TV Digital no PC usando o Windows Media Center (parte 1)

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Hoje vamos falar de TV Digital no PC. Ao usar o computador você tem a vantagem de gravar, exportar para outros dispositivos (celulares, tablets, gadgets e compartilhar em rede para outros computadores), gravar em DVD, ou até (não recomendado, devido a problemas de Copyright) enviar o vídeo para a web.

Esta primeira parte vai ensinar a instalar um dispositivo de recepção Digital e usá-lo no Windows Media Center.

Primeiramente a escolha do dispositivo é importante: tem dispositivos internos para PC (PCI ou PCIe) ou externos que podem ser usados tanto em PC quanto em notebook (USB 2.0).

IMPORTANTE: o Windows Media Center somente funciona com receptores USB Full-seg, ou seja, somente receptores que recebem canais em HDTV. Receptores de sinal móvel somente (one-seg) não são suportados pelo Windows Media Center (e nem vale a pena, diga-se de passagem usar um sinal de baixa resolução para gravar ou assistir em tela cheia).

Geralmente os dispositivos de recepção digital acompanham de um software para reprodução e gravação, mas apresentam alguns inconvenientes, tais como:

  • São proprietários e pouco padronizados, com problemas de desempenho e compatibilidade com o Windows.
  • Gravam em formatos proprietários ou não compatíveis com outros reprodutores de mídia, de modo a não permitir exportar para outros dispositivos.
  • Podem ocupar muito espaço em disco e iniciar junto com o Windows, reduzindo o desempenho de todo o sistema.

O Windows Media Center é nativo do Windows e integrado ao sistema, além de permitir a gravação de conteúdo que pode ser lido pelo Windows Media Player ou exportado para outros formatos pelo Windows Live Movie Maker.

Ou seja, usando somente de aplicativos do Windows (nativos ou baixados) é possível gravar e editar programas de TV.

Além disso, o Windows Media Center permite a exibição em tela cheia, inclusive em um monitor ou televisão ligada ao PC, por meio de um cabo HDMI ou VGA, fazendo com que você possa usar o computador e assistir televisão ao mesmo tempo. Também você pode transformar, usando o Xbox 360, seu computador em uma espécie de operadora de TV, pois através da rede, você pode conectar o sinal digital remotamente usando o console.

Pela quantidade de recursos, o Windows Media Center é vantajoso em ambiente Windows para a TV digital.

No próximo artigo, vou falar sobre como configurar o Windows Media Center para a TV Digital. Até lá.

Vídeo de Brasil e África do Sul: Gravado do Windows Media Center e Editado no Windows Live Movie Maker (publicado no Facebook)

Questão de escolha

Escolher o modelo certo de televisão é vital. Pois não se pode transformar a TV num elefante branco ou num caixote na sua sala ou no seu quarto. O tamanho do ambiente, a quantidade de pessoas que costumam assistir TV alí, e o tipo de ambiente vão te ajudar a escolher a TV certa.

Os modelos mais populares de TV prontas para a TV Digital são os de LCD e LED, com tamanhos de 26, 32 e 42 polegadas. Para os leigos, a medida da TV é feita da distancia diagonal da tela. Quanto maior a tela, maior deve ser o ambiente e maior será o conforto visual proporcionado, já que não precisamos ficar tão próximos da tela para ver sua imagem, e por conseguinte, a luminosidade da tela não incomoda nossa retina. Quando só você for assistir no seu quarto pequeno, o ideal é adquirir uma TV de 26 polegadas, para quartos maiores ou salas pequenas, uma TV de 32 polegadas é uma boa opção. Para salas médias, uma TV de 40 ou 42 polegadas torna agradável a visão da imagem e torna o ambiente com um aspecto de cine-clube. Já para salas grandes, salas de aula, e locais de reuniões, melhor comprar uma TV de 47 ou mais polegadas, para que as pessoas, a qualquer distância, possam ver a imagem.

A posição do aparelho no ambiente também tem que ajudar. Para não forçar o pescoço, o ideal é que o aparelho esteja a altura dos olhos. Em locais públicos, pode-se colocar o aparelho em local mais alto, mas inclinado levemente para baixo, e que, pelo menos a parte inferior esteja a mesma altura dos olhos de uma pessoa em pé para não forçar o pescoço, ao ver a imagem.

Outro fator que nos dá uma sensação de conforto visual são as telas widescreen com proporção 16:9. Imagine você dividir a tela em 16 colunas e 9 linhas, assim teríamos quadrados. Uma televisão antiga tem proporção de 4:3, ou seja, dividindo a tela em 4 colunas e 3 linhas, teríamos o mesmo efeito. Telas widescreen ativam nossa visão periférica, dando a imagem um aspecto mais agradável. Chamamos isso de imagem panorâmica. Nos anos 50 também houve uma disputa de padrões: telas retangulares contra telas redondas (isso mesmo, redondas, como nas maquinas de lavar). Agora que quase todos os televisores que estão vendendo nas lojas são widescreen, não vamos nos ater a isso. A não ser que…

A não ser que o padrão do programa transmitido seja diferente. Há três padrões de formato de imagem sendo usados no vídeo. São eles:

  • SD (Standard Definition): É a definição padrão compatível com os televisores antigos. Também conhecido como VGA ou 480p, esta formatação possui 640 colunas por 480 linhas de resolução e proporção 4:3.
  • HD (High Definition): É a definição de alta qualidade, com quase o dobro da área de resolução da definição padrão. É conhecido como 720p ou 720i ou como HD720 e já tem proporção 16:9 com resolução de 1080 colunas por 720 linhas de resolução.
  • Full-HD (Full High Definition): esta é a definição máxima de imagem. Também conhecida como 1080i ou 1080p ou HD1080 possui proporção 16:9 com 1920 colunas por 1080 linhas de resolução.

Assim como os programas, as Tevês também tem padrões de definição de imagem. Os modelos HDTV-ready, geralmente trabalham com a resolução de 720p. Os modelos full-HD já operam na resolução máxima disponível 1080p. Aparelhos pequenos e médios são geralmente HDTV-Ready, pois o tamanho da tela não compensa uma resolução maior. Mesmo assim, a maioria dos aparelhos são capazes de reproduzir em HD ou full-HD, mesmo que a resolução da tela seja menor. De qualquer forma, sempre é bastante conveniente verificar as especificações técnicas (ou auxílio técnico) antes de comprar.

Quanto aos programas, a emissora pode também transmitir programas em proporções diferentes. Como a maioria dos programas mais antigos foi produzida para os antigos padrões de televisão, todas as reprises estarão na proporção 4:3. Para os televisores antigos, continua a mesma coisa. O problema está nos novos. Programas antigos não preenchem todo o espaço da tela de televisores widescreen gerando duas colunas negras nas laterais da imagem. Tem gente que amplia a imagem e tem gente que prefere estender a imagem na tela. Complicou? Então é preciso explicar a diferença entre ampliar e estender a tela.

  • Ampliar a tela faz com que não se altere a imagem, mas expande esta até preencher a tela, cortando as regiões superior e inferior da imagem.
  • Estender a tela faz com que as dimensões da imagem se adaptem e preencham toda a tela, deformando a imagem, dando a ela uma aparência achatada.

Pessoalmente prefiro as barras verticais a cortar ou deformar a imagem original. As tevês de hoje não foram feitas para as imagens do passado, e sim para as imagens do futuro. Mesmo havendo perda de área útil, a preservação da imagem é fundamental.

Voltando à vaca fria, a tecnologia da tela do televisor também é importante. As principais tecnologias das telas são as seguintes:

  • Plasma: utiliza uma tecnologia que aquece os elementos químicos contidos em cada ponto da imagem até atingir o estado físico de plasma (esqueça o que aprendeu na escola se acha que os estados físicos da matéria são três), pois neste estado, a matéria passa a emitir luz. Esse processo é controlado para que seja exibido, em cada ponto, a cor correta. Vantagens: imagens de altíssima qualidade e definição de cor e luz. Desvantagens: preço elevado e tempo de vida-útil inferior.
  • LCD: Também chamado de visor de cristal líquido, é uma tela em que cada ponto da imagem possui um cristal que por um processo eletro-químico dá o padrão de cor aquele ponto. Como aquele ponto somente dá o padrão de cor, a iluminação é feita por lâmpadas fluorescentes que iluminam esta parte da tela, que é translúcida. Vantagens: custo menor, melhor tempo de vida-útil. Desvantagens: variações de luminosidade da tela, dependendo do método construtivo empregado, super-aquecimento da tela, impossibilitando a sua utilização por tempos prolongados.
  • LED: A tela de LED é idêntica a LCD, porém a grande diferença está na iluminação dos pontos de cor gerados pelo cristal. Essa iluminação, antes feita por uma lâmpada fluorescente passou a ser feita por LED’s (Diodos emissores de luz) que dependendo do método construtivo, são do tamanho exato do ponto de imagem gerado. Isto fazer com que, primeiro haja uma iluminação uniforme do ponto da imagem, depois tenha uma combinação de LED e LCD para aumentar a variância de cores, e em espaço reduzido. Vantagens: Baixo consumo de energia, dimensões reduzidas, altíssimas taxas de contraste e precisão de cores. Desvantagens: preço extremamente elevado.

E então, pronto para comprar uma TV nova e curtir a TV Digital?

Haja bombril

Quando formos instalar a TV Digital em casa, a primeira coisa que temos que olhar é para cima. Não para o céu e sim para a antena. A correta instalação da antena é determinante para o sucesso ou não da recepção digital em casa.

Isto porque a recepção digital é como um sistema de informação. Quem trabalha com informática sabe do que estou falando. E sabemos de que em sistemas desse tipo, o resultado depende muito do que entra, no nosso caso, da qualidade e potência do sinal recebido. Assim, como se diz entre os programadores, onde “entra lixo, sai lixo”. Na TV analógica é assim: quando o sinal é deficiente, aparecem ruídos, chiados e sombras, interferências que comprometem sua qualidade. Já na TV digital, vemos que pequenas deficiências não atrapalham, mas quando o sinal é muito fraco, simplesmente o sistema do receptor não consegue ler e assim, a imagem simplesmente não aparece. O meio-termo seria a imagem cortada, com interrupções na transmissão, às vezes frequentes. É oito ou oitenta. Imagine no momento capital da novela ou do jogo de futebol, a imagem simplesmente sumir: seria uma tremenda frustração. Para evitar um inconveniente, é muito melhor prevenir, instalando decentemente a antena, do que remediar com quilos de bombril ou ficar girando a antena e gritando “já pegou?
Taí algumas dicas para instalar bem a antena:

  • Use antenas UHF: todos os canais digitais são UHF. Para os leigos em TV, UHF é uma das faixas de frequência onde as emissoras transmitem TV, cuja outra é a VHF. Os canais de 2 ao 13 estão na faixa de frequência de VHF, e do 14 ao 69 no UHF. O que acontece para a Globo estar ainda no canal 5 na TV digital é um recurso chamado de canal virtual. Pois a alocação do número do canal na TV analógica é física e relativa a frequência do sinal da portadora. Direrente do rádio, onde a sintonia é feita por frequência única, na TV o sinal de vídeo e de áudio são transmitidos em frequências diferentes, e utiliza uma largura de banda maior, ou seja uma frequência mais alta, de centenas de megahertz, e com intervalos entre um canal e outro de 6 MHz e quebradinhos, tipo 479,143 MHz. Voltando ao canal virtual, o número do canal passou a ser uma identificação do canal e não da frequência em que a emissora estiver transmitindo. O canal real da Rede Globo em São Paulo no digital é o 19 UHF, mesmo tendo o canal 5.1 mantido no contrôle-remoto. Note bem que surgiu o .1 no número do canal e é importante, pois permite o espectador assistir qual programa/ versão do canal de sua escolha. Daí a escolha por antenas UHF, que aliás, possuem uma vantagem sobre as VHF: o tamanho das antenas é muito menor. Quanta diferença para os tempos em que só dava para ver Roque Santeiro com as enormes antenas espinha de peixe, torcendo para não chover nem bater ventania.
  • Antena externa ou interna, amplificada ou não? (Baita questão): a qualidade da recepção onde você mora é fator determinante para definir que tipo de antena usar. Para locais altos ou em prédios com andares mais elevados, onde a recepção é boa, uma antena interna sem amplificação já resolve, desde que posicionada em local alto e próximo a uma saída de luz e ar como uma janela. Para locais com recepção razoável ou onde não é possível instalar antena externa, uma antena interna amplificada resolve. Em casas térreas, com paredes grossas, ou prédios antigos que permitem a instalação de antenas externas, uma destas pode ser usada. Mas em condomínios, o ideal seria a instalação de uma única antena, cujo uso seria compartilhado pelos condôminos. Agora, se você tem o azar de morar em uma região acidentada e em baixo nível, onde nem mesmo a Rede Globo e a Band pegam direito (são as emissoras de TV com melhor sinal que conheço na grande SP) , o negócio é instalar uma antena de boa qualidade e amplificada, para o sinal da TV não engasgar.
  • Para o alto e avante: a posição da antena deve ser a melhor possível. Sempre em local alto, livre de obstáculos, e o mais próximo possível de uma janela. Não tem problema colocar a antena na varanda, até existem modelos de antena que podem ser usadas tanto em ambiente interno quanto externo. A mesma regra vale para instalação externa, mas procure fixar a antena muito bem e em um local mais centralizado no telhado, para amortecer possíveis rajadas de vento que podem derrubá-lo.
  • Tudo por um fio: tão importante quanto a escolha da antena, a fiação correta ajuda a garantir a qualidade de cinema e a recepção de o máximo de canais possíveis. Nada de emendas ou gambiarras ao cabear uma antena externa. É direto da fonte ao consumidor. Também nada de disperdícios: para mais de uma TV, uma única antena externa, sendo esta tendo o sinal compartilhado com divisores de sinal, e sem ser em cascata. Há divisores de dois, três e até quatro saídas, mas nestes casos recomenda-se amplificar o sinal. Já para antenas internas, não dá para dividir: uma antena para cada aparelho. Na prática, é mais fácil e barato uma antena externa para todo mundo do que uma interna para cada aparelho. Quanto aos conectores, é importantíssimo usar conectores de boa qualidade e montá-los corretamente. O conector deve do tipo rosqueado para ter um contato melhor e mais preciso. Pois conectores de encaixe usados em antenas internas tendem a dilatar e deixar mal-contato.
  • Cuidados com a antena externa e segurança: evite instalar a antena externa próxima a fios de eletricidade ou sem aterramento, pois o risco de descargas elétricas é grande e pode danificar a TV. Em edifícios, não devemos instalar sem supervisão técnica para não comprometer a segurança do prédio contra raios. Também evite instalar antenas externas sem conhecimento, faça uma busca na internet antes e use equipamento de proteção. Não mexa na antena com o aparelho ligado. Em caso de tempestade de raios, desligue a TV e desconecte o fio da antena externa.
  • Cuidados com a antena interna: evite ficar mexendo no conector para não dilatá-lo. Limpe a antena com sabão neutro e pano úmido nas partes plásticas para não acumular poeira. Posicione a antena onde as pessoas não precisam tocar ou não podem derrubar. Hoje há antenas que podem ser penduradas na parede. Evite modelos com muitas arestas para facilitar a limpeza. Se a antena for VHF/ UHF e for usar somente o sinal digital, recolha as varetas da antena telescópica, pois não serão necessárias.