Slow Blogger, Eu?

Surgiu um conceito muito interessante que vou compartilhar com vocês: o Slow Blogging ou blogagem lenta ou até preguiçosa. Manter um blog é tarefa para quem tem tempo. Porém nos últimos tempos meu tempo foi tomado por muitas tarefas, e por isso, não pude manter este blog constantemente atualizado. Assim, acabei me tornando um blogueiro preguiçoso. Tanto é que em meu blog ainda há mensagens de 2008, o que denota uma preguiça maior ainda em manter a minha visão de mundo sincronizada com a realidade. Mas espero retomar em breve o ritmo e voltar a escrever cada vez mais coisas.

Há 6 Anos, Uma Imagem De Mundo…

Há 6 anos atrás, mais precisamente em 16 de março de 2004, surgia o Blog do Kazzttor em http://kazzttor.zip.net. Deste tempo pra cá, muita coisa mudou: mudei de profissão (duas vezes), mudei de padrão de vida, mas não mudou algo em mim que ainda está vivo: o senso crítico. Escrever um blog pessoal é simples fútil e vazio, pois muitas vezes ao falarmos de nós mesmos, acabamos por nos enveredar por futilidades que não interessam a ninguém, o que torna nosso discurso antipático, repetitivo e inútil.

Utilizar o veículo internet tem uma missão cativante e ao mesmo tempo colossal, que é o de levar a sua mensagem ao mundo através de bits e bytes. O problema é que a internet é uma massa tão densa e crítica, que levar sua mensagem pela blogosfera seria como jogar uma mensagem dentro de uma garrafa no meio do oceano. Como resolver isso? Há anos tento resolver isso escrevendo não o que faço e sim o que vejo. Não falo de minhas ações pessoais (apesar que hora ou outra divulgo minhas realizações aqui), e sim da minha visão de mundo. E isso é uma atitude diferente e consciente em prol do conteúdo na internet que está hoje tão gasto, impróprio, inútil ou inadequado.

Continuarei mandando minhas mensagens nas garrafas de meus posts no oceano da blogosfera…

Em Reforma

Novo modelo indo para o forno… Utilizando um modelo padrão.

Um novo tempo se inicia

Falar de novos tempos e de renovação são desafios que incorporamos de forma sazonal em nossas vidas. Sempre que ocorrem mudanças ou eventos que interferem diretamente em nossas vidas, precisamos parar e refletir, reciclando nossas opiniões e revisando nossos objetivos de vida. Por isso, dizer “Mais um tempo se inicia”, carrega em si uma carga maior de responsabilidade e de sentimento do que poderia supor.

Isto pois o tempo é algo relativo, na literatura vemos o tempo cronológico e o psicológico, ou o tempo real, racional, e o tempo, emocional, abstrato. E diante de toda essa simbologia temporal, nos vemos diante de deasfios e com eles, decisões.

Não podemos determinar simplesmente que o tempo que estava se acabou e cedeu lugar a outro, como se o primeiro tivesse sido eliminado pelo segundo. Nossa vivência e experiência, mesmo que carregados de trauma e de lembranças de esquecimento frustado, devem ser encarados como lições de vida, pois toda o fato é consequência de outro, que na maioria das vezes, são frutos de nossas decisões e escolhas.

Recomeçar uma vida, tem carater ficcional e portanto, pode ser impossível de se concretizar. Mas a mudança de rumos, de objetivos, deve ser encarado com naturalidade, pois o dinamismo que a vida se insere, permite e até estimula essa postura. Portanto, navegue a vida e busque seus objetivos, mesmo que pareça que “Um novo tempo se inicia” novamente.

Sem Titulo 28/1/2010-0:33

Em nossas vidas temos de conviver com dilemas. Se queremos ver a banda da vida passar, ou se queremos, ao menos, caminhar com ela. Ter uma atitude proativa ou defensiva é uma questão de conveniência. Depende de qual atitude for mais cômoda ou não, numa determinada situação de nossas vidas, é uma questão de estratégia.
Estratégia é uma leitura da situação em que vivemos, e frente a ela agimos, ora atacando, ora defendendo, como num jogo de xadrez. Mas a vitória será determinada pela leitura correta das ações executadas, ou seja, da situação, que configura-se em estratégia. É uma interpretação cíclica: a vitória é fruto de uma boa leitura da situação (estratégia), que por sua vez, permite-se chegar de forma eficaz e definitiva a seus objetivos (vitória).
Assim sendo, se por um lado uma atitude ativa faz com que se conspire um conjunto de possibilidades positivas, ao passo que os atores da ação as criam e as controlam de forma intencional ou não, por outro lado, os de atitude passiva, não os tem, e por isso, essas possibilidades são escassas, pois não são agentes de mudança, e sim, são impactados por elas. Com efeito, temos uma cultura de ação, com o proativismo, frente a uma cultura de passividade, quando temos o conformismo, o derrotismo, e a falsa sensação de impotência, diante de uma situação o qual não se dispôs a agir.
Ser agente ou espectador de uma situação depende da estratégia tomada, mas este comportamento não deve ser permanente, sobretudo se for um comportamento passivo à situação.

Era uma vez um coelho astuto e uma tartaruga corajosa. Ambos tramaram um desafio: quem completasse o percurso entre Morumbi e Diadema, no final da tarde, seria o vencedor.
E os dois competidores se foram: o coelho de carro e a tartaruga de ônibus. Apesar do trânsito, ambos seguiram com seus meios de transporte, e até que o coelho levava uma ceta vantagem, já que as paradas do coletivo eram constantes, e o ônibus rapidamente ficou lotado, a ponto de não haver espaço para ninguém, tornando a viagem da pobre tartaruga um transtorno, com lentidão e desconforto, ou seja, um martírio. Até que na Av. Cupecê, a pobre tartaruga perdeu a paciência e desceu da condução, decidida a completar o percurso a pé. Enquanto isso, o coelho estava preso no trânsito, mas poderia contar com o rádio e ar condicionado, o que faria com que sua viagem, apesar de extenuante, fosse mais tranquila.
Seguindo esta entoada, o coelho no carro, parado e a tartaruga,andando a pé e cansada, caminhava para passar o coelho, e por fim, a tartaruga, cansada, venceu o desafio, mas se sentiu tambem tão derrotada quanto o coelho, pois nesta história foram as autoridades que há 20 anos não concluíram o corredor que liga Diadema ao Morumbi e continuam dormindo.

Por Que Se Orgulhar De Nossos Defeitos?

Vivemos em uma sociedade em que muitas pessoas bradam com orgulho que são mal-educadas, ou que não gostam de ler, estudar ou trabalhar, ou ainda que são preconceituosos ou racistas. Qual a razão dessa inversão de papéis? Por qual motivo se valorizam os defeitos, em vez das virtudes?
Sob meu ver, a razão é cultural. Nossas ideologias são abstratas e se comparam equivocadamente com modelos históricos vividos por outros povos buscando uma identidade a qual nunca possuiu, sob estes moldes. E nestes, havia a figura do heroi, o personagem responsável por uma quebra de conjuntura, provendo a mudança de uma situação desfavorável para outra, oposta e bem-sucedida. Em nossa história, toda tentativa de ruptura foi violentamente reprimida, como nos casos de Tiradentes, Zumbi, Antônio Conselheiro, entre outros. Alia-se ao fato de outros personagens ter suas histórias distorcidas, valorizando seus feitos, sem mencionar seus danos, tais como Anhanguera, Dom Pedro I, Marechal Deodoro, Getúlio Vargas, Jucelino Kubitsheck, entre outros.
Há uma leitura errônea da história do Brasil e esta interpretação dúbia a torna inverossímil, quase ficcional. Isto posto, a faz incrédula, complexa, incompleta, fazendo com que o cidadão brasileiro não se apaixone pelo seu passado e não exprima seu sentimento de orgulho patriótico, sendo isto terreno fértil para a xenofilia, ou o sentimento de amor exagerado às culturas e comportamentos extrangeiros, dada à equivocada percepção de nulidade cultural, o que o escritor Nelson Rodrigues o batizou de “complexo de vira-latas”.
Este complexo se radicalizou nas décadas de 1970 e 1980, com a proposta educacional ambígua do regime militar e a crise econômica que seguiu, em um processo de redemocratização mal-formulado sendo agente de um caos social que somente começou a ser dissolvido na década seguinte, de forma lenta e desorganizada, sendo hoje a causa de muitos dos males sociais.

Notícia do mundo Linux. Segundo o site wiki do projeto Linux TV, está sendo desenvolvida uma nova versão do módulo do Kernel dvb com suporte a tecnologia ISDB-T e ISDB-Tsb, mas estará disponível a partir da versão 2.6.38 do kernel do Linux. Enquanto isso, a gente aguarda as novidades e quem quiser acompanhar o andamento do projeto basta acessar o log clicando aqui.

Sem Titulo 2/7/2009-2:32

Sem Titulo 1/7/2009-3:14

(?) Muitos dias se passam, a vida continua (filosofando)

Hoje já se passaram quase (ou mais de) 100 dias desde o décimo-milésimo. A situação continua estável, por hora, mas mudanças significativas começam a ocorrer. Pra começar, estou em uma correria danada por causa da faculdade. Como alguns dos nossos leitores já sabem, agora sou um aluno da Fatec, um privilégio que finalmente consegui alcançar depois de 4 tentativas em 7 anos. Mas percebi que não é nenhum pouco fácil cursar faculdade pública, principalmente quando se tem uma jornada de trabalho a fazer. Apesar de tudo ainda estou sendo ajudado pelo meu coordenador, o que ele deve ter visto que ainda seria muito útil na Microcamp. O único problema de lá é a burocracia e a filosofia de trabalho da escola. Mas isso é problema de comando, mas de comando geral. Enquanto o dono da rede tiver uma mentalidade atrasada, a escola sempre ficará defasada e dependente do talento dos professores. E, modéstia a parte, São Caetano do Sul tem a melhor equipe de professores, só precisava ter uma escola que lhe desse o suporte adequado a somente se dedicar às aulas.

O pior é que essa mentalidade atrasada dos executivos e empresários é fato corrente no empresariado brasileiro que é burocrata e arcaico. Eles acreditam que o lucro a qualquer custo é a chave do sucesso, uma tolice sem tamanho. Esquecem que a educação do Brasileiro evoluiu, que a sociedade está mudando e que não se aceita mais qualquer coisa, querem qualidade. Essas empresas estão fadadas a morrer. E essa é a minha torcida. Pois o velho deve ceder lugar ao novo. O novo conceito de pessoas que trabalham em prol umas das outras. Não seria esse o sonho do socialismo? E o lucro seria não o objetivo, e sim a consequência de um trabalho bem feito. Não seria esse o paradigma capitalista? Conclui-se que competição com integração é possível. Todos podem vencer nesta batalha, salvando-se todos, entre mortos e feridos.

Sem Titulo 11/3/2009-13:26

“Senhoras e senhores, o Fenômeno voltou!”

Autor: Milton Leite

Quando: 08/03/2009

Ao narrar o gol de Ronaldo, no empate contra o Palmeiras em Presidente Prudente, pela Sportv.

(-6) Início do balanço

Quase 365 dias de ações, muitas vezes, interrompidas por alguns contratempos, mas com um saldo extremamente positivo, não apenas de resultados e sim de uma postura diferente, proativa, a uma nova realidade.

Não importa se você conseguiu atingir seus objetivos, o que importa é que você está se dirigindo a eles. Sem pressa, é possível, mais cedo ou mais tarde, atingir seus anseios, mesmo que isso possa levar mais tempo que se espera.

Muito consegui, mas ainda há um longo caminho pela frente. Os 10000 dias estão chegando, mas não é o fim e sim o começo de novos desafios.

(-41) Na iminência de vida nova

Nestes últimos meses, minha vida mudou de forma radical, mas sua fase mais aguda ocorreu nos últimos 30 dias. Foram tantas as mudanças, muitas boas, algumas ruins que eu fico até desnorteado ao tentar acreditar em tudo o que ocorreu até aqui. Hoje me vejo com uma postura diferente de um ano atrás, e isso é um sinal de transformação e de crescimento pessoal, intelectual e social.

(-48) Recuar um passo para avançar dois

Quando eu me matriculei na Fatec, cogitei a possibilidade de solicitar aproveitamento dos meus estudos, já que afinal, já havia cursado 1 ano e meio do mesmo curso em duas faculdades diferentes, mas acabei mudando de idéia, optando por refazer o curso inteiro. Cheguei a essa conclusão pois o estilo de faculdade ministrado numa universidade pública, é bem diferente da particular, que possui um conteúdo comercial, padronizado para ser menos difícil e mais adaptado a soluções convencionais de estrutura de TI. Vejam as notícias sobre o universo acadêmico. Poucas são as instituições particulares que se destacam com projetos e soluções.

Acabei me lembrando de um conto curioso. Um garoto tinha que escolher entre duas moedas qual a mais valiosa, podendo ficar com ela: uma de 50 centavos de dólar, maior e mais pesada, e a de um dólar. E o garoto sempre escolhia a de 50 centavos.  E todos riam da tolice do garoto. Então um homem com pena do garoto explicou que, apesar de ser a mais pesada e maior, a moeda de 50 centavos não era a mais valiosa. Então o garoto sorriu, e respondeu que sabia disso, mas se escolhesse a moeda de um dólar, as pessoas iriam parar de oferecer moedas a ele.

Refazer a faculdade pode ter sido um desperdício de tempo e dinheiro (aliás bastante dinheiro), mas certamente, daqui a três anos, ao me formar, certamente terei a certeza de que todo o esforço e o retrocesso que fiz, valeram a pena, e me impeliram a um patamar ainda mais elevado, do que se tivesse continuado na faculdade particular. Espero ter acertado na decisão.