamentalistas cristãos travam contra o movimento LGBT, é que estes acham ser uma questão de sobrevivência para eles do próprio cristianismo, personificando no gay a culpa pela cultura sexista ao qual vivemos. Para estes, os jovens são objeto de disputa, pois estes renovariam o cristianismo e o manteria vivo. Eles ainda acreditam que o movimento LGBT está mais alinhado à juventude do que a igreja, pelo comportamento, estilo de vida e liberdade sexual. Claro que esses fundamentalistas erram a mão ao considerar a comunidade LGBT como alvo de críticas e culpados pelas heresias que ocorrem, pois o mal não está na sexualidade da pessoa e sim em seu caráter, em sua índole. E assim como existem gays de excelente índole, existem cristãos ortodoxos de péssimo caráter. Assim, temos a caracterização de um rotulismo tolo, quando analisamos o caráter de uma pessoa pela sua sexualidade ou por sua raça, ou ainda, a religião a qual pratica.

Assim, encerro este artigo respondendo ao seu título. A PLC 122/2006 não é uma lei intolerável, simplesmente coíbe a intolerância e faz com que todas as pessoas pratiquem o mesmo que almejam: o respeito.

PLC122/2006 – Texto Atual

Projeto de Lei da Câmara 122, de 2006

Altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, e o § 3º do art. 140 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, para punir a discriminação ou preconceito de origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero, e dá outras providências.

Art. 1º A ementa da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar com a seguinte redação: “Define os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)

Art. 2º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar com as seguintes alterações:

Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)

Art. 8º Impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares ou locais
semelhantes abertos ao público.
Pena: reclusão de um a três anos.
Parágrafo único: Incide nas mesmas penas aquele que impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público de pessoas com as características previstas no art. 1º desta Lei, sendo estas expressões e manifestações permitida às demais pessoas.(NR)

Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.
Pena: reclusão de um a três anos e multa.”
(NR)

Art. 3º O § 3º do art. 140 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, passa a vigorar com a seguinte redação:
§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:
………………………………………………………”
(NR)

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Este texto é o que tem prioridade na votação. É o substituto apresentado pela Senadora Fátima Cleide em outubro de 2009.

Extraído de http://www.plc122.com.br/plc122-2006-texto-atual/ em 21/04/2011 – 16:21

Uma tragédia inexplicável

O Brasil acompanha com perplexidade a tragédia ocorrida na última quinta-feira, 07/04. Um homem chamado Wellington de Oliveira, invade armado a escola municipal Tasso de Oliveira, no bairro do Realengo no Rio de Janeiro e atira nos alunos, a maioria meninas e depois se suicida, levando consigo mais 13 vidas inocentes. Este trágico episódio, nos mostra o grau de insanidade a que estamos vivendo. A começar pelas condições em que este ato triste ocorreu, pelo perfil do assassino e das vítimas, e pelas ligações com religião, é difícil esclarecer as suas causas, sem antes buscar mais provas e evidências da sua personalidade.

As informações, são desencontradas, mais pela tentativa do assassino em esconder evidências e pelo caráter ávido da imprensa em buscar informações sobre o ocorrido. Assim surgem inúmeras hipóteses que informam sobre as causas do ocorrido. Bullying, sexualidade, religião e loucura entram no repertório de razões pelas quais levaram Wellington a cometer tal atrocidade.

Mas é preciso entender que é preciso detectar e buscar tratamento para pessoas com comportamento anti-social, como foi o caso de Wellington. Estava claro que indivíduos com esse tipo de comportamento precisam de ajuda para que não se tornem elementos nocivos à sociedade.

Mais do que a ajuda que é necessária, é preciso estabelecer que ajuda deve ser feita e quem está ajudando, pois uma ação indevida no intuito de ajudar pode agravar a situação em vez de melhorar.

Vi que algumas igrejas ajudam pessoas neste caso, mas em alguns casos utilizam de praticas de forte disciplina e alienação. Esta prática pode se tornar uma bomba de efeito retardado, pois esta alienação poderá confundir ainda mais essas pessoas e fazer com que estas se tornem fundamentalistas e agressivas a ponto de justificar conceitos religiosos para realizar atos de insanidade e inconsequência.

#prayforjapan

11 de março de 2011 foi um dia negro para o Japão. Um tremor de forte intensidade, seguido de um tsunami, devastaram diversas cidades a nordeste do país, deixando um rastro de destruição e morte.

Mas o pior estaria por vir. A usina nuclear de Fukushima I foi duramente atingida pelos tremores e tsunami, entrando em colapso, com sistemas de refrigeração dos reatores comprometidos. Se seguiram explosões nos prédios dos reatores 1, 2 e 3 e incêndios no reator 4. O drama japonês e o clima de medo de um acidente nuclear de grandes proporções, tornaram-se riscos reais de desastre.

Um esforço desesperado dos técnicos e engenheiros japoneses para evitar um desastre radioativo ainda maior beira o heroísmo. Níveis de radiação acima do normal foram detectados até em Tóquio, mas sem causar risco as pessoas.
O notável é a atitude do povo japonês. Um comportamento sereno e exemplar observa-se no povo, que mesmo assustado, procura manter uma vida normal, juntando forças para reerguer o país. Entretanto, falta comida, combustível e eletricidade.

O que impressiona é a quantidade de notícias ruins da tragédia, num interminável pesadelo. Nunca poderia imaginar que, 66 anos após a hecatombe nuclear de Hiroshima e Nagasaki, a radiatividade assolasse novamente o solo japonês.

Uma revolução no Futebol Brasileiro

Enquanto o C13 fecha com a RedeTV e os dissidentes fecham com a Globo, vemos um marasmo e e uma realidade cruel que nos desestimula a acompanhar o futebol brasileiro, de tamanha escória que se formou nesta organização. Frente a isto, fiz o seguinte comentário em um blog:

Pobre o país que se vê dependente de um cidadão Kane.

O poder da bola corroeram suas mentes, amigos. Nunca vi tamanhas bobagens escrotas nos comentários. Para começar, é muita estupidez achar quem clube vive apenas de direitos de transmissão televisiva e se o clube que você torce pensa assim, ou mude de time ou proteste contra a direção deste clube.

Os clubes europeus possuem estratégias de marketing mais voltadas ao torcedor. Para se ter uma ideia, Barcelona e Real Madrid, por exemplo, possuem milhares de SÓCIOS, com direito a voto e tudo, não essa palhaçada de SÓCIO-TORCEDOR que inventaram aqui, que é um torcedor que não tem voz e nem vez nas decisões do clube. Assim esses canalhas chamados cartolas mandam e desmandam e fazem mesquinharias que põem seus clubes à falência e seus torcedores à vergonha.

Não existe monumento maior à essa estupidez gerencial que contamina o futebol do que C13, Globo, CBF e essa disputa imbecil. Não poderia fazer como a FIA? Criava uma agência de Televisão, que criaria toda a estrutura televisiva padronizada e licenciava a TODAS AS EMISSORAS que tivessem interesse em transmitir? Uma FOM do futebol brasileiro, que tal?

Ou ainda, POR QUE NÃO SINCRONIZAR O CALENDÁRIO DO FUTEBOL BRASILEIRO COM O DO FUTEBOL EUROPEU, PARA ESTANCAR A SANGRIA DE CRAQUES NO MEIO DO BRASILEIRÃO? Já repararam que nossos principais jogadores vão embora do principal certame do país no meio do campeonato, prejudicando clubes e o torcedor, esvaziando a disputa e tornando um campeonato de quem segura mais os jogadores, vence?

Por que não organizar essa zona de futebol brasileiro criando uma estrutura hierárquica de torneios? Que palhaçada de Séries C, D, E, F… Poderia criar uma estrutura em que torneios estaduais e regionais valessem vagas para as copas do Brasil e no máximo Série C. E quem disputassem os torneios nacionais não disputariam os torneios regionais/ estaduais, permitindo assim que houvesse brasileirão o ano inteiro, com jogos apenas nos finais de semana (Série C na Sexta, Série B no sábado, e Série A no domingo), podendo colocar a Copa do Brasil somente às quartas-feiras, e às 21:30 da noite no máximo (QUE SE DANE A NOVELA).

Já pensaram em protestar, amigos? Em vez de gastar as suas energias insultando uns aos outros com seu orgulho infantil de torcedor burro, por que não fazem algo inteligente? Comprem o ingresso, e em vez de entrar no estádio, fiquem na porta, protestando contra a má-gestão de seus clubes.

Essa coisa imbecil de violência no futebol é uma estratégia dos próprios clubes que financiam e apoiam as torcidas organizadas, para criar uma política de ódio, desviando a atenção de suas torcidas para que não se voltem contra suas falcatruas, roubalheiras e desmandos. ABRAM OS OLHOS, CONSULTEM OS FATOS!

O QUE ESPERAM PARA UMA REVOLUÇÃO NO FUTEBOL BRASILEIRO? CONTINUAR NO CONTROLE REMOTO? OU ASSUMIR O CONTROLE?

Como imaginei, o autor do blog não publicou o comentário. Entretanto, o registro está aqui.

Sem Titulo 21/4/2010-17:1

Incorporações de Bancos: O que acontece?

Olá, caro leitor. Este é meu primeiro artigo sobre finanças e espero que venha trazer informações valiosas a todos. Inaugurando esta categoria de artigos, venho falar de incorporações de bancos, algo que vem ocorrendo com muita frequência nos últimos 10 anos e que muitas vezes deixam os clientes preocupados. Por isso vou tentar explicar como esse processo ocorre internamente, e assim, não restem dúvidas, tranquilizando-nos. E como sei como funciona isso? Eu sou bancário, trabalhei em terceirizada de banco e hoje vivo essa experiência como cliente tanto do lado do banco incorporado, como do lado do banco que vai incorporar.
A primeira coisa que acontece quando se efetiva uma incorporação é um processo interno. Serão feitos levantamentos de carteiras de clientes, funcionários, sistemas, bancos, para negociar qual sistema, quais organismos, quais métodos de negócio, números de agência e conta, deverão ser mantidos. As bases de dados (cadastros) são compartilhadas e os sistemas dos bancos, começam a ser integrados.
Em seguida, ambos os bancos vão negociar quais serviços que serão migrados de um banco para outro. Assim, produtos e serviços de ambos os bancos seriam migrados da seguinte forma: o melhor ou mais rentável, permaneceria e o equivalente inferior do outro banco, seria incorporado ao outro serviço. Produtos e serviços seriam aos poucos unificados, começando pelos que oferecem menor impacto ao cliente, como investimentos, produtos para alta renda, linhas de crédito. Mas isto não significa que o cliente que possui um determinado serviço seja forçado a mudar, para quem tem, nada muda. O que pode ocorrer a princípio, é que um determinado produto ou serviço não aceite mais adesões. Depois outros produtos e serviços seriam unificados como por exemplo, cartão de crédito. Hoje, a maioria dos clientes Nossa Caixa, por exemplo, tem cartões de crédito Ourocard (do Banco do Brasil), assim como o Santander tem oferecido aos clientes do Banco Real, seus cartões de crédito. Neste mesmo período começariam as integrações das agências, fazendo com que clientes de um banco possam fazer operações financeiras em terminais e caixas de outro. Nesta fase, também há a unificação estatutária e também organizacional: empresas coligadas equivalentes são unificadas e os funcionários de ambos os bancos passam a ser regidos pelas mesmas normas e regras.
A última e mais complexa etapa é a da migração das agência e contas dos clientes para uma base de dados comum. Sempre o banco menor ou o incorporado, vai ter de passar pela mudança dos números de agência e conta, o que pode parecer traumático para os clientes, pois eles deverão se readaptar. Geralmente essa mudança é gradual, exceto na incorporação do Sudameris pelo Banco Real em 2007, em que todas as agências mudaram de número, de um dia para o outro, o que seria um impacto grande, se o Sudameris não fosse um banco pequeno e o sistema dos dois bancos não estivessem unificados desde um ano antes.
Essa adaptação é global: passa pelas organizações, pelas agências, funcionários, e por fim, os clientes. Essa mudança também passa pelo padrão de atendimento, que varia de banco para banco, pois cada um tem sua política de atendimento própria, o que pode ser um choque para alguns, mas um alívio para outros. De fato, mudanças grandes acontecerão, procurando claro, promover benefícios para todos. Mas trata-se de um processo, que leva tempo, e é preciso um pouco de compreensão e paciência, para conferir se houve êxito.
Este ano veremos se concretizar o processo de três grandes incorporações: a do Unibanco pelo Itaú, a do Banco Real pelo Santander, e a da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil. São bancos que buscam a liderança no mercado brasileiro, mas que farão sucumbir marcas consolidadas (Unibanco e Banco Real até o final do ano, Nossa Caixa, até julho). Quem é cliente dos bancos incorporados está notando que está mudando o seu relacionamento com o banco e ainda mais quando este processo terminar. Mas lembrem-se que manter os clientes é considerado numa incorporação e isto pressupõe que após sua conclusão, teremos uma melhor relação com o banco. Portanto sejamos otimistas.

Um novo tempo se inicia

Falar de novos tempos e de renovação são desafios que incorporamos de forma sazonal em nossas vidas. Sempre que ocorrem mudanças ou eventos que interferem diretamente em nossas vidas, precisamos parar e refletir, reciclando nossas opiniões e revisando nossos objetivos de vida. Por isso, dizer “Mais um tempo se inicia”, carrega em si uma carga maior de responsabilidade e de sentimento do que poderia supor.

Isto pois o tempo é algo relativo, na literatura vemos o tempo cronológico e o psicológico, ou o tempo real, racional, e o tempo, emocional, abstrato. E diante de toda essa simbologia temporal, nos vemos diante de deasfios e com eles, decisões.

Não podemos determinar simplesmente que o tempo que estava se acabou e cedeu lugar a outro, como se o primeiro tivesse sido eliminado pelo segundo. Nossa vivência e experiência, mesmo que carregados de trauma e de lembranças de esquecimento frustado, devem ser encarados como lições de vida, pois toda o fato é consequência de outro, que na maioria das vezes, são frutos de nossas decisões e escolhas.

Recomeçar uma vida, tem carater ficcional e portanto, pode ser impossível de se concretizar. Mas a mudança de rumos, de objetivos, deve ser encarado com naturalidade, pois o dinamismo que a vida se insere, permite e até estimula essa postura. Portanto, navegue a vida e busque seus objetivos, mesmo que pareça que “Um novo tempo se inicia” novamente.

Resposta ao Luciano Huck (manifesto número zero)

Sexta-feira, 19 de outubro de 2007. Rodovia dos Imigrantes, São Paulo. Uma Ferrari em alta velocidade bate contra um poste. Uma equipe de reportagem vai cobrir o acidente. Ao perceber que estava sendo filmado, o motorista agride o cinegrafista, que teve que ir ao hospital e fazer cinco pontos na boca. O policial que estava no local, mesmo vendo o cinegrafista ensanguentado, disse que nada viu, e ainda, deixa o agressor fugir com seus amigos, que passaram a hostilizar a equipe de reportagem, acusando-os de sensacionalistas. Apenas citei esse fato para ilustrar como a sociedade neste país ainda é elitista, o Estado é uma autoridade inócua e que muita coisa precisa ser mudada, já que estar em uma situação social mais privilegiada parece ser garantia de impunidade e poder. Basear-se na justíça pelas próprias mãos, na Lei de Talião, no poder aristocrático ou paralelo, não resolvem, pelo contrário, agravam a situação social em que vivemos no Brasil. Quando Luciano Huck escreveu aquela crônica, a maioria achou que ele resolveu matar mosca com bala de canhão. Resolvi então entender, mas de forma crítica, o que ele quis nos dizer.

É difícil para qualquer um, delinear um ponto de vista, seja positivo ou negativo, das causas da violência urbana. A impressão que se tem, ao ler o desabafo de Huck, é que as causas são recentes, mas a situação caótica de nossa sociedade é fruto de uma sucessão de erros históricos que deixaram sequelas que levarão muito tempo para serem corrigidas. Tudo começa com a ocupação portuguesa no país, em 1500, quando resolveu-se desenvolver por aqui uma colônia de exploração, utilizando-se de meios cruéis e ilícitos de dominação, utilizando de mão de obra escrava da África, e dizimando populações indígenas inteiras. Passa por um aristocrático e golpista processo de independência, o qual não houve mártires, nem heróis, e tampouco participação popular. Chega a uma abolição da escravidão de forma tão mal-outorgada que em vez de promover a inclusão dos recéns ex-escravos, acabou por segregando-os e marginalizando-os. Passa também por um processo conturbado de proclamação da República, que simplesmente troca seis por meia-dúzia, pois a aristocracia continuaria com o domínio político, com processos eleitorais fraudulentos, corrupção, acordos de cavalheiros, coronelismo e um estado nenhum pouco disposto a promover inclusão social. Chega ao estado novo com pretenções populistas, assistencialismo e um estado caro e ineficiente. Quando parecia que haveria uma mudança no quadro socio-político no país, uma velada intervenção estadunidense, por considerar que o país caminhava para o bloco socialista, acabou por culminar em um golpe militar, que além de minar um processo popular-democrático, provocou retrocessos de ordem social, cultural e político. Naquela época o Estado passou a exercer uma forte manipulação na sociedade controlando a imprensa, a educação e a opinião (reprimindo de forma dura as opiniões contrárias), paralizando a opinião pública. As pessoas foram manipuladas e ensinadas a ter aversão a política, ter uma participação passiva na sociedade e de acreditar que o Estado é quem deveria tomar essa atitude. Quando, em 1985, o Brasil voltou a ser governado por um civil, o estrago estava feito: o país tornou-se uma grande anarquia, e quando a sociedade se deu conta, já estava praticamente dependente do Estado, o qual voltaria a adotar as velhas táticas da república velha: Toma lá dá cá, é dando que se recebe, esquemas, corrupção, descaso. Enquanto isso, o poder paralelo do crime organizado se infiltrava na sociedade como ervas daninhas, envenenando todas as camadas da sociedade, corrompendo famílias, organizações sociais e políticas até chegar ao estado, corrompendo-o como um todo. Imaginar que Renan, esquema PC, PCC, Comando Vermelho, Anões do Orçamento, propinas, Valerioduto e outras coisas seriam extirpadas de nosso país, se o nosso povo tivesse consciência de seu papel e, unido, fosse à luta, seria algo utópico. Isto porque há uma velada luta de classes (resquícios da abolição da escravatura, já que boa parte da população mais flagelada é descendente dos escravos abolidos) e um individualismo ignorante, anti-ético representado pela Lei de Gerson, que foi bastante difundido nas décadas de 70 e início da de 80, no áuge do regime militar. A união popular somente surge de forma aparente, no futebol, durante a Copa do Mundo. Eu já ouvi falar da história de um canibal que achou um absurdo a execução de uma pessoa que havia cometido tal ato. E assim imaginei a situação da opinião pública: as classes mais abastadas acharam um absurdo o roubo do Rolex do Huck, enquanto as classes mais miseráveis viram como absurdo a agressão ao cinegrafista, com o agravante de o ato ter sido cometido por um jovem rico. Assim, há uma balança injusta com pesos e medidas diferentes, pois o julgamento depende de quem o pratica e de quem o julga, e assim dois Brasis: o Brasil visto de cima, das classes mais abastadas, e o de baixo, o das mais miseráveis. Chega a ser um absurdo, mas é uma realidade cruel de nosso país, que possui uma das piores distribuições de renda do mundo.

Soluções existem, mas dependem de uma mudança de postura e uma mudança de pensamento. O povo precisa se unir e passar a ter uma postura proativa frente aos problemas nacionais. A violência não é um problema social, e sim um sintoma de um problema muito maior que é o de uma sociedade extremamente desigual. E para acabar com a desigualdade é preciso estabelecer condições para que essa sociedade se desenvolva de forma mais igualitária. E é de extrema importância que o povo se manifeste. Se a CPMF serve para custear melhorias na saúde pública e não se vê melhorias, não é viável sua cobrança. Se as cotas para indígenas e afrodescendentes servem para estabelecer inclusão socio-racial, e não há uma educação de base eficiente para torná-los aptos a fazerem curso superior, esse esforço é inútil. Estabelecer programas de renda mínima, sem promover programas de geração de renda que inpependem de programas de renda mínima, é disperdício de dinheiro público. Tentar modernizar um estado burocrático, sem redefinir leis que acabem com a burocracia é um retrocesso. Vetar leis por questões morais ou religiosas, é mero moralismo hipócrita, visto que a sociedade é feita para todos e as regras devem tratar as pessoas com justiça, respeitando suas individualidades. Estar acima da lei, somente por governar é injusto, visto que todos devem ser iguais perante a lei, o que é verdade na teoria, mas na prática, é mera utopia, e nossos governantes precisam ter mais deveres e menos privilégios. Por fim, achar que tudo isso é solúvel de forma imediata é impossível, pois além de haver pessoas que ganham com isso, em um enorme jogo de interesses, os problemas nacionais são muito graves e complexos para serem resolvidos dessa maneira. Portanto, vamos ter de nos uni, acabar com a rixa de classes, sair às ruas e exigir mudanças. Não é possível que mesmo de barriga cheia não é possível chorar.

Pensamentos quase póstumos


Pago todos os impostos. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa


LUCIANO HUCK foi assassinado. Manchete do "Jornal Nacional" de ontem.
E eu, algumas páginas à frente neste diário, provavelmente no caderno policial.

E, quem sabe, uma homenagem póstuma no caderno de cultura.

Não veria meu segundo filho. Deixaria órfã uma inocente criança. Uma jovem viúva. Uma família destroçada. Uma multidão bastante triste. Um governador envergonhado. Um presidente em silêncio.

Por quê? Por causa de um relógio.

Como brasileiro, tenho até pena dos dois pobres coitados montados naquela moto com um par de capacetes velhos e um 38 bem carregado.

Provavelmente não tiveram infância e educação, muito menos oportunidades. O que não justifica ficar tentando matar as pessoas em plena luz do dia. O lugar deles é na cadeia.

Agora, como cidadão paulistano, fico revoltado. Juro que pago todos os meus impostos, uma fortuna. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa.

Adoro São Paulo. É a minha cidade. Nasci aqui. As minhas raízes estão aqui. Defendo esta cidade. Mas a situação está ficando indefensável.

Passei um dia na cidade nesta semana -moro no Rio por motivos profissionais- e três assaltos passaram por mim. Meu irmão, uma funcionária e eu. Foi-se um relógio que acabara de ganhar da minha esposa em comemoração ao meu aniversário. Todos nos Jardins, com assaltantes armados, de motos e revólveres.

Onde está a polícia? Onde está a "Elite da Tropa"? Quem sabe até a "Tropa de Elite"! Chamem o comandante Nascimento! Está na hora de discutirmos segurança pública de verdade. Tenho certeza de que esse tipo de assalto ao transeunte, ao motorista, não leva mais do que 30 dias para ser extinto. Dois ladrões a bordo de uma moto, com uma coleção de relógios e pertences alheios na mochila e um par de armas de fogo não se teletransportam da rua Renato Paes de Barros para o infinito.

Passo o dia pensando em como deixar as pessoas mais felizes e como tentar fazer este país mais bacana. TV diverte e a ONG que presido tem um trabalho sério e eficiente em sua missão. Meu prazer passa pelo bem-estar coletivo, não tenho dúvidas disso.

Confesso que já andei de carro blindado, mas aboli. Por filosofia. Concluí que não era isso que queria para a minha cidade. Não queria assumir que estávamos vivendo em Bogotá. Errei na mosca. Bogotá melhorou muito. E nós? Bem, nós estamos chafurdados na violência urbana e não vejo perspectiva de sairmos do atoleiro.

Escrevo este texto não para colocar a revolta de alguém que perdeu o rolex, mas a indignação de alguém que de alguma forma dirigiu sua vida e sua energia para ajudar a construir um cenário mais maduro, mais profissional, mais equilibrado e justo e concluir -com um 38 na testa- que o país está em diversas frentes caminhando nessa direção, mas, de outro lado, continua mergulhado em problemas quase "infantis" para uma sociedade moderna e justa.

De um lado, a pujança do Brasil. Mas, do outro, crianças sendo assassinadas a golpes de estilete na periferia, assaltos a mão armada sendo executados em série nos bairros ricos, corruptos notórios e comprovados mantendo-se no governo. Nem Bogotá é mais aqui.

Onde estão os projetos? Onde estão as políticas públicas de segurança? Onde está a polícia? Quem compra as centenas de relógios roubados? Onde vende? Não acredito que a polícia não saiba. Finge não saber.

Alguém consegue explicar um assassino condenado que passa final de semana em casa!? Qual é a lógica disso? Ou um par de "extraterrestres" fortemente armado desfilando pelos bairros nobres de São Paulo?

Estou à procura de um salvador da pátria.

Pensei que poderia ser o Mano Brown, mas, no "Roda Vida" da última segunda-feira, descobri que ele não é nem quer ser o tal.

Pensei no comandante Nascimento, mas descobri que, na verdade, "Tropa de Elite" é uma obra de ficção e que aquele na tela é o Wagner Moura, o Olavo da novela.

Pensei no presidente, mas não sei no que ele está pensando.

Enfim, pensei, pensei, pensei.

Enquanto isso, João Dória Jr. grita: "Cansei". O Lobão canta: "Peidei".

Pensando, cansado ou peidando, hoje posso dizer que sou parte das estatísticas da violência em São Paulo.

E, se você ainda não tem um assalto para chamar de seu, não se preocupe: a sua hora vai chegar.

Desculpem o desabafo, mas, hoje amanheci um cidadão envergonhado de ser paulistano, um brasileiro humilhado por um calibre 38 e um homem que correu o risco de não ver os seus filhos crescerem por causa de um relógio.

Isso não está certo.


LUCIANO HUCK, 36, apresentador de TV, comanda o programa "Caldeirão do Huck", na TV Globo. É diretor-presidente do Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias.

Sem Titulo 22/7/2007-13:19

Acidente da TAM (Voo 3054)

Um avião tenta pousar às 18:45 de Terça-feira, 17 de julho de 2007, no aeroporto de Congonhas, São Paulo. Era um dia chuvoso. Derrapa na pista, atravessa a Av. Washington Luiz e bate contra um posto de gasolina e contra o prédio da TAM Express e explode.O saldo é trágico: além dos ocupantes do avião, entre funcionários, tripulação e passageiros (onde famílias interas sucumbem), outras pessoas em terra foram atingidas num catastrófico número oficial de 192 vítimas fatais. Um triste recorde foi batido. Esse trágico acidente superou o vôo da Gol e tornou-se o mais grave da aviação comercial brasileira. A princípio, a liberação precoce da pista principal do aeroporto, o qual faltava uma última reforma: a colocação de ranhuras na pista para aumentar o escoamento da água em dias de chuva, foi apontado como a causa. Isto responsabilizaria as autoridades como a ANAC e o governo federal pelo acidente.Acompanhei a escalada dessa tragédia pelo rádio, que está de parabéns pela excelente cobertura. Jovem Pan (que abriu espaço na FM para as transmissões AM), Radio BandNews (em conjunto com a Rádio Bandeirantes) e CBN, acompanaram de perto todos os eventos desse triste episódio. E naquele dia, a declaração de uma autoridade, que me deixou mais consternado com a dimensão do acidente foi do Governador de São Paulo, José Serra, que afirmou às 21:00, que a possibilidade de haver sobreviventes no avião era praticamente nula. Mas foi pela televisão, que as investigações sobre as causas do acidente sofreram uma reviravolta. Na noite seguinte, o Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão revelou que desde a sexta-feira anterior ao acidente, um dos reversos do avião estava com defeito e poderia ter causado a tragédia. Vídeos do pouso do avião, gravados pelas câmeras do aeroporto foram divulgados e denotaram queo procedimento do pouso foi normal, porém a aeronave não conseguiu parar, fazendo com que o impacto com o edifício fosse a aproximadamente 230 Km/h. A repercussão da reportagem do Jornal Nacional foi enorme. Jornais e sites de notícias veicularam as revelações, com destaque. Mas uma das reações de autoridades, acabou gerando perplexidade: Um ministro e um acessor da presidência comemoraram as revelações, pois antes dessas revelações, o jogo político já tomava conta do cenário, e o governo até então era tido como culpado.Ao meu modo de ver, por ter lido a respeito de outros acidentes aéreos, esse acidente não foi provocado por um fator isolado, mas por uma série de fatores. A começar pela pista curta do aeroporto, pela falta de escoamento da pista, por falhas mecânicas do avião, e até por alguma manobra errada do comandante. Tudo isso em conjunto pode ter sido a causa dessa terrível e infame tragédia. A análise das caixas-pretas do avião vão ajudar a esclarecer o acidente, e evidentemente, as causas e as responsabilidades levarão meses para serem reveladas.Nota (em 23/07/2007) pós-escrito: apenas três dias depois do acidente recebi fotos tiradas pelos próprios bombeiros da tragédia. Essa foto que agora ilustra esse post é a mais leve de todas. As demais são cenas muito impressionantes, que por sinal, por respeito às vítimas e seus parentes e amigos não é conveniente publicá-las.Mas acredito que é possível encontra-las na internet.

Sem Titulo 21/7/2007-17:43

A derrocada brasileira no sub-20 e no pan denotam o colapso do futebol brasileiro

Olá amigos e amigas! Hoje começa a categoria “Minhas impressões”, o qual eu vou escrever aqui o meu ponto de vista sobre os assuntos que estão em discussão hoje em dia.E Hoje começo com a seleção Brasileira de futebol, nas categorias inferiores. O Brasil acaba de perder para o Equador por 4 a 2 no pan e está eliminado. Com a participação pífia no mundial sub-20, o cenário para o futebol brasileiro passa a ser obscuro. Isto porque a maioria destes jovens jogadores que disputaram as duas competições “ainda estão verdes”, ou seja, não ganharam a maturidade suficiente para encararem grandes competições. A causa, segundo os especialistas em futebol, é sem dúvida, o fato de esses atletas se profissionalizarem muito cedo. Lulinha (no Sub-17, prossissional no Corinthians) e William (no Sub-20, colega de Lulinha no Parque São Jorge) e Alexandre Pato (colega de William na Seleção Sub-20 e profissional no Internacional), entre outros, são exemplos disso. O fato de colocar esses atletas muito cedo nas categorias profissionais dos clubes, mesmo que sejam muito habilidosos, está virando marca registrada do início do colapso do futebol brasiliero, o qual não consegue manter seus atletas no país. Além disso, some o calendário brasileiro que não está em sincronia com o calendário futebolístico da maioria dos países, o que faz com que durante competições importantes, como o Campeonato Brasileiro, haja um êxodo de atletas para o estrangeiro, a situação de desordem o qual os clubes brasileiros atravessam, com a falta de profissionalismo nas administrações, corrupção e até lavagem de dinheiro, como foi evidenciado no caso Corinthians-MSI, a violência nos estádios, que ainda não foi contida, a falta de participação da torcida nas decisões dos clubes, a falta de infra-estrutura adequada aos estádios, entre outros problemas graves. Em 2014, o Brasil certamente sediará a Copa do Mundo, e pode acontecer que o país não teria um escrete a altura para o evento. De longe, é possível mudar essa situação, mas as medidas devem ser tomadas de imediato, pois senão, o quadro será dos mais sombrios. Já havia dito há muito tempo que estão matando a galinha dos ovos de ouro no futebol, e pelo visto, essa galinha começa a agonizar.

Que maravilha que é o AAC!

O futuro da música online tem 3 letras: AAC (Advanced Audio Coding). O formato de áudio comprimido, baseado na tecnologia MPEG (pode provir do MPEG-2 como MPEG-2 Part 7 ou do MPEG-4 como MPEG-4 Part 3) com a vantagem de gerar arquivos de áudio menores que os mp3 (que provém do MPEG-1 como MPEG-1 Audio Layer 3) e com a mesma qualidade. Estou testando este formato, ripando um CD com o CDEX e o resultado é fantástico: um arquivo de música de 5:13 de duração teve um tamanho de arquivo de apenas 3,4 MB, o que em um arquivo de mp3 não caberia em menos de 5 MB. Isto é uma revolução dentro da revolução. Tanto é que o formato AAC é o formato padrão dos tocadores IPod e também o formato mais moderno dos que o originou, o MPEG-4, é o formato padrão dos tocadores HD-DVD e BlueRay e também será o codec a ser utilizado no SBTVD-T (Sistema Brasileiro de Televisão Digital – Terrestre), baseado no sistema ISDB (Integrated Services Digital Broadcasting – Sistema Japonês de Televisão Digital).

E viva o acordão, a corrupção! O povo mais uma vez saiu derrotado.

Hoje uma notícia estarreceu a cidade. Segundo o jornal Folha de São Paulo, o PCC ficou sabendo dos planos pa polícia pois comprou de um funcionário da câmara o depoimento secreto que os delegados do DEIC fizeram na CPI do tráfico de armas. Neste depoimento os delegados revelaram a intenção de isolar os líderes do PCC, pois sabiam que eles planejavam uma megarebelião no dia das mães. O Depoimento tornou-se secreto, já que os delegados descobriram que dois advogados do PCC estavam presentes na sessão.
A situação é incômoda desde ontem, quando foi revelado pela imprensa que a onda de ataques e as rebeliões nas cadeias foram encerradas graças a um acordo entre as autoridades estaduais e o PCC. Depois da enorme Pizza que se viu em Brasília, do escândalo dos sanguessugas e do acordo do exército no Rio para reaver armas roubadas por traficantes, o desenrolar dos últimos acontecimentos revela o estado de anarquia que se vê hoje no Brasil.

Falando sobre Wikinotícias!

Digo e repito, meus amigos!

Citação

Wikinotícias!
Bem meus amigos, estou participando do portal wikinotícias (http://pt.wikinews.org), um portal de notícias em que todo mundo pode mandar a sua notícia. O legal é que este portal é para todos os internautas de lingua portuguesa, o seja, brasileiros, portugueses, angolanos, entre outros. Vale a pena acessar.

Wikinotícias!

Bem meus amigos, estou participando do portal wikinotícias (http://pt.wikinews.org), um portal de notícias em que todo mundo pode mandar a sua notícia. O legal é que este portal é para todos os internautas de lingua portuguesa, o seja, brasileiros, portugueses, angolanos, entre outros. Vale a pena acessar.