O beco sem-saída

Há momentos na vida em que nos vemos em um beco sem-saída. Mas por incrível que possa parecer, ainda há alternativas.

A primeira alternativa é tentar pular o muro e escapar, mesmo não sabendo o que o outro lado o reserva.

Outra alternativa seria ficar e se entregar ao inimigo que o cerca. Isto sempre acontece quando o cansaço te vence e desiste de enfrentar o ímpio.

A outra alternativa é enfrentar o inimigo, não importa o quanto este seja forte ou preparado, ou o quanto possa ser vencido ou aniquilado por este.

Seja por coragem ou desespero, seja por medo ou covardia, alguma atitude tomamos, e vencer ou ser vencido acaba se tornando um mero detalhe.

Pois é a atitude que nos diferencia uns dos outros, é esta que separa vencedores e vencidos.

Atitude. É o que nos resta fazer.

Ônibus em Diadema: situação preocupante

No último 19/03, foi exibida reportagem no noticiário SPTV Primeira Edição da Rede Globo sobre o ônibus 279 que está em condições precárias: bancos quebrados, quebras constantes e intervalos longos entre um ônibus e outro, sobretudo a noite.

Como utilizo essa linha todos os dias posso falar com um pouco mais de autoridade. O descaso nestes ônibus vem de longa data e esta linha é a última a ter os veículos trocados pela Mobibrasil, empresa do grupo Metropolitana de Transporte, que recentemente fez aquisições de empresas de ônibus na região do ABC Paulista. Note no vídeo (veja abaixo), que ainda os ônibus circulando estavam com a marca da empresa antiga, a Imigrantes.

A situação do transporte de ônibus na região do ABC preocupa. Ainda há uma grande quantidade de ônibus que não estão em condições de circular, estando velhos, em péssimas condições de higiene e conservação. Outra questão séria é quanto a superlotação e os intervalos entre um ônibus e outro. Parece não haver um escalonamento em função da demanda de passageiros. Todos os dias os moradores do bairro Campanário em Diadema, por exemplo, enfrentam problemas para ir para o trabalho ou estudo, pela manhã, ou para voltar para casa à noite.

Ontem, no Terminal Metropolitano de Diadema, o primeiro ônibus da Linha 279 com a marca Mobibrasil circulou (foto abaixo), mas algo me chamou a atenção: a placa do ônibus é de São Lourenço da Mata, da Região Metropolitana de Recife, Pernambuco. Para quem não sabe, a Metropolitana Transportes atua nas regiões metropolitanas de São Paulo e Recife, mas é muita estranheza um ônibus atuar em uma região e gerar receitas tributárias (IPVA e Licenciamento) em outra. Isto também acontecia na época da Imigrantes, quando haviam muitos ônibus circulando na região com placas do estado do Rio de Janeiro. Pode parecer regular juridicamente, porém é algo que precisa ser analisado.

Foto: André Arruda em 24/03/2012

Os ônibus municipais de Diadema também tinham os mesmos problemas, que foram amenizados com a substituição da frota no final do ano passado. Entretanto, a ameaça do fim da integração gratuíta pode trazer mais tormentos para os usuários de ônibus da cidade. Já foram instaladas grades e catracas no Terminal de Diadema para separar os ônibus do corredor metropolitano dos ônibus municipais e intermunicipais, porém a passagem está livre, por enquanto. Uma batalha judicial está prestes a acontecer entre prefeitura e EMTU, com vitória parcial dos munícipes. A alegação da EMTU é que a integração gratuíta está gerando prejuízo. Mas a razão é evidente: os ônibus municipais custam R$ 2,90 enquanto os ônibus do corredor custam R$ 3,10 e os intermunicipais, R$ 2,95.

Como a EMTU pode cobrar pela integração se não garante nem fiscaliza adequadamente as linhas de ônibus que administra?

Prisão imaginária

Me irrito, não me conformo. Quantas as vezes isso me ocorre e busco mostrar essa indignação em minhas palavras aqui e em minhas conversas com outras pessoas. Me disseram: você é louco, não devia se preocupar com os problemas do mundo, pois este mundo é cruel, é assim mesmo e não vai mudar. Você precisa se conformar com isso. Mas não me conformo.
Não aguento ser diuturnamente açoitado por uma verdade que me atormenta, e aos poucos, me enlouquece. E me punge ainda mais por ver que a minha resistência contra essa passividade que me cerca parece ser esforço inútil. O jeito é continuar lutando. Contra os que querem continuar vendo a injustiça desfilando livre por nossa realidade, contra os que querem a mudança pelo caos para fazer o mesmo que opressores fazem, usando o poder em causa própria, e aqueles oportunistas servos e aliados de um sistema nefasto, que parasitam os incautos e humildes.
Talvez precise de ajuda. Estou numa paranoia que considera tudo tão nebuloso, que vejo-me afastado da realidade, em rota de colisão com a loucura. Eu não me encaixo, não sirvo, não sou aceito, talvez seja merecedor do isolamento, da tristeza, do lamento e da melancolia de ser diferente, o maior de todos os castigos.
Depois de toda a lamúria, se perguntar se considero um castigo ser um brasileiro vivo em 2012, digo que isto é uma dádiva. Pois estar nesta condição me anima a acordar todos os dias e dizer, a plenos pulmões: “VAMOS À LUTA!”

Mensagem de ano-novo

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Melhor falar do que escrever.

Perdi uma aula de futebol

Caros amigos,

Infelizmente não pude conferir uma aula de futebol. Resolvi aproveitar uma convidativa noite quente de sábado para me divertir e, cansado, não pude ver a final do Mundial de Clubes entre Santos e Barcelona, onde o clube catalão aplicou uma impiedosa goleada de 4 a 0 no clube santista.

Gostaria que o Santos tivesse ganho, mas o Barcelona é uma equipe de outro mundo, está em outro patamar. Isso serve de lição a muitos cartolas brasileiros que acham que montar um timaço é lotar um elenco de craques. É muito mais que isso. É preparar, focar no objetivo, traçar um esquema tático ideal e se esforçar ao máximo diuturnamente. Veja: vocês viram algum escândalo envolvendo algum jogador do Barcelona? Parece haver uma disciplina muito grande por lá, pois certamente acreditam que, para dar espetáculo, é preciso entrega total ao ofício, tirando aquilo que atrapalha. Que tal alguns jogadores começarem a pensar nisso? Que aparecer fora dos gramados mais do que dentro deles é prejudicial a eles mesmos? Que baladas, orgias e festanças caras não ganham títulos? Hora de pensar em se aparecer menos e jogar mais e para o time em que está jogando.

Vejam o melhor jogador desse time: Leonel Messi, autor de dois golaços hoje. Enquanto Neymar dava entrevistas a todos, Messi ficou recluso, concentrado, encarando aquele jogo como o jogo da vida. Neymar é jovem e ainda vai por o Messi no bolso, mas agora é preciso tê-lo como exemplo. Aliás, 90% dos jogadores brasileiros precisam buscar ter esse mesmo comportamento nos momentos decisivos que ele, que será novamente o melhor jogador do mundo.

O futebol brasileiro passa por um momento ruim, isto é fato. Já escrevi isso aqui antes e torno a repetir. Enquanto esses malandros da bola (empresários, cartolas, marqueteiros, Marias-chuteiras) continuarem parasitando nosso futebol, ele continuará tendendo à decadência. Hora de acordar, pois o futebol já não é mais aquele de 40, 50 anos atrás, e ainda tem gente que se ilude com isso.

Há um conceito especulativo que diz que o histórico não traduz tendência, ou seja, que o passado não revela o futuro. Assim, não podemos nos agarrar a tradições para determinar o futebol brasileiro como o melhor do mundo. Se assim o fosse, o campeonato brasileiro teria o mesmo destaque na mídia esportiva internacional que os campeonatos italiano, espanhol e inglês. Não o tem por incompetência, por falta de credibilidade, por viradas de mesa, por falcatruas. Enquanto isso, centenas de jogadores deixam o país para garimpar dinheiro com a bola nos pés.

Hora de aprender o futebol do Barcelona, não apenas nos gramados, mas fora deles. Quem sabe um dia não teremos um timaço igual ao de Messi disputando um brasileirão para o mundo inteiro ver?

Videolog de 11 de dezembro de 2011

Resolvi postar um vídeo sobre o facebook, popularidade e tals e também resolvi opinar sobre o plebiscito do Pará.

Uma verdade inconveniente

Wikileaks_x_Facebook

Julian AssangeEu dou informações nas corporações para você de graça, e sou o vilão.
Mark ZuckembergEu dou suas informações privadas para as corporações por dinheiro. E sou o homem do ano.

Kazzttor – 25 anos + 5

Há 25 anos, ou precisamente em 25 de outubro de 1981, em São Paulo, nascia André Arruda dos Santos Silva. Nestes 25 anos vivenciou mudanças profundas no meio onde vive. Só ao seu redor viu nascer (e morrer) seis moedas diferentes: Cruzeiro-Novo, Cruzado (1986), Cruzado-Novo (1989), Cruzeiro (1990), Cruzeiro-Real (1993) e Real (1994). E viu seu país governado por, também seis, presidentes diferentes: Figueiredo (1978-1985), Sarney (1985-1990), Collor (1990-1992), Itamar Franco (1993-1994), FHC (1995-2002) e Lula (2002- ). Sob seus olhos se viu desde revoluções históricas, como a queda do muro de Berlim, a Luta pelas diretas e o impeachment de Collor, até momentos vergonhosos como o massacre da praça da Paz celestial em Pequim (1988), os escândalos de corrupção (1994 com os anões do orçamento e 2005 com o mensalão e os sanguessugas), o massacre do Carandiru (1992), a violência na Favela Naval (1999), os massacres de Eldorado do Carajás, do Índio Gaudino, de Vigário Geral. Ouviu de Luiz Gonzaga a Falamansa. De Frenéticas a Global Deejays. De Legião a CPM 22. De Ndee Naldinho a Sabotage. Viu do êxtase do Penta, ao caos do PCC. Da tristeza causada pela morte de Senna, em contraste da alegria do Tetra, 2 meses depois (1994). Viu o golpe da Globo no debate de 89 a favor de Collor, e viu a mesma Globo ajudar a derrubar o mesmo Collor, dois anos depois. Viu o renascimento no nosso teatro e do nosso cinema e viu o país manifestar sua cultura, não só com o carnaval, mas através de outras manifestações culturais.
Pelo visto entre 1981 e 2006 muita coisa mudou. É muita história para contar. Espero que daqui a 25 anos eu possa estar aqui, rindo do que escrevi hoje. E comentando como foram os 25 anos seguintes.
Há vinte e cinco anos eu nasci. Um quarto de século! Quanto tempo…
(publicado em 25 de outubro de 2006 no Blog do Kazzttor)

De lá pra cá 5 anos se passaram e a vida pareceu decolar como em uma exponencial. Saí de uma zona de conforto e entrei em turbulência em 2008, e de lá para uma dupla glória em 2009. Conhecer e viver são características que cultivei desde sempre e parece que nestes últimos anos venho colhendo os frutos. “Procuramos independência, acreditamos na distância entre nós…” – esse trecho da música do Capital Inicial parece fazer parte de meu caráter. A eterna busca da liberdade e da justiça ainda incendeiam um coração jovem em um corpo que envelhece.

Mas parece que passei a vivenciar mais as coisas que defendia e passei da teoria à prática. As redes sociais fortaleceram minha interação com o mundo e mostraram a mim que é preciso deixar de ser espectador para agir em prol de virtudes. A arte ficou à parte, mas a atitude mudou. Menos sarcástico e mais crítico, mas mantendo o humor e o otimismo diante da vida.

Há quem diga que sou palhaço, disperso, moleque, mas astuto, íntegro, culto. O que importa é viver intensamente cada segundo, paradoxalmente como o primeiro e o último.

Observem o texto de agora e o de 5 anos atrás e vejam como as coisas mudaram. Escrevia bem para que os outros lessem. Agora escrevo para mostrar quem sou. Nada de terceira pessoa – agora é identidade, ponto de vista, eu no comando. Pois já está na hora de assumirmos o controle de nossas vidas. Deixar as coisas no piloto automático não compensa. Corre-se riscos para obter conquistas. Não há mérito sem esforço. E me esforço por isso.

Sei que escrevi há cinco anos um texto para registrar minha visão da história, mas não a minha história na visão. Como em uma imagem no espelho escrevo minha vida em reverso.

Sou fatecano, bancário, sindicalista, grevista e ativista. Atuo nas redes sociais, escrevo em blogs, twitter, facebook. Participei de atos contra a corrupção, homofobia. Solteiro, sem filhos, mas com um coração grande e amoroso. Ministro aulas de informática na Microcamp. Tentei por duas vezes terminar uma faculdade, antes da FATEC. Trabalhei por 7 anos na Fidelity, 6 meses no IBGE. Fiz teatro, fui premiado, já atuei em peça de cartaz. Cantei na igreja e gravei CD. Fiz na ETEC Getúlio Vargas o ensino médio e o curso técnico de eletrônica. Estudei o ensino fundamental no SESI desde a terceira série (que fiz duas vezes, apesar de não ter repetido de ano uma vez sequer). Fiz os três primeiros anos do ensino fundamental no EEPG Prof. Lívio Marcos Guercia. Sou corinthiano desde 1988. Sou diademense de morada desde 1986. Morei 5 anos no Ipiranga. Nasci em 25 de outubro de 1981, há exatos 30 anos.

Este sou eu, uma Metamorfose Ambulante desde que nasci.

Modelo Padro

Não dá mais pra ficar com modelo personalizado, se o UOL não provê um suporte adequado. Vai no padrão mesmo.

Protestos no Brasil: uso político?

No dia 12 de outubro ocorreram novas manifestações contra a corrupção no Brasil. As primeiras manifestações ocorreram em 7 de setembro e ocorrerão outras manifestações em 15 de outubro e 15 de novembro. As manifestações contam com pessoas de todas as idades, mas a maioria são de jovens, e segundo lideranças desses protestos, não possuem nenhum vínculo partidário. Esses eventos estão repercutindo fortemente na mídia.

Passeata na Paulista parte 1

 

Passeata na Paulista parte 2
 

Compareci a um desses eventos (confira os vídeos acima), e cheguei atrasado, assim como os manifestantes. A manifestação foi pequena, mas foi aparentemente mais inocente do que a marcha que ocorreu no mesmo local duas horas antes. É interessante ver o semblante do público. Haviam pessoas de todas as idades, mas sobretudo jovens. O grande problema, que há em toda ação em que jovens participam, é que está mais a atitude mais passional do que racional. E isto é um terreno fértil para alguns grupos políticos influenciarem esses jovens, cooptando-os para suas correntes partidárias.

Observei que haviam nestes protestos, muitas pessoas da classe média: profissionais liberais, universitários, pequenos e médios empresários, fazendo buzinaços em carros novos, ou seja, possuíam um poder aquisitivo relativamente bom. Isso não significa que estão satisfeitos com suas condições de vida, pois o custo-Brasil é muito alto, o que não os impedem e até justificam o seu protesto. Mas quando se fala de política, não existe inocência, pelo menos quando observamos as intenções políticas por trás de atos contra a corrupção.

Suspeita-se que grupos de centro-direita e direita se infiltraram nessas manifestações. A estratégia é simples: usar os protestos para desestabilizar o governo de centro-esquerda, no poder há quase nove anos. O mote de combate à corrupção seria destinado somente aos que estão no poder, o que é um ato falho, parcial e alienado. Sabemos que a bandalheira corrupta começa nas linhas partidárias, dentro dos gabinetes dos partidos, onde são escolhidos, às vezes de forma subornada, as candidaturas. Para ser candidato em uma eleição no Brasil é preciso ou ter dinheiro, ou pertencer a um grupo influente, ou ser um apadrinhado ou parente de político. A reforma política, que tanto se fala e se discute, não aborda a transparência no processo de escolha dos candidatos, tampouco consagra o voto como um direito de expressão política retirando a sua obrigatoriedade. Essas falhas, aliadas a um sistema eleitoral que você vota em um candidato e elege outro, aliados às propostas intoleráveis de financiamento público de campanha e lista fechada de candidatos para a reforma política, nos impelem a uma sensação permanente de insatisfação indignada, porém tolhida pelo individualismo, alienação e conformismo. O movimento pela ética na política é importante, mas deve ser bem encaminhado para que se torne legítimo. E a legitimidade passa pela imparcialidade e justiça no trato das ações. Percebi que a esquerda duramente criticou e se ausentou desses movimentos, mas deve fazer justamente o contrário. A participação das militâncias de ambos os lados equilibra o jogo político, diluindo os pontos de conflito e fortalecendo os pontos de consenso.

Ainda é possível que essas manifestações sejam feitas sem o apoio de nenhum partido, desde que os participantes não sejam coniventes com o uso indevido do movimento por nenhuma corrente política, denunciando essas práticas. Não se viu por parte de manifestantes nenhuma menção partidária, mas deve-se observar o discurso e o tom, para atacar somente o mal de nossa sociedade, a corrupção. Também deve ter um senso crítico às próprias críticas ao movimento. Algumas agremiações políticas de esquerda rechaçaram as manifestações pois rejeitaram seu apoio com a vinculação do movimento à sua imagem. Existem alguns partidos de esquerda que utilizam manifestações unicamente para fazer propaganda de suas ideologias políticas, o que é também, um tipo de alienação.

Sei que dentre muitos cordeiros há algumas raposas, mas cuidemos de proteger nossas ovelhas inocentes. Participei das manifestações, conversando com muitas pessoas, discursando sem me identificar politicamente, e acima de tudo, contrapondo a aqueles que fazem uso político das manifestações. Pois em certas situações devemos combater fogo com fogo.

Marcha contra a corrupção em 07/09/2011 em SP

01 de junho de 2011: Dia de greve

A região da Grande São Paulo acordou em clima grevista: Sabesp, motoristas de ônibus intermunicipais, funcionários da CPTM, além de outras categorias já paralisadas como a dos funcionários do Centro Paula Souza, mostram o grau de insatisfação dos trabalhadores frente a intransigência de seus patrões. O direito de greve é legitimo, pois é o recurso extremo da classe trabalhadora quando seus direitos são ameaçados e até mesmo usurpados de seus gestores.

Por ser um recurso extremo, a greve deve ser encarada com responsabilidade e importância, de modo que uma postura séria por parte dos grevistas legitima sua posição de insatisfação e torna o movimento simpático a todos os trabalhadores e a população em geral.

Infelizmente há ainda uma guerra de informações, de forma deturpada por termos uma mídia elitista que costuma ouvir mais as vozes patronais do que as vozes sindicais nestes momentos. E assim, somente acreditam que os trabalhadores clamam por melhorias financeiras nas negociações, o que é uma grande inverdade, pois desconhecemos suas rotinas de trabalho, e a pressão a qual são subjugados.

Ainda existe um preconceito quanto ao direito de greve pois acreditava-se que se fazia uso político da manifestação grevista, por conta de a maioria dos dirigentes sindicais ter orientações socialistas, marxistas ou comunistas. Trata-se de um tolo preconceito achar que uma greve não passa de um episódio de batalha de uma luta de classes, quando na verdade trata-se de um recurso para pressionar administradores e gestores a ter uma postura mais empática às reivindicações de seus trabalhadores. Claro que existem alguns dirigentes sindicais radicais que ainda sustentam a tese das lutas de classes para embasar suas manifestações, mas a prioridade deve ser sempre de atender aos anseios da classe trabalhadora.

Em nosso país, infelizmente, ainda existem dirigentes de empresas que almejam o lucro a qualquer custo, mesmo se este custo seja pago com péssimas condições de trabalho e desvalorização da mão de obra. É importante salientar que o quadro funcional é o melhor e mais importante ativo de uma organização, e que não pode ser tratado como se fosse um objeto ou uma peça de maquinário. O funcionário é o ator do processo produtivo, e é por ele e graças a ele que uma organização tem resultados. E nada mais justo do que valorizar seu trabalho atendendo às suas expectativas de recompensa pelo esforço dispensado em prol da organização.

Oferecer ao trabalhador condições de trabalho justas e humanas, remuneração digna para suprir suas necessidades e oferecer condições para que este tenha satisfação no trabalho é dever de todas as organizações que almejam ser bem-sucedidas e respeitam a sociedade em que se encontram. Isto é Responsabilidade Socioambiental de fato.

Deixe estar

É impossível viver uma vida monocromática. Passagens repetitivas ou sem perspectivas de grandes reviravoltas tornam a vida assim, monotônica. Por mais que seja dura ou triste, ou alegre e intensa, vemos tudo o que passam por nossas memórias emotivas, seja de forma atuante ou testemunhal, sobre nossa própria métrica pessoal. Nosso caráter é o nosso parâmetro, nossa régua para medir a realidade que nos cerca. E por mais conhecimento que se possa ter na vida, essa métrica é única, pois as impressões que temos sobre nossas experiências também são únicas.

Viver sozinho ou acompanhado, pode ser irrelevante em um dado momento, mas não deve ser posto como regra. Ninguém é uma ilha e o isolamento é uma terrível armadilha que nos leva a loucura. Temos a volta pessoas, que interagem de formas diferentes, mas sempre com o intuito de efetuar trocas que lhe satisfaçam de alguma forma. Tudo isto forma um equilíbrio dinâmico, pois se adapta às instabilidades de um dado espaço-tempo e sob uma dada circunstância.

Se por um lado ninguém pode ser considerada uma ilha, por outro as pessoas acabam se tornando também reféns de uma vida social. Muitas delas se abdicam de suas próprias opiniões para atender aos anseios de um grupo, para que este indivíduo se identifique e passe a ser parte dele. Porém vê-se claramente que as pessoas dão uma importância muito grande à opinião alheia, fazendo com que esta suplante a opinião própria. Isto é um erro, se a opinião própria é totalmente desprezada em um julgamento pessoal de atos e comportamentos. Do contrário, uma pessoa que se atenta somente a seus conceitos se torta alienada e marginal. Deve-se portanto, estabelecer um equilíbrio de forças entre opinião própria e a influência da opinião alheia nas próprias decisões.

Evidente que surgirão conflitos, mas s prioridade deve ser a sua opinião e seu gosto pessoal, pois sua identidade de caráter deve ser preservada. Se não concordarem contigo, deixe estar. E siga em frente.

O mérito dos grandes é reconhecer suas fraquezas e também seus superiores pares. Não há razão para tristeza com a derrota, pois tudo o que há de torto existe para ser endireitado. O futebol me inspira muito, e nesta final de paulistão, é muito inspirador reconhecer que a derrota veio por eles serem melhores que nós. Tivemos foco, falhamos, é verdade, mas chegamos e valorizamos a glória santista, que é digna de aplausos, pois está em um esforço heróico de ser o único guerreiro vivo na Taça Libertadores.

Ao ouvir a entrevista de Muricy, técnico vencedor, vimos claramente que o futebol é sim uma ciência exata, e requerem os parâmetros corretos, as circunstâncias dadas favoráveis para distinguir vencedores de vencidos. O fracasso corinthiano na Taça Libertadores e sua derrota no Paulista, o que é um mérito, pois demonstra uma recuperação psicológica extrema de uma derrota traumática contra o Tolima, aliada a derrotas de grandes clubes brasileiros na Copa do Brasil e Libertadores, mostram que é preciso tomar alguma atitude, pois vemos o futebol brasileiro em franco declínio.

Se a gerência de nosso esporte nacional continuar intransigente, capitalista selvagem e estúpida, amargaremos um grande vexame na Copa do Mundo de 2014, não apenas fora das quatro linhas, onde vemos uma grande desorganização na condução das obras para a Copa, como dentro de campo, com um futebol dependente de alguns craques (como vimos em 2006 e 2010 em que a seleção brasileira fracassou), frente a um abismo de jogadores mal-amadurecidos que são vendidos a clubes europeus a preço de banana.

O povo brasileiro já não anseia mais ser exportador de bens primários no futebol, assim como é na economia. Os clubes de futebol têm um potencial midiático enorme, mas somente enxergam nos direitos de televisão e patrocínios os quais pedem esmola, como fontes de renda para os clubes, fora a falha condução administrativa, com estatutos pouco democráticos, leis pouco severas, permitindo corrupção e lavagem de dinheiro.

Você, torcedor brasileiro, também é culpado. Enquanto se conformar em sua zona de conforto e deixar de ser hipócrita rindo da derrota alheia e em vez de ficar protestando contra as falhas de seu time de coração, nunca veremos europeus, americanos, japoneses e africanos ostentarem com orgulho o manto sagrado de seus clubes em seus países de origem. Enquanto ficar ligado na TV, vendo seus amigos sacrificando seu sono para acompanharem no estádio o seu clube do coração, vai ficar tudo do jeito que está, pois os seus gritos não chegam aos atletas em campo. Enquanto você pensar em dar um murro na cara de um amigo seu por causa de futebol, você não será digno de ser um torcedor de seu clube. Não podemos carregar o ódio e sim a vontade de vencer, competindo, pois esta nunca se transforma em ódio e sim em amizade e companheirismo.

Sejamos francos, é hora de reinventarmos o futebol brasileiro.

A dor de saber que é uma simples peça (com defeito)

Fiquei sabendo que sou uma peça de uma engrenagem selvagem e cruel. E estou gasta, defeituosa, não sirvo mais para os propósitos de um sistema que insiste em ser mecânico, triturador de almas, esmagador de corações. Vejo incrédulo todas as minhas verdades sendo rasgadas e jogadas ao vento, sob o retumbante sorriso de satisfação de quem me faz escárnio. Talvez se fosse Cristo, sentindo os golpes dos pregos prendendo pés e mãos contra a cruz, não sentiria a mais amarga das dores, o mais pungente dos suplícios. Pois a dor que sinto não mata o corpo, e sim, a alma. Sou um corpo desalmado encaixado em um sistema mecânico e feroz, destrutivo, maquiavélico.

Não se importam com minhas necessidades, sentimentos, defeitos. Me encaixotam em uma função e me dizem o que fazer, e tudo o que digo é indiferente para eles, são surdos para minhas opiniões. Há algum tempo vi a engrenagem e hoje me vejo dentro dela, castigado por ser uma peça imperfeita. Dói demais ver outras peças se desgastando, se corroendo até caírem e ser trocadas por peças novas, como se as primeiras fossem descartáveis. Mas as peças velhas que são mais tortas que as próprias engrenagens continuam na máquina, ordenando as peças novas a executar sob desgaste as funções que são incapazes de desempenhar. Temos que nos adaptar a rotinas que destroem nossas personalidades reduzindo-nos a clones de humanoides, sem expressão, sem opinião, sem pensamento. E ao ver isto me desespero, com um sorriso de pânico, clamando a todos as peças a se voltar contra as velhas e defeituosas peças que os oprimem, para que se reordenem e passem a funcionar harmoniosamente como um coração apaixonado. E enfim, estas peças voltariam a se tornar pessoas, e minha missão se faz cumprir: tornar o mundo mais humano e mais justo, com amor, lealdade, respeito, verdade e sentimento.

Ao perceber que meu sonho era impossível, chorei em silêncio, com a resignação dos bravos, mas com o lamento dos derrotados. Busquei um refúgio para o meu pranto, pois uma fortaleza não pode tombar diante da batalha, e mesmo vencida e tomada pelos ímpios, precisa ficar de pé, como monumento de uma outrora grandeza.

E da dor do momento, dos sonhos de outrora e da incerteza do futuro, fico com vontade de tornar o impossível, possível; de armar-me de ideias, munir-se de certezas e defender com palavras meus ideais, para que mostrem a que vim: mostrar que mentes precisam pensar, corpos precisam agir, corações precisam pulsar apaixonadas por uma vida que valha a pena.

E um dia, eu possa lembrar de hoje e dizer: as lágrimas de meu rosto tombaram uma alma antiga, mas surgiu uma outra nova e audaciosa, que fez cada gota de pranto ter valido a dor de outrora, mostrando como a vida é valiosa.

Logoff

Hoje começa uma vida deslogada de redes sociais e de mensageiros instantâneos. A frugalidade e a insipiência destas ferramentas me inclinaram a tomar essa decisão. Vivi muito tempo imerso neste universo paralelo e percebi que o mundo virtual é muito mais superficial e perverso que a realidade que vemos em nossas vidas.

Pelo ambiente livre o qual a internet se insere, há pessoas que desejam viver o que não são. Isto cria um ambiente ilusório de alienação ao qual pelo aspecto viciante, nos arrasta para um estágio de paranóia e afastamento da realidade. Esta realidade pode causar demência social e nos induz a erros e ao isolamento social. Ter amigos virtuais sem um vínculo real é perigoso, pois não sabemos quem estamos nos relacionando. O mascaramento da real personalidade por meio de personagens ou avatares nos expõe ao risco de ter nossas vidas expostas a pessoas mal-intencionadas. Por outro lado, o caráter livre e anárquico da internet nos induz a ter uma atitude também livre, mas revelando intimidades por considerarmos a internet uma espécie de “oráculo”, que aparenta preencher nossas lacunas e satisfazer nossas necessidades, gerando assim, uma relação íntima.

O papel da internet hoje é, apesar dos inconvenientes, importante. Trata-se de uma nova mídia com peculiaridades bem dinâmicas, o qual requer conhecimento e discernimento para que não se transforme numa ferramenta de alienação. Assim, o uso adequado da internet e das redes sociais são necessárias para que haja um grau de conscientização das pessoas sobre seu uso.

As redes sociais permitiram que grupos com interesses comuns pudessem se reunir e se organizar. Movimentos de ajuda humanitária, de defesa de interesses de minorias, de lutas contra discriminação, e até movimentos de apoio a causas polêmicas como a legalização da Maconha e a favor do aborto ganharam espaço com a internet. Entretanto, abriu-se espaço também para grupos que defendem o preconceito, o moralismo, a incitação ao sexo, à violência e ao consumo de entorpecentes, e até mesmo grupos racistas e neonazistas, gerando conflitos freqüentes e também um questionamento se não seria necessário um controle sobre o conteúdo divulgado na internet.

Sabemos que tudo o que há na internet em conteúdo são criações de pessoas, de correntes de pensamento humano distintos. E são essas correntes que tornam a sociedade humana algo tão complexa, plural, paradoxal, e tudo isto nos opõe razão e emoção, ideologias primitivas e contemporâneas, impulso e calculismo, que são todas as características próprias do ser humano. Mas o nível de embate que a internet proporciona nos coloca a um estado de atrito constante e cada vez mais intenso, de modo que conflitos acabam por eclodir mais rapidamente.

Dada a esta complexidade, foi importante eu promover um hiato a este universo. Eu preciso entender novamente o mundo real ao qual estava perdendo contato devido às rotinas habituais e ao universo paralelo que a internet me propiciou. É preciso digerir novamente as informações que recebo, e também, realizar uma releitura de uma nova realidade, que está cada vez menos conceitual e mais dinâmica. Não podemos perder nossa personalidade e nossa essência, é preciso um tempo para que essa personalidade se consolide e deixe de ser suprimida por ideais tão conflitantes e consonantes.

A Resposta

Fui questionado sobre a derrota do Corinthians para o São Paulo, hoje. Eis a resposta:

Não me preocupo com isso. Sabe por quê? Porque o Corinthians, quer queira quer não, existe. Se não fosse o Corinthians, a paixão avassaladora que existe nos estádios não existiria. Se não fosse o Corinthians, suas derrotas não seriam mais amargas, nem suas vitórias mais doces. Vocês vivem, mesmo que involuntariamente, em função do Corinthians. Se comparam com o Corinthians, sentem prazer em ser melhores do que o Corinthians. Pois o Corinthians é um parâmetro de comparação. Tudo se compara, até os fracassos. Por mais que vocês não concordem, admitam: vocês amam mais os seus clubes por odiar o Corinthians.

E assim, se cumpre um verso do hino corinthiano, o último: “És do Brasil, o clube mais brasileiro” E não é que o amor de sua torcida e o ódio dos rivais tornaram o futebol, uma paixão brasileira? Isto é digno de orgulho. Orgulho que vocês nunca sentiram e nem sentirão, pois sua paixão vem do ódio, não do amor.

Este final de semana foi marcado pela visita de Barack Obama ao Brasil onde ele, sua família e comitiva foram recebidos pela presidente Dilma Rouseff. O encontro permitirá uma aproximação entre os dois países, onde existiram alguns atritos durante o governo Lula.

Nota-se uma mudança do discurso brasileiro. Um discurso mais conciliador do que impositivo. Isto, pois a postura de Lula na política internacional, de contraponto, de crítica, fez com que houvesse uma abertura do mundo ao Brasil, sem contar os avanços que o país produziu nos últimos 16 anos, e assim, desponta como um país de futuro, o qual muitas potências mundiais querem se aproximar.

A postura inicial de Dilma parece convencer os grandes líderes, inclusive Obama, de que a postura de crescimento brasileira não é expansionista e sim conciliadora e que grandes acordos de livre comércio começar a eclodir. Também pode ser possível que a Rodada de Doha possa voltar, mas é cedo para afirmar. Tudo indica que o Brasil parece dar as cartas.

Obama tenta conter uma crise em seu país, ainda afetado pela quebradeira dos bancos. As crises que ocorreram nos Bancos Nacional, Econômico, Bamerindus e Banco Santos, tornaram as regras de gestão bancária mais rígidas no Brasil e isto fez com que o país passasse incólume pela crise. Também favoreceu o fato que que boa parte dos recursos dos bancos e empresas são captados aqui no Brasil e haver um grau de investimento e capital especulativo baixos, o que reduziu possibilidades de ações podres desembarcarem aqui. Acrescente a menina dos olhos do Brasil. As descobertas do pré-sal, juntamente com o etanol e hidrelétricas, tornam o país na maior matriz energética do mundo, e isto faz com que se torne atraente a diversas partes do mundo, pois pode ser a energia motriz que o mundo tanto precisava para sair de vez da crise.

E o ato de Obama em vir ao Brasil, mesmo que criticado pela própria imprensa americana, poderá se tornar um ato heroico. Pois tendo um parceiro de peso em seu próprio continente, os EUA poderão se opor à China, que possui práticas econômicas que tornam o mundo cada vez mais dependente de seu desempenho.

Tratam-se de novas formas de poder, que podem se tornar poderes convergentes. Uma nova ordem global começa a emergir e para que isto ocorra, é preciso união de forças, mas que estas forças não visem obter vantagem umas sobre as outras de forma competitiva e sim de uma forma conciliatória, em um relacionamento mutualista e evolutivo.

Por outro lado, vemos que poderes totalitários estão em crise. Muammar Kadaffi parece chegar ao fim de seu poder. Um poder que o isolou totalmente, pois considerava que o poder econômico suplantaria outras formas de poder, mas é um ledo engano. O mundo mudou e ficou evidente que o poder em detrimento do sofrimento alheio é de uma covardia comparável ao holocausto.

Assim, o mundo ensaia uma mudança de postura e pensamento e enfim, começa um novo tempo.

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Uma nova ordem

O mundo vive uma nova ordem política e ideológica. O que ocorre no Oriente Médio é um reflexo do efeito nefasto da concentração de poder. Governos absolutistas vem caindo um a um graças à mobilização popular e o uso de redes sociais e internet. Uma nova ordem se consolida e uma revolução silenciosa ensaia surgir no mundo.

Mesmo com os desejos e anseios individuais, ainda se sobrepõe a vontade coletiva. As redes sociais possibilitaram que pessoas com interesses comuns pudessem se reunir e se organizar, não importa onde estejam. E quando uma coletividade se organiza, esta cresce e se consolida, tornando forte e atuante na defesa de seus interesses.

Exemplos não faltam aqui e no Exterior. Mas o papel que as redes sociais exercem sobre movimentos coletivos os amplificam e os abolem de limites.

Nasce uma nova ideia

Desde ontem, estive pensando em uma ideia de TCC, apesar de faltar ainda muito para chegar ao termino da minha facul. E me enveredei por uma ideia que comecei a desenvolver com a prática que adquiri com o ofício de professor de informática. Percebi que com um trabalho dinâmico e audiovisual, é possível passar mais conteúdo em menos tempo. Daí, ao assistir a uma aula na faculdade notei que a tecnologia pode nos ajudar no aprendizado. Esta ajuda entra em duas frentes: torna legal o que é chato e torna rápido o que é lento.

O grande problema que temos é o uso isolado de soluções de tecnologia nas problemáticas atuais. Não se trabalha, por exemplo em um conjunto sistemático e integrado de soluções que visam mitigar totalmente as questões. E este é o norte, a meta que irei perseguir neste estudo. Além de ser um estudo, é uma proposta ousada: desenvolver um projeto tecnológico de ensino que possa ser implantado rapidamente em todo território nacional, que não seja caro, que seja rápido e moderno, e que permita o desenvolvimento de um ensino de qualidade que atenda a características regionais e cognitivas individuais. Um projeto ousado. Talvez um legado para o país. Ou ainda uma grande bobagem. Mas o certo é que é uma ideia que irei investir e também dar inicio imediatamente.
Pena que ainda estou baqueado por causa da sinusite e das questões sindicais. Mas não há mérito sem esforço.

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